sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Amy Winehouse

Amy Jade Winehouse (Londres, 14 de setembro de 1983 — Londres, 23 de julho de 2011) foi uma cantora e compositora britânica conhecida por seu poderoso e profundo contralto vocal e sua mistura eclética de gêneros musicais, incluindo soul, jazz e R&B. Ingressou na carreira musical ainda na adolescência, apresentando-se em pequenos clubes de jazz em Londres. No fim de 1999, assinou o seu primeiro contrato com uma editora discográfica, a EMI Music, mas, após ter sido descoberta por Darcus Breeze, em 2001, assinou contrato com a Island Records.


Amy Winehouse


A sua primeira aparição no cenário musical britânico foi em 2003, com o seu álbum de estreia, Frank. O disco foi bem recebido pela crítica especialista, mas, inicialmente, não obteve sucesso comercial apesar de ter produzido quatro singles, todos sem êxito. Foi em 2006, com o lançamento do seu segundo álbum de estúdio, Back to Black, que Amy Winehouse ganhou proeminência como uma artista. Esse obteve sucesso crítico e comercial e alcançou as posições mais elevadas no ranking internacional, tendo atingido o número um em 23 países, incluindo Reino Unido, Áustria, Alemanha, Dinamarca e Irlanda, enquanto nos Estados Unidos chegou à sua posição máxima como número dois.


Desse trabalho, foram retirados seis singles, sendo "Rehab" o mais bem-sucedido. Back to Black vendeu seis milhões de cópias e foi o disco mais vendido de 2007. No ano seguinte, o álbum foi indicado em seis categorias à 50.ª edição dos Grammy Awards, das quais venceu cinco, o que fez de Winehouse a artista feminina britânica que mais foi premiada em apenas uma edição.

Considerada a desencadeadora da nova Invasão Britânica, Amy Winehouse é referida como a revolucionária da música soul pela crítica especialista. Ela é citada como influência musical por vários cantores, incluindo Adele, Duffy, Bruno Mars e Lady Gaga, e foi a intérprete que mais vendeu em nível digital no Reino Unido, em 2007, sendo posicionada no número dez na Lista dos Ricos do jornal inglês Sunday Times, com uma renda total de dez milhões de libras. Foi, ainda, eleita a "heroína suprema" dos britânicos pelo canal de televisão Sky News, com base em uma pesquisa realizada entre pessoas com menos de 25 anos de idade, em 2008, e na lista elaborada pela revista Veja, em 2009, das cantoras internacionais que mais venderam em solo brasileiro no ano anterior, ficou na primeira posição com mais de 500 mil álbuns vendidos, o que fez dela uma das recordistas de vendas no país. Ao longo de sua carreira, Winehouse vendeu um número estimado de trinta milhões de CDs e DVDs em todo o mundo, tornando-se uma das artistas que mais venderam em nível global. As suas conquistas incluem três prêmios Ivor Novello Awards e um total de seis Grammy Awards.

Capa da Rolling Stone


No entanto, apesar de bem-sucedida, a sua carreira foi muitas vezes ofuscada por seus problemas pessoais, principalmente pelo seu casamento conturbado com o ex-assistente de vídeo Blake Fielder-Civil, uma vez que as brigas do casal foram diariamente comentadas pela imprensa. Além disso, o seu envolvimento com álcool e drogas e a sua luta para superá-lo também prejudicou a sua imagem pública.

Amy Winehouse foi encontrada morta em sua casa em Londres, em 23 de julho de 2011. A causa da morte foi intoxicação por álcool. Após o falecimento da cantora, Back to Black tornou-se o disco mais vendido do século XXI no Reino Unido. Posteriormente, foi lançada a compilação póstuma Lioness: Hidden Treasures, que recebeu análises positivas da mídia especializada e teve um desempenho comercial favorável. Nesse mesmo ano, o periódico sueco Metro International concedeu à cantora o título de Celebridade do Ano, enquanto o canal VH1 colocou-a na 26.ª posição em sua lista das 100 Grandes Mulheres na Música, em 2012.

Infância e adolescência

Amy Winehouse nasceu em Southgate, ao norte de Londres, em 14 de setembro de 1983. O seu pai, Mitchell Winehouse, era motorista de táxi e cantor amador e a sua mãe, Janis, farmacêutica. Descendente de judeus, ela tinha um irmão mais velho, Alex Winehouse, nascido em 1979. Educou-se na escola Osidge Primary School, onde se matriculou em aulas de balé. Quando criança, costumava ouvir músicos de jazz, como Frank Sinatra, Dinah Washington e Ella Fitzgerald, que exerceram fortes influências em suas primeiras composições.


Amy  nos braços de sua mãe, Janis, seu irmão, Alex (centro),
 e o pai, Mitchell (à esquerda).


Aos cinco anos de idade.



Amy Winehouse aos seis anos de idade.


Winehouse passou boa parte de sua infância e adolescência presenciando a infidelidade conjugal do seu pai. Em entrevista a uma rede de televisão inglesa, o pai da cantora revelou que, em 1983, iniciou um caso amoroso com uma colega de trabalho, que se tornou sua esposa em 1996. Ele disse: "Amy e o seu irmão sabiam disso e presenciavam o sofrimento da mãe. Eles chamavam-na de a mulher do papai no trabalho". Os seus pais se divorciaram em 1992, depois disso Winehouse e o seu irmão ficaram sob a custódia da mãe e cresceram em Southgate.


Aos nove anos de idade, ela foi incentivada pela sua avó Cynthia a se matricular em uma escola de artes particular para promover a sua educação vocal. Ela foi então matriculada na escola Susi Earnshaw Theatre School. Aos dez anos de idade, fundou uma banda de rap amadora chamada Sweet 'n' Sour. Em 1996, conseguiu uma bolsa de estudos e começou a frequentar o colégio Sylvia Young Theatre School, mas foi expulsa após um ano por indisciplina. Aos catorze anos, ela foi matriculada na escola Brit Performing Arts and Technology School. Na mesma idade, começou a usar drogas. Aos quinze anos de idade, compôs as suas primeiras canções e começou a se apresentar em pequenos clubes de jazz em Londres.


Amy Winehouse

Em 1999, ela ingressou como vocalista de uma pequena banda local, chamada National Youth Jazz Orchestra, e gravou uma fita demo com o cantor Tyler James, que a enviou aos gerentes da agência A&R. Em seguida, a cantora assinou um contrato com a editora discográfica EMI Music, mas foi mantida em segredo da indústria fonográfica. Darcus Breeze ouviu um dos demos da cantora quando um dos seus gerentes foi lhe mostrar algumas das canções em que estava trabalhando e, acidentalmente, tocou uma das canções de Winehouse. Quando Breeze perguntou quem estava cantando, o gerente disse que não estava autorizado a responder. Após ter decidido que queria contratá-la, Breeze levou cerca de seis meses para conseguir encontrar a cantora. Apenas em 2001 ela foi convidada a fazer um teste vocacional para a Island Records e, posteriormente, assinou contrato com a gravadora, passando a produzir o seu álbum de estreia.

Frank

Em 2002, Amy Winehouse mudou-se para Camden Town, para finalizar o seu trabalho de estreia. Salaam Remi, Gordon Williams, Jimmy Hogarth e Matt Rowe participaram da elaboração do material como produtores e todas as composições foram creditadas à cantora. A sua primeira canção lançada como single, "Stronger Than Me", saiu em 6 de outubro de 2003 e debutou na 71.ª posição da tabela musical UK Singles Chart. Pouco tempo depois, em 20 de outubro, o seu álbum de estreia, intitulado Frank, foi lançado, sendo distribuído pela Island Records.

Frank debutou na 60.ª posição da parada musical UK Albums Chart. Em seguida, subiu para a 47.ª e mais tarde chegou à sua posição mais elevada, o número treze. Três meses depois, Winehouse liberou o seu segundo single, "Take the Box", que obteve a 57.ª posição da parada nacional. Mais tarde, o álbum acabou por ser certificado com disco de ouro pela Indústria Fonográfica Britânica, por ter vendido cem mil cópias no Reino Unido. O seu terceiro single, o duplo "In My Bed"/"You Sent Me Flying", foi lançado em abril de 2004 e alcançou o número 60 na tabela musical, enquanto a sua última música lançada como single, "Pumps"/"Help Yourself", debutou na 65.ª posição. Nos Estados Unidos, o álbum foi lançado apenas em 20 de novembro de 2007 através da editora discográfica Universal Music Group. A obra vendeu 307 mil cópias e alcançou a 61.ª posição da parada de álbuns do país, a Billboard 200.


Capa do primeiro disco intitulado 'Frank'.


O disco recebeu comentários favoráveis da crítica contemporânea, conseguindo 78 pontos numa escala de 100 com a agregação de críticos do portal Metacritic, mas não obteve destaque comercial e vendeu apenas trezentas mil cópias no Reino Unido em 2004. Porém, foi certificado com dois discos de platina em 2007, por vendas superiores a seiscentas mil cópias, e com mais três em dezembro do ano seguinte, totalizando novecentas mil cópias distribuídas em solo britânico. Vendeu ainda dois milhões de unidades na Europa, ganhando duas certificações de platina da Federação Internacional da Indústria Fonográfica, e mais de três milhões em todo o mundo.

No ano de 2004, a cantora recebeu duas indicações ao prêmio BRIT Awards nas categorias Artista Solo Feminina Britânica e Ato Urbano. Além disso, venceu um prêmio Ivor Novello Awards com a canção "Stronger Than Me", enquanto Frank foi incluído no livro de referência musical 1001 Albums You Must Hear Before You Die (2005) e recebeu uma indicação ao Mercury Prize Awards de Álbum do Ano. Após finalizar os seus projetos com o álbum, ela desapareceu da atenção da imprensa e ficou cerca de dezoito meses sem realizar nenhum empreendimento musical.

 Back to Black

Amy Winehouse voltou à atenção da imprensa britânica em 2006, devido à sua drástica perda de peso e ao seu consumo excessivo de álcool e drogas. Nesse período, ela também chamou atenção para a sua imagem, que ficou caracterizada pela sua maquiagem e por um penteado inspirado pela moda das décadas de 1950 e 1960. Além disso, o seu relacionamento conturbado com o então assistente de vídeo Blake Fielder-Civil foi muitas vezes comentado nos tabloides. Resultante dessa relação, Back to Black foi lançado como o segundo álbum de estúdio da cantora. As canções incluídas nesse trabalho foram fortemente influenciadas pela música soul da década de 1960, pelo R&B contemporâneo e o ska. Ademais, descreviam a sua vida pessoal. Mark Ronson e Salaam Remi são citados nas notas da obra como produtores, enquanto as composições ficaram a cargo de Amy Winehouse, Paul O'Duffy, Richard e Robert Poindexter, Nick Ashford e Valerie Simpson.


Capa do 'Back to Black'.


A divulgação da obra começou no site oficial da cantora em setembro de 2006, com o anúncio do lançamento de seu novo álbum e do single de avanço "Rehab". Liberada em 23 de outubro, a canção foi bem elogiada pelos críticos de música contemporânea, que deram ênfase ao seu etilo Motown e à sua letra autobiográfica. O single fez a sua estreia na 19.ª colocação da UK Singles Chart, chegando à sua posição mais elevada como número sete, atingindo o primeiro lugar na Hungria e Noruega. Passada uma semana, Back to Black também foi liberado, recebendo análises positivas dos críticos musicais. Comercialmente, o disco também foi bem recebido, tendo vendido 43 mil cópias na sua primeira semana de distribuição, o que resultou na sua entrada na terceira posição da parada de álbuns do Reino Unido, a UK Albums Chart, na edição de 5 de novembro, alcançando a primeira posição após onze semanas na tabela. Dando continuidade à divulgação do disco, a cantora lançou o seu segundo single, "You Know I'm No Good", que obteve a 18.ª posição da tabela nacional e a primeira nas rádios da Polônia.

Em 13 de março de 2007, Back to Black foi lançado nos Estados Unidos através da editora discográfica Universal Music Group. Estreou na sétima posição da parada oficial do país, a Billboard 200, com mais de 51 mil cópias vendidas na sua primeira semana, estabelecendo o recorde de maior estreia alcançada por uma artista feminina britânica na época, e chegou à sua posição máxima como número dois, recebendo, dois meses depois, o certificado de ouro da Associação da Indústria de Gravação da América, que lhe atribuiu mais tarde dois discos de platina.


Amy Winehouse, melhor cantora contemporânea de 2007, Londres.


Após a sua chegada no Estados Unidos, Winehouse deu início à divulgação dos seus singles nas rádios norte-americanas e, ainda em março, fez a sua primeira aparição em uma rede de televisão estadunidense no programa Late Show, da CBS, fazendo a sua estreia nos palcos no festival Joe's Pub, em Nova York. Além disso, foi convidada musical na cerimônia MTV Movie Awards de 2007, na Califórnia, cuja performance obteve críticas positivas por parte dos analistas e do público.


Prêmio MTV Movie Awards


Aproximadamente um mês depois, ela liberou como terceiro single a faixa homônima, que teve como melhor posição o número 25 na tabela britânica, ficando no pódio das paradas da Grécia e Polônia. Nas paradas dos Estados Unidos, "Rehab" chegou à 9.ª posição na Billboard Hot 100, à 13.ª na Pop Songs, à 14.ª na Adult Pop Songs e à 7.ª posição na Radio Songs, sendo certificada com platina por ter vendido mais de 1.700 milhões de downloads. Além de "Rehab", a sua única canção que conseguiu entrar na tabela musical do país foi "You Know I'm No Good", posicionada no número 77 no Hot 100 da Billboard. Como quarta faixa do álbum, a intérprete lançou a canção "Tears Dry on Their Own", atingindo o número dezesseis no Reino Unido.

Back to Black chegou à liderança nos mercados musicais de 23 países, incluindo Áustria, Espanha, Portugal e França. Alcançou ainda os dez primeiros lugares das paradas musicais de outros doze países. No Brasil, o disco chegou à segunda colocação e recebeu o certificado de diamante da Associação Brasileira dos Produtores de Discos por mais de 250 mil unidades vendidas.

Em função de promover o disco, a cantora embarcou em sua primeira digressão musical pela Europa e América, com a banda The Dap-Kings, apresentando-se em festivais como Eurockéennes, Glastonbury, V Festival, Lollapalooza e Coachella, mas muitos dos seus concertos foram prejudicados pelo seu envolvimento com álcool e drogas, sendo parte da turnê pela América do Norte cancelada devido aos seus problemas de saúde.

Em 5 de novembro de 2007, ela lançou Back to Black: Deluxe Edition, reedição que apresenta o disco de estúdio original, oito faixas novas e gravações demos. Simultaneamente com a versão deluxe, a artista lançou o seu primeiro DVD, I Told You I Was Trouble: Live in London, que atingiu a primeira posição nos Países Baixos. A sua primeira canção lançada como single da versão especial foi "Valerie", que conseguiu alcançar a segunda posição da UK Singles Chart,89 recebendo mais tarde uma indicação ao BRIT Awards na categoria Melhor single Britânico. A segunda, "Cupid", chegou à 49.ª posição na Suíça. Como o seu último lançamento do ano da versão-padrão, Amy Winehouse liberou "Love is a Losing Game", que chegou à 46.ª posição na tabela musical.


Deluxe Edition


No final de 2007, Back to Black foi condecorado com seis discos de platina no Reino Unido por um total de dois milhões de cópias distribuídas em território britânico, tornando-se o disco mais vendido do ano. Também ficou entre os dez discos mais comercializados do ano na Finlândia, Bélgica, Irlanda, Dinamarca e França. Nos Estados Unidos, foi o 24.º álbum mais vendido do país com mais de 1.500 milhões de unidades vendidas.


Back To Black clip.


No ano de 2008, Amy Winehouse participou da 50.ª edição dos Grammy Awards, onde venceu cinco das seis categorias em que estava concorrendo: Canção do Ano, Gravação do Ano, Melhor Performance Vocal Pop Feminina, Artista Revelação e Melhor Álbum Vocal Pop. Por esse feito, a cantora entrou para o livro The Guinness Book of World Records como a artista feminina britânica que mais foi premiada em apenas uma edição dos Grammy Awards.

Back to Black obteve um bom desempenho comercial. Foi o álbum mais vendido do mundo em 2007, com um total de seis milhões de cópias comercializadas, e o segundo mais vendido de 2008, com outras 5.100 milhões. No Reino Unido, foi o disco mais vendido de 2007, o terceiro mais vendido da década de 2000 e atualmente encontra-se na 11.ª posição na lista dos álbuns mais vendidos da história do país.100 Em agosto de 2011, Back to Black tornou-se o disco mais vendido do século XXI, com mais de mais de 3.300 milhões de cópias distribuídas, passando a ocupar em dezembro o segundo lugar, atrás apenas de 21 da inglesa Adele. Na Europa, as suas vendas ultrapassam a marca de oito milhões de unidades, enquanto nos Estados Unidos chegam a mais de 2.700 milhões, segundo o sistema de informação Nielsen SoundScan. Mundialmente, a obra havia vendido mais de vinte milhões de cópias até 2012, o que o fez entrar para a lista dos álbuns mais vendidos do mundo.


Morte

Por volta das 15h54min de 23 de julho de 2011 (horário de verão britânico, UTC+1), duas ambulâncias foram chamadas para a casa de Winehouse em Camden, Londres, devido a um telefonema à polícia britânica para atender uma mulher desfalecida.

Pouco tempo depois, as autoridades metropolitanas haviam confirmado a morte da cantora. Posteriormente, foi aberta uma investigação a fim de determinar a causa da morte de Amy Winehouse, porém os primeiros resultados não foram conclusivos e uma análise toxicológica foi necessária. Apenas em 26 de outubro do mesmo ano, os relatórios finais puderam indicar que a causa da morte decorreu de um consumo abusivo de álcool após um período de abstinência, que mantivera até o dia 22 do mesmo mês. Suzanne Greenaway, médica legista, disse que a quantidade de álcool encontrado no sangue da artista era de 4,16 g/L, cinco vezes maior que o suportável.


Os pais de Amy choram a morte da cantora.

No dia da morte, a editora discográfica Universal Music Group emitiu um comunicado expressando seu pesar pela morte inesperada da cantora. Além disso, artistas como U2, Lady Gaga, Nicki Minaj, Bruno Mars, Rihanna, George Michael, Adele, Kelly Clarkson e Courtney Love fizeram tributos a Amy Winehouse. Diversos fãs também prestaram homenagens a ela, deixando garrafas de bebidas alcoólicas, taças, cigarros e diversas fotos da cantora em frente à sua casa em Camden Town. A sua morte também trouxe de volta os seus materiais discográficos aos rankings ao redor do mundo.


Homenagem dos fãs.

A cerimônia fúnebre ocorreu no dia 26 de julho de 2011, terça-feira, no cemitério Edgwarebury, em Londres. A família e os amigos mais íntimos de Winehouse, além de algumas celebridades, como Mark Ronson, Kelly Osbourne e Bryan Adams, participaram da cerimônia, que seguiu os preceitos da religião judaica. O corpo da artista foi cremado e suas cinzas foram misturadas com as de sua avó, Cynthia. Com a conclusão do funeral, os seus pais declararam sua intenção de criar uma fundação para ajudar jovens viciados em drogas.

Em 17 de dezembro de 2012, as autoridades britânicas decidiram reabrir o inquérito para confirmar a causa da morte de Amy Winehouse e, apenas em 8 de janeiro de 2013, os relatórios confirmaram que a cantora morreu devido a uma intoxicação alcoólica.

Influências

As principais influências musicais de Amy Winehouse eram cantores de soul e jazz das décadas de 1940 e 1960, como Ella Fitzgerald e Sarah Vaughan. Porém, alguns artistas de música gospel, como Mahalia Jackson e Aretha Franklin, também exerceram certa influência na artista. Durante a sua infância, a inglesa costumava ouvir músicos como Dinah Washington, Billie Holiday e Frank Sinatra, que exerceram fortes influências nas composições e estilo musical do seu álbum de estreia, Frank, incorporando em suas canções elementos de jazz e R&B.


Billie Holiday, uma das maiores influências da Amy.


No entanto, durante o desenvolvimento do seu segundo álbum de estúdio, Back to Black, Winehouse citou como principais influências os grupos femininos dos anos 1950 e 1960, comentando: "Andara escutando um monte de grupos femininos dos anos 1950 e 1960. Gostava da simplicidade deles. Vão direto ao assunto. Então comecei a pensar em escrever canções daquela maneira". A principal dessas bandas foi The Shangri-Las, a qual ela citou como sua inspiração. Numa entrevista dada pela cantora à emissora de televisão BBC Music, gravada no festival Other Voices, na Irlanda, ela revelou que a sua canção preferida das garotas era "I Can Never Go Home Anymore". "Quando eu e o meu namorado terminamos, eu passei a ouvir aquela canção repetidamente enquanto estava sentada no chão da minha cozinha com uma garrafa de Jack Daniels", disse ela. Outro grupo que exerceu influência notável na artista foi The Ronettes, já que o penteado usado por ela nesse período, chamado beehive, foi inspirado no mesmo que as garotas usavam na época.


The Shangri-las, outra grande influência.

Além desses artistas, ela também teve como influência os seguintes cantores e bandas: Marvin Gaye, The Specials, Ray Charles, Donny Hathaway, The Shirelles, The Zutons, Salt-n-Pepa, TLC e Sam Cooke.

Ao longo da sua carreira, Amy Winehouse também influenciou alguns artistas. A cantora galesa Duffy citou-a como uma de suas influências musicais e foi comparada a ela devido à semelhança do estilo musical das duas cantoras. O mesmo ocorreu com a britânica Adele que, além de ser denominada pela imprensa como A Nova Amy Winehouse, revelou que Winehouse é a sua inspiração. A também britânica Paloma Faith e a australiana Gabriella Cilmi também são comparadas à cantora por terem voz, visual e estilo musical influenciados por ela, porém esta última revelou não gostar dessas comparações devido à diferença das duas intérpretes. Ela também influenciou a cantora norte-americana Lady Gaga, que comentou: "Amy mudou a música pop para sempre. Terei para sempre um amor muito profundo por ela".

Outros artistas influenciados pela cantora são: Lily Allen, Florence Welch, Dionne Bromfield, Caro Emerald, Jesuton, Nina Zilli e Rebecca Ferguson.

Em 2010, o rapper Jay-Z disse em entrevista à rádio BBC que Amy Winehouse revigorou o cenário musical britânico, afirmando: "Há uma forte pressão vinda de Londres neste momento, o que é ótimo. Ela existe desde a época da Amy Winehouse, acho. Quer dizer, desde sempre mas eu acho que este novo ímpeto teria sido provocado por ela". Charles Aaron, editor da revista norte-americana Spin, comentando a influência exercida pela cantora sobre Adele, Corinne Bailey Rae, Eliza Doolittle, dentre outras artistas femininas britânicas, escreveu: "Amy Winehouse foi o momento Nirvana para toda estas mulheres. Todas fazem referência a ela [a Amy Winehouse] em termos de atitude, estilo musical ou moda". Jim Faber, numa matéria publicada pelo jornal americano New York Daily News, disse que Winehouse foi a desencadeadora da nova invasão britânica. Em 2011, Adrian Thrills, do jornal britânico Daily Mail, disse: "Sem a Amy não haveria Adele, Duffy e nem Lady Gaga", completando: "Mesmo agora, numa época em que o pop feminino domina as tabelas musicais, como Adele, Beyoncé, Katy Perry e Gaga, nada se aproxima da força emocional de Back to Black".

Amy Winehouse foi sem dúvidas uma das maiores revelações desta época, com seu jeito autêntico de ser e sua rebeldia aliadas às suas boas influências musicais, Amy conseguiu conquistar o público e críticos de todo o mundo.

Fiquem agora com o clipe de "Tears Dry On Their Own":



Artigo retirado do site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Amy_Winehouse


terça-feira, 7 de outubro de 2014

Ana Popovic

Ana Popović (nascida em 13 de maio de 1976 em Belgrado, Sérvia) é uma cantora e guitarrista de Blues.

Popovic nasceu em 1976, em Belgrado, Sérivia . Seu pai a apresentou para o blues e ela começou a tocar guitarra quando tinha quinze anos.

Ana Popovic


Ana Popovic


Ana Popovic


Em 1995, ela formou a banda Hush com Rade Popović (guitarra e vocal), Milan Saric (guitarra baixo) e Bojan Ivković (bateria). Hush realizava um rhythm and blues , mas também incorporou elementos de funk e soul em seu som . A banda teve sua primeira apresentação no clube Vox em Belgrado. Durante 1996, o Hush realizou através FR Iugoslávia , também atuando na Grécia . Graças ao seu desempenho no Marsoni Blues Festival, em Senta , Hush recebeu o convite para realizar na Fifth International Blues, Jazz, Rock e Festival Gastronômico na Hungria . A parte de seu desempenho foi lançado em um álbum ao vivo que contou com gravações do festival. Em 1996, Popović tocou slide guitar em Piloti álbum Dan koji prolazi zauvek ( The Day that Is Passing Forever). 

Ana Popovic


Ana Popovic

Ao longo de 1998, Hush teve mais de 100 apresentações, tocando em clubes de blues e festivais de blues. Durante o mesmo ano, eles lançaram seu álbum de estréia, Hometown , através PGP-RTS .  O álbum foi produzido por Aleksandar Radosavljević, e Vojno Dizdar ( piano elétrico e órgão Hammond ), Petar "Pera Joe" Miladinović ( gaita ), Aleksandar Tomić ( saxofone tenor ) e Predrag Krstić ( trompete ) como convidados.  Além de músicas próprias da banda, Hometown também contou com covers de clássicos do blues. 

Em 1998, Popović foi para Holanda para estudar jazz guitarra, e a Hush se dissolveu.

Em 1999, Ana Popovic partiu para carreira solo na Holanda. Em 2000, ela apareceu, ao lado de Eric Burdon , Taj Mahal , Buddy Miles , Double Trouble , Eric Gales e outros, em Jimi Hendrix álbum tributo Blue Haze: Songs of Jimi Hendrix  com um cover da música "Belly Button Window". Em 2001, ela lançou seu primeiro álbum solo, o Hush! , através da gravadora alemã Ruf Records . O álbum foi gravado em Memphis , com os membros da Ana Popovic Band, bem como músicos de estúdio. Foi produzido por Jim Gaines, que já trabalhou com Carlos Santana , John Lee Hooker , Alexis Korner e outros. O álbum contou com Bernard Allison como convidado. O álbum virou grande sucesso, por isso Popović deixou seus estudos de guitarra, e dedicou-se às apresentações.

Ana Popovic


Em 2003, Popovic lançou seu segundo álbum, Comfort to the Soul . O álbum, gravado em Memphis e produzido por Gaines, contou com uma fusão de blues, de rock , soul e jazz. Durante o mesmo ano, no Rhythm & Blues Festival na Bélgica , ela foi convidada por Solomon Burke para se juntar a ele no palco, depois que ela se juntou a ele no resto da turnê como convidado. Em 2005, Popović lançado álbum ao vivo e DVD intitulado Ana! , gravado em 30 de janeiro de 2005 em seu show em Amsterdam club Melkweg. 

Em 2007, lançou o álbum Popovic, Ainda Fazendo História através da gravadora americana Eclecto Groove Records . Em 2009, ela lançou o álbum  Blind for Love , e em 2011 o álbum Unconditional  através da mesma gravadora. Ambos ainda está fazendo História e Unconditional  alcançou o número um em Estados Unidos da Billboard Chart Blues.

Ana Popovic "Unconditional"

Em 2012, mudou-se para Memphis, Tennessee . Seu nono álbum de estúdio intitulado Can You Stand the Heat  é anunciado para ser lançado através da gravadora ArtisteXclusive em abril de 2013, O álbum, produzido por Tony Coleman, foi gravado com John Williams no baixo, Harold Smith na guitarra base, Frank Ray Jr. no órgão e Tony Coleman na bateria. 

Popovic apareceu em 2013 no New Orleans Jazz & Heritage Festival, onde ela apresentou um novo projeto: uma banda de nove elementos com o nome de Ana Popovic & Mo' Better Love.

Ana Popovic e banda

Em setembro de 2013, Popovic assinou com Monterey International booking agency. Monterey é exclusivamente representante de Ana Popovic na América do Norte, Canadá, Ásia e Austrália. Popovic compartilha a lista com Buddy Guy, Bonnie Raitt, Dr. John, Jonny Lang, Keb 'Mo', Robert Randolph, Taj Mahal e Tedeschi Trucks Band.

Ana Popovic no Salmon Arm's Roots & Blues Festival


Em 2014, ela foi nomeada  para o Blues Music Award no 'blues contemporâneo Artista Feminina do Ano "da categoria.

Vamos ficar com o vídeo de "Wrong Woman" ao vivo:



Fonte de pesquisa: http://en.wikipedia.org/wiki/Ana_Popovic

Beth Hart

Beth Hart (Los Angeles-CA, 24 de Janeiro de 1972) é uma cantora estadunidense.



Beth Hart


Ela tornou-se famosa após sua canção “LA Song (Out of This Town)”, tornar-se trilha-sonora de um episódio da 10ª temporada do seriado “Beverly Hills. Seus estilos de músicas são rock'n roll, blues e gospel.



Beth Hart se apresentando em San Diego Indie Music Fest, 20 de março de 2008.


Beth Hart


Beth Hart


O single foi hit número um na Nova Zelândia , bem como alcançar top 5 nos EUA Adult Contemporary e número 7 no Billboard Adult Top 40 Chart. A canção também foi ao ar durante o Episódio 17 da temporada 10 e final da Beverly Hills, 90210 .  Beth também entregou a música para o fim-cena do último episódio de "Californication" 6 ª temporada, com "My California",  álbuns subsequentes ou seja, "Seesaw" e "Live In Amsterdam" por Beth Hart & Joe Bonamassa, alcançou o status de número 1 na parada Billboard Blues Album. O último álbum de Beth "Bang Bang Boom Boom" subiu para o número 3 na Billboard Blues Album , assim como o álbum "Don't Explain" por Beth Hart e Joe Bonamassa. O álbum "gangorra" subiu para o número 8 na parada Billboard Top Independent Album. Beth Hart teve dois singles em número 1 na Dinamarca "As Good As It Gets" e "Learning to Live", bem como uma venda álbum de platina "Leave the light on". O primeiro álbum de Beth com Joe Bonamassa: "Don't Explain", ganhou disco de ouro na Holanda. Beth em 2014 foi nomeada para um Grammy com o álbum "Seesaw" e ela também foi indicada para o Prêmio de Música de blues na categoria de Melhor Artista Feminina de Blues Contemporâneo.


Beth Hart e Joe Bonamassa


Beth Hart



Agora vamos curtir um blues, fiquem com Beth Hart e Joe Bonamassa em  "I'll Take Care of You" ao vivo em New York:





Fonte de pesquisa: http://en.wikipedia.org/wiki/Beth_Hart

Sue Foley

Sue Foley (nascida em 29 de março de 1968, Ottawa , Ontario , Canadá )  é uma cantora e guitarrista de blues. 


Sue Foley


Nascida em uma família de classe operária, Foley cresceu ouvindo seu pai tocar e cantar canções folclóricas irlandesas. Depois de ver James Cotton tocar quando ela tinha 15 anos, ela tomou a decisão de tocar blues. Aos 16 anos, Foley começou a tocar profissionalmente em torno de Ottawa com  bandas de blues locais. Aos 21 anos, ela estava morando em Austin, Texas e gravando. Seu primeiro disco de blues rapidamente estabeleceu seu talento único como um guitarrista de blues e compositora. Ao longo da década de 90, ela foi para a estrada com sua Telecaster paisley e aperfeiçoou seu trabalho artesanal / dividindo o palco com artistas como BB King, Buddy Guy, Lucinda Williams e Tom Petty. Em 1997, ela se mudou de volta para o Canadá para criar seu filho. Em 2000, seu país de origem a honrou com seu primeiro Juno Award (premiação premier de música do Canadá): Melhor Álbum de Blues por seu CD Love Comin 'Down . Sue também recebeu uma indicação para o prestigiado WC Handy Award para melhor artista feminina contemporânea em 2003.

Sue Foley no Hillside Festival palco principal, julho de 2008.


Assistam agora ao vídeo de "Hooked On Love" ao vivo na Alemanha em 2005.



Fonte de pesquisa: http://en.wikipedia.org/wiki/Sue_Foley

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O crescimento das mulheres na aviação brasileira

Bem, como todos já sabemos, as mulheres andam conquistando cada vez mais o seu espaço no mercado de trabalho e não poderia ser diferente em relação à aviação.

Nas mais de cinco salas de aula da graduação de Aviação Civil em Brasília, podemos dizer que exista uma boa porcentagem de garotas que sonham em conquistar os seus postos de comandantes.

Não muito diferente dos homens, elas levam a sério o assunto “Aviação” e sabem discutir a respeito do assunto. Mas não é de hoje esse envolvimento feminino na área, claro que houve um crescimento considerável, mas voltando um pouco ao passado já podemos observar que a figura feminina já estava presente no meio aeronáutico.

Mulher 3 Canal Piloto O crescimento das mulheres na aviação brasileira


Quem não conhece a famosa Amelia Earhart, a primeira que realizou um voo solo e transoceânico;  Hanna Reitsch, a famosa piloto de testes da Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, sendo a primeira no mundo nessa modalidade; ou a nossa brasileira Ada Rogato que foi a primeira no Brasil a obter a licença de piloto de planador e de paraquedista e a foi a terceira em tirar o brevê para categoria de pilotagem de aeronaves.

Mulher 1 Canal Piloto O crescimento das mulheres na aviação brasileira


Anésia Pinheiro Machado também deixou a sua marca feminina na história da aviação, sendo a segunda a tirar seu brevê e, Lucy Lúpia a primeira comandante da aviação comercial brasileira. Claro que houve outras, tão importantes quantos as citadas acima. 

Em 2009, os números de licenças emitidas para piloto privado em relação às mulheres foram de 35 licenças, já em 2010 subiu para 56 e em 2011 para 44. O mesmo ocorreu com as licenças para piloto comercial, em 2009 foram 8, em 2010 subiu o número para 24 e em 2011 houve uma pequena queda deixando na marca de 19 licenças.


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Atualmente não é difícil encontrar uma mulher em algum aeroclube do país realizando suas horas de voo, mas infelizmente ainda existe pouco conhecimento para elas. Como assim pouco conhecimento? Muitas imaginam a profissão como algo restrito para homens e que seja algo muito difícil e complexo (claro que sim), mas como tudo se resolve e pode ser entendido a partir da determinação em relação aos estudos, é um dos obstáculos menos importantes para quem pretende ingressar na carreira. O que anda ocorrendo muito na área são as mulheres que já estão realizando um curso como de Comissário de Bordo e resolvem prolongar seus estudos partindo para uma graduação superior na área ou apenas o curso de PP (Piloto Privado) e PC (Piloto Comercial) nos aeroclubes.


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Algumas iniciativas, inclusive de empresas aéreas nacionais, fazem chegar à população a imagem da mulher em um cockpit de uma forma mais natural, como é caso de empresas como a Azul Linhas Aéreas que tem um avião todo personalizado para campanha conta o câncer e que tem uma tripulação inteira de mulheres, inclusive as comandantes com seus uniformes bem femininos, ou a GOL que também já realizou vários voos tendo uma tripulação inteira de mulheres a bordo. Os passageiros no inicio estranham, para quem não estar acostumado deve achar anormal ou até mesmo ousado, mas logo percebem que a diferença de um voo em relação ao comandante, sendo ela ou ele, é imperceptível.

As mulheres desde o inicio da aviação observaram curiosas o progresso não deixando de lado o seu apoio. Voltando novamente no tempo, esse apoio pode ser observado pelas famosas WASP (Women Airforce Service Pilots), que eram mulheres que como o próprio nome diz, auxiliavam a U.S Army Air Forces. E assim por diante.

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A mulher aviadora tem a missão não apenas de aprender e colocar em prática todos os ensinamentos adquiridos por ela em relação ao seu meio aeronáutico, mas atualmente elas têm a missão de provar para um todo que são capazes de terem a responsabilidade de pilotar uma aeronave. Com o tempo ela vai conquistando seu espaço provando a todos que podem ser eficientes profissionalmente e além de tudo, mulheres femininas e delicadas como sempre foram, trazendo mais beleza para os cockpits mundo a fora.

Artigo publicado pelo site: http://canalpiloto.com.br/o-crescimento-das-mulheres-na-aviacao-brasileira/

Mulheres pioneiras da aviação



Esta é uma lista de mulheres que se tornaram pioneiras da aviação.

Élisabeth Thible -  (Lyon, 1765 - ?), foi a primeira mulher aeronauta da História, e a primeira a haver efetuado vôos em balões a ar quente e a gás hidrogênio. Em 4 de junho de 1784, ela tomou lugar com o sr. Fleurant a bordo de um balão a ar quente chamado La Gustave em honra ao rei Gustavo III da Suécia, em visita a Lyon naquele dia.





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Sophie Blanchard - Marie Madeleine Sophie Armant (Trois-Canons, Aunis, 1778 — Paris, 7 de julho de 1819) foi a primeira balonista profissional, mulher de Jean-Pierre Blanchard. A "aeronauta real" de Napoleão Bonaparte foi a primeira mulher a morrer em um acidente aéreo.




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Mary H. Myers - primeira mulher norte-americana a pilotar o seu próprio balão em 4 de julho de 1880.



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Hélène Dutrieu - Hélène Dutrieu (Tournai, 10 de julho de 1877 — Paris, 26 de junho de 1961) Foi uma campeã mundial de ciclismo, motociclista, automobilista, pioneira da aviação francesa, motorista de ambulância durante a guerra, e diretora de um hospital militar, nascida na Bélgica, tendo se naturalizado francesa posteriormente.

Começou no ciclismo competitivo em 1895 onde parou em 1898, quando começou a dedicar-se a corridas de automóveis. Participou em várias competições em toda a Europa, tendo inclusive em 1898 ganho de Leopoldo II da Bélgica a Cruz de Santo André com diamantes em honra de suas façanhas.

No outono de 1909 conheceu Santos Dumont em Paris e este sugeriu que ela aprendesse a pilotar no "Demoiselle".

Em setembro de 1910, voando sem escalas de Oostende para Bruges, na Bélgica e tornou-se a primeira mulher belga a receber uma licença de piloto em 25 de novembro de 1910. Durante seu segundo ano como um aviador que ela escapou da morte duas vezes.

Na Europa venceu a Coupe Femina para mulheres, em 31 de dezembro de 1911, voando 158 milhas em 178 minutos.

Em 1913 o governo francês concedeu-lhe Legião de Honra.

Em 1922, casou-se com um francês, naturalizou-se francesa, e viveu na França.

Morreu em Paris em 25 de junho de 1961, aos 84 anos.

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Aída de Acosta - Aida de Acosta Root Breckinridge (Elberon, 28 de julho de 1884 – Bedford, 26 de maio de 1962) foi uma socialite americana e a primeira mulher a voar sozinha num balão dirigível.

Em 27 de junho de 1903, quando estava em Paris com sua mãe, ela se encantou com o brasileiro Alberto Santos-Dumont que mostrou a ela como operar o dirigível que ele mesmo construíra, o "No. 9". Santos-Dumont era um homem famoso naquela época, voando com seu dirigível pelo centro de Paris e estacionando-o na rua enquanto jantava no seu restaurante favorito. Ela fez seu primeiro voo solo de Paris ao Chatêau de Bagatelle enquanto Santos-Dumont a seguia pelas ruas numa bicicleta gritando instruções.

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Bessie Coleman - Elizabeth "Bessie" Coleman (26 de janeiro de 1893 – 30 de abril de 1926) foi uma aviadora civil estadunidense e primeira mulher afro-americana a tornar-se piloto nos Estados Unidos. Foi também a primeira mulher de ascendência africana a conseguir licença como piloto internacional.



Em 1915, aos vinte e três anos de idade, Coleman mudou-se para Chicago, passando a trabalhar como manicure. Ali, ouvia histórias de pilotos americanos que retornavam de combates na Primeira Guerra Mundial. A partir de então ela interessou-se pela aviação, desejando tornar-se piloto. Contudo, sabia muito bem que em seu país natal jamais conseguiria realizar este sonho, devido ao racismo e ao fato de ser mulher. Contudo, ela conseguiu o apoio de pessoas influentes, como Robert Abbott, fundador do jornal Chicago Defender, e do banqueiro Jesse Binga, que lhe deu ajuda financeira3 .



Após aprender francês em uma escola em Chicago, Bessie Coleman mudou-se para a França, onde finalmente realizou seu sonho de tornar-se piloto, conseguindo sua licença pela Federação Aeronáutica Internacional. Um ano depois, ela já estava de volta aos Estados Unidos, morando em Chicago, mas voando por todo o país, apresentando em shows aéreos e tornando-se conhecida por ser uma das únicas mulheres a pilotar aviões na época, bem como a primeira negra. Também era conhecida por incentivar jovens de ambos os sexos, fossem brancos ou negros, a perseguir seus sonhos. Surgiu então o sonho de construir uma escola de aviação para jovens negros. Contudo, jamais realizaria este sonho.

Em 30 de abril de 1926, com a idade de trinta e três anos, Coleman estava em Jacksonville, na Flórida. Ali, ela preparava-se para uma demonstração aérea que aconteceria no dia seguinte, a bordo de um avião Curtiss JN-4, que ela havia adquirido em Dallas. Alguns amigos e parentes não consideraram o avião seguro o bastante e chegaram a pedir que ela não voasse. Ainda assim, ela decolou, juntamente com seu mecânico e agente publicitário William Wills, que estava no outro assento. Curiosamente, Coleman decolou sem utilizar o cinto de segurança, pois no dia seguinte ela realizaria um salto de paraquedas e gostaria de olhar sobre a fuselagem do avião para reconhecer o terreno abaixo. Aos dez minutos de voo, contudo, o avião não conseguiu potência suficiente para sair de uma manobra em que girava no ar. Enquanto o avião estava em voo invertido, Coleman simplesmente não conseguiu se segurar e foi lançada para fora da aeronave, caindo de uma altura de cerca de 150 metros. Ao atingir o chão, ela morreu instantaneamente. O avião manteve-se em voo, com Wills a bordo, mas este não sabia pilotar e não conseguiu controlar a aeronave. O avião então caiu ao chão e explodiu em seguida, matando Wills. Quando os destroços do avião foram inspecionados, descobriu-se uma chave que fora esquecida na maquinaria, provavelmente interferindo em seu funcionamento e levando ao avião a não conseguir força suficiente para efetuar a manobra de giro em voo.

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Amelia Earhart - Amelia Mary Earhart (Atchison, Kansas, 24 de Julho de 1897 — desaparecida em 2 de Julho de 1937) foi pioneira na aviação dos Estados Unidos, autora e defensora dos direitos das mulheres. Earhart foi a primeira mulher a receber a "The Distinguished Flying Cross", condecoração dada por ter sido a primeira mulher a voar sozinha sobre o oceano Atlântico. Estabeleceu diversos outros recordes, escreveu livros sobre suas experiências de voo, e foi essencial na formação de organizações para mulheres que desejavam pilotar.

Amelia desapareceu no oceano Pacífico, perto da Ilha Howland enquanto tentava realizar um voo ao redor do globo em 1937. Foi declarada morta no dia 5 de janeiro de 1939. Seu modo de vida, sua carreira e o modo como desapareceu até hoje fascinam as pessoas.


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Beryl Markham - Beryl Markham (Leicester, 26 de outubro de 1902 — Nairobi, 3 de agosto de 1986) foi uma escritora, treinadora de cavalos e pioneira da aviação inglesa.

Em 4 de setembro de 1936, decolou de Abingdon, na Inglaterra, pilotando um avião modelo Percival Vega Gull, batizado O Mensageiro.

Após 20 horas de vôo, sofreu uma pane devido a congelamento do combustível e dos orifícios de ventilação, e caiu próximo a Cabo Breton, na Nova Escócia, no Canadá.

Apesar da queda, Markham tornou-se a primeira mulher a cruzar o oceano Atlântico de leste para oeste em vôo solo, e a primeira pessoa a fazê-lo da Inglaterra para a América do Norte sem escalas. Ela é celebrada como uma pioneira da aviação.


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Amy Johnson - Amy Johnson (Kingston upon Hull, Inglaterra, 1903 — Londres, Inglaterra, 1941) foi uma pioneira da aviação, destacando-se por ser uma das primeiras mulheres a pilotar um avião.



Durante as aulas de aviação, o seu instrutor mencionou-lhe que ela só seria levada a sério naquela profissão se realizasse algo de realmente notável. Foi-lhe sugerido o voo entre a Inglaterra e a Austrália, algo que nunca havia sido realizado por uma mulher. Amy assumiu este desafio e iniciou imediatamente a preparação para a viagem. Obteve um avião em segunda mão, o modelo De Havilland Gypsy Moth, um dos mais pequenos e populares da época. O pequeno avião com o nome de Jason, pode hoje ser observado no Science Museum em Londres. Mandou instalar depósitos adicionais de combustível e, visto que voaria sozinha, preveniu-se transportando equipamento para qualquer eventualidade. Usou um fato adequado e capacete, mas vestiu uns calções de caqui durante quase toda a viagem. Para defesa pessoal levou uma espingarda, bem como uma maleta de primeiros socorros, o que acabou por lhe ser útil para consertar o avião, ao utilizar adesivo para reparar as asas de lona que se romperam.



Em Abril de 1930, Amy Johnson partiu para uma viagem de 19 dias, percorrendo os 16.000 quilômetros entre Londres e Darwin, na Austrália, onde aterrou a 24 desse mês. Pelo caminho teve de efetuar diversas aterragens, algumas delas forçadas, na selva, enfrentou tempestades de areia e efetuou diversos consertos no avião. O plano de Johnson era voar o menos possível sobre o mar, onde as suas hipóteses de sobrevivência seriam mínimas em caso de acidente. Assim, traçou rumo para sudeste, sobrevoando a Europa e a Ásia, depois virou a sul ao longo da península Malaia e sobrevoou as ilhas da Indonésia. A última etapa foi a mais perigosa ao ter de sobrevoar o Mar de Timor antes de atingir a costa australiana.

Ao levantar voo do aeroporto de Croydon, em Londres, Amy era uma desconhecida. No entanto, a imprensa e a rádio foram transmitindo notícias da sua epopeia e, ao descer do avião, havia-se transformado numa heroína internacional.

Em Julho de 1931, Johnson e o seu co-piloto Jack Humphreys, voando num avião modelo De Havilland Puss Moth, tornaram-se os primeiros aviadores a completar uma viagem aérea entre Londres e Moscovo em apenas um dia. Dali, atravessando a Sibéria, prosseguiram para Tóquio estabelecendo novo recorde na ligação entre a Inglaterra e o Japão. Junto com o seu marido também estabeleceu novo recorde de tempo na viagem entre Inglaterra e a Índia, em 1934, voando num De Havilland Comet. Em Julho de 1936 quebra o recorde que pertencia ao seu marido, ao efetuar a ligação Londres à Cidade do Cabo, na África do Sul.

Em 1940 colaborou no esforço de guerra, durante a Segunda Guerra Mundial, alistando-se no recém criado departamento Air Transport Auxiliary da Royal Air Force, sendo que o seu trabalho consistia em levar aviões das fábricas escocesas para as bases da Força Aérea no sul de Inglaterra. Em 5 de Janeiro de 1941 levantou vôo de Prestwick, perto de Glasgow, mas, devido ao mau tempo, desviou-se da rota e veio a despenhar-se no estuário do Rio Tamisa. A tentativa de salvamento falhou e o corpo de Amy Johnson nunca foi recuperado.

Em 1958, uma coleção de lembranças de Amy, foram doadas pelo seu pai ao Sewerby Hall, uma mansão-museu em Yorkshire que hoje possui uma sala dedicada à vida de uma das maiores pioneiras da aviação.

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Teresa De Marzo - Teresa De Marzo (São Paulo, 4 de agosto de 1903 — São Paulo, 9 de fevereiro de 1986) foi uma pioneira da aviação. Compartilha com Anésia Pinheiro Machado e Ada Rogato a honra de ter sido uma das primeiras brasileiras a pilotar um avião.



Obstinada, Teresa foi a pé até o Aeródromo Brasil situado em Jardim Paulista, para iniciar suas aulas de voo. Nesta escola de pilotagem lecionavam os irmãos italianos e pilotos veteranos da Primeira Guerra Mundial João e Enrico Robba, que a acolheram como aluna.



Iniciou o curso de pilotagem em março de 1921, ao custo de 600 mil réis por dez horas de voo. Como seus instrutores ausentavam-se muito, por viajarem freqüentemente, passou a receber aulas de Fritz Roesler, piloto alemão, também veterano da I Guerra Mundial. Realizou seu primeiro voo solo em 17 de março de 1922. Posteriormente efetuou mais quatro voos solo.

Em 8 de abril, fez o exame para obter seu brevet. Voou em um Caudron G.3, de fabricação francesa. Executou todas as manobras obrigatórias com perfeição, e pousou em uma pista curta e estreita. Sua perícia impressionou seus examinadores. Eram eles Luís Ferreira Guimarães, diretor do Aeroclube do Brasil; seu instrutor Fritz Roesler; João Robba e os deputados Manuel Lacerda Franco e Amadeu Saraiva. Aprovada, obteve o brevê n.º 76.

Teresa morreu em São Paulo, ela e seu marido (morto a 2 de julho de 1971), foram sepultados no cemitério do Araçá.

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Anésia Pinheiro Machado - Anésia Pinheiro Machado (Itaí, 5 de junho de 1904 — Brasília, 10 de maio de 1999) foi a segunda mulher a conseguir o brevet de aviadora no Brasil. Iniciou seus estudos em 1921 e já no ano seguinte recebia seu brevet internacional pelo Aéro Club do Brasil. Ainda no mesmo ano, realizou seu primeiro voo interestadual de São Paulo ao Rio de Janeiro, como parte das comemorações do centenário da Independência do Brasil, e participou de uma apresentação de acrobacias aéreas. Ninguém sabe se ela foi de fato pilotando tais voos pois nunca estava desacompanhada. De toda forma, por estes, foi homenageada por Santos Dumont. Entre 1927 e 1928, manteve uma coluna dominical sobre aviação no jornal carioca "O Paiz". Em 1943, fez curso nos Estados Unidos, onde também se licenciou como piloto e instrutora de voo. Entre os feitos pioneiros, destacam-se uma travessia da Cordilheira dos Andes e uma viagem transcontinental pelas três Américas, ambos em 1951. Em 1954, foi proclamada pela Federação Aeronáutica Internacional (FAI), durante a Conferência de Istambul, Decana Mundial da Aviação Feminina. Recebeu dezenas de condecorações civis e militares, nacionais e estrangeiras. A urna com as cinzas está depositada no Museu de Cabangu, na cidade de Santos Dumont (MG).

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Ada Rogato - Ada Leda Rogato (São Paulo, 22 de dezembro de 1910  — São Paulo, 15 de novembro de 1986) foi uma pioneira da aviação no Brasil.

Foi a primeira mulher a obter licença como pára-quedista, a primeira volovelista (piloto de planador) e a terceira a se brevetar em avião (1935). Também se destacou pelas acrobacias aéreas e foi a primeira piloto agrícola do país. Voando em aeronaves de pequeno porte e – ao contrário de outras famosas aviadoras – sempre sozinha, a fama nacional e internacional cresceu a partir dos anos 1950, graças à ousadia cada vez maior das proezas.

Morreu em São Paulo, vítima de câncer, em 15 de novembro de 1986, aos 76 anos; o corpo foi velado no Museu da Aeronáutica, o cortejo foi acompanhado pela Esquadrilha da Fumaça.

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Hanna Reitsch -  Hanna Reitsch (Hirschberg, Silésia, 29 de março de 1912 – Frankfurt am Main, 24 de agosto de 1979) foi uma famosa piloto de testes da Alemanha.

Hanna Reitsch era filha de um oftalmologista e estava estudando para se tornar médica, quando em 1932 resolveu se tornar piloto de testes.

Na década de 1930, ficou famosa por bater diversos recordes, entre eles o de ser a primeira mulher a cruzar os Alpes em um planador. Muitos destes recordes duram até hoje. Em 1934 esteve no Brasil com pilotos alemães (era a única mulher no grupo), participando de competições e exibições aéreas.

A 17 de fevereiro de 1934, Hanna Reitsch realizou um voo de planador de 2200 metros sobre a cidade do Rio de Janeiro, estabelecendo o recorde mundial feminino de altitude.

Esteve nos EUA, Portugal, Finlândia e numa expedição à Líbia em 1939 com o Professor Walter Georgii (que auxiliou no desenvolvimento do voo esportivo de planadores com seus conhecimentos de meteorologia).

Retornou ao Brasil em 1952, ocasião em que fez palestras e conheceu o CTA.

Entre as aeronaves pilotadas por Hanna Reitsch, destacam-se:

O planador DFS Habicht.
Junkers Ju 87 Stuka
Dornier Do 17
Focke-Wulf Fw 61, o primeiro helicóptero totalmente controlável
Messerschmitt Me 163 Komet, um caça com motor de foguete
Foi uma das últimas ocupantes do bunker de Hitler (Führerbunker), durante a invasão de Berlim pelo exército soviético.

Hanna Reitsch faleceu de ataque cardíaco em 24 de agosto de 1979 aos 67 anos, na cidade de Frankfurt.

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Jacqueline Auriol - Jacqueline Auriol (5 de novembro de 1917 — 11 de fevereiro de 2000) foi uma piloto de testes de aviões francesa.

Em 1951, aos 34 anos, ela se transformou na primeira mulher a trabalhar como piloto de provas. Dois anos depois, no comando do caça Mystère II, Jacqueline rompeu a barreira do som. Durante vinte anos como piloto profissional, ela não parou de bater recordes de velocidade, o que lhe rendeu a fama de a mulher mais rápida do mundo. Um deles foi alcançar a velocidade de 2.038 quilômetros por hora a bordo de um caça Mirage, em 1963. Faleceu aos 82 anos, de causas não reveladas, em Paris, França.

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Ann Baumgartner - Ann Baumgartner (Augusta, Geórgia, 27 de agosto de 1918  — Kilmarnock, 20 de março de 2008) foi uma aviadora americana, que se tornou a primeira mulher nos Estados Unidos a voar num jato da Força Aérea Americana, quando voou o Bell YP-59A no Wright Field como uma piloto de testes durante a II Guerra Mundial. Ela estava designada a voar como uma oficial assistente de operações na seção de membros do Serviço de Pilotos da Força Aérea Feminina dos Estados Unidos. 

Durante a infância das crianças, Baumgartner trabalhou em instrução de voo e para a empresa aérea United Airlines e terceira piloto do Aeroporto de Zahn em Long Island. Os graus de avaliação de voo de Ann incluiam voos particulares, comerciais, instrumento, instrução de voo e instrumento. Mais tarde ela se tornou jornalista, especializada em ciência.

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Lucy Lúpia - Lucy Lúpia Pinel Baltasar Alves de Pinho (Rio de Janeiro, 7 de Setembro de 1932 - Rio de Janeiro, 24 de maio de 2012) é uma farmacêutica, escritora e piloto brasileira, é a primeira mulher piloto da aviação comercial brasileira.



Seguindo os passos de Anésia Pinheiro Machado, Ada Rogato e Teresa De Marzo, as três primeiras mulheres brevetadas da aviação nacional, iniciou o curso quando, ao visitar o Aeroclube de Nova Iguaçu, com marido, Sieghardt, decidiu faria o curso de piloto.



Formou-se na Universidade Federal do Rio de Janeiro, em Farmácia, exercia funções no Hospital dos Servidores do Estado. Inicialmente faria o curso para pilotar só por esporte. No entanto, o interesse e o talento permitiram ir além e iniciou então o processo de qualificação profissionalizante.

Os cursos foram concluídos em apenas 3 meses e a Lucy foi aprovada nos testes de aptidão física, teórica e prática. Conquistou com isso o brevê (licença) de piloto privado -a primeira mulher no país a realizar o feito. Deu continuidade aos cursos no Aeroclube e completou a carga horária necessária de 200 horas; uma nova etapa, de 250 horas de voo, das quais 40 de são navegação (viagens), foram concluídas com o objetivo de qualificar-se como instrutora de pilotagem elementar. Realizou os exames teóricos e práticos em duas aeronaves diferentes; as manobras de voo, exigiam algumas acrobacias e foram realizadas com as aeronaves Paulistinha P-56 e no Fairchild PT-19. Lucy poderia ao final até ser contratada pela Escola Livre de Aviação, mas a Escola encerrou as atividades .

Habilitada pelos testes e com o brevê em mãos, em 1973, realizou com sucesso os testes teóricos e de capacidade física para piloto de helicóptero, seria novamente a primeira mulher aprovada nas categorias privado e comercial. No entanto, o alto custo das horas exigidas para os voos de exame prático, impediram-na de exibir mais este certificado na busca de um emprego. A falta deste certificado permitiu voar por alguns anos sem vínculo empregatício em várias empresas, como a Pluma Táxi Aéreo (Rio de Janeiro) e outras em São Paulo, Minas Gerais e em Brasília. Foi em 8 de Julho de 1970, no bimotor Twinm Bonnanza, de propriedade da Construtora Brasil (Belo Horizonte), foi realizado o primeiro voo comercial ao lado do então comandante Dornelles.

O curso profissionalizante na Embraer, em São José dos Campos e tornou-se a primeira comandante de Bandeirante. 

Casou-se novamente em 1981 e iniciou uma segunda Faculdade, de Direito.

Destacam-se os voos em 16 aviões monomotores, 18 bimotores e no turbo-hélice Bandeirante (EMB 110). De São Paulo ao Rio, e vice-versa, pilotou várias aeronaves do DAC. Uma delas, o Ypiranga PP-TJR, fez a última viagem pois seria levado para o Museu Aeroespacial (Campo dos Afonsos) (RJ) onde está até hoje exposto.

Faleceu no dia 24 de maio de 2012, aos 79 anos

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Caroline Aigle - Caroline Aigle (Montauban, 12 de setembro de 1974 - 21 de agosto de 2007) foi uma militar francesa. Foi a primeira mulher piloto de caça do Exército do ar da França a ser escalada para num esquadrão de combate.

Caroline Aigle, casada e mãe de um filho (Marc), toma conhecimento da sua doença quando está grávida do segundo. Indo contra os conselhos médicos em não manter a criança para preservar a sua saúde, ela escolhe, juntamente com o seu marido, manter a criança. Gabriel nasceu assim por cesariana, com cinco meses e meio. Caroline Aigle morre alguns dias mais tarde em 21 de agosto de 2007, com 32 anos, vítima de um cancro (um melanoma).

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Fernanda Görtz - Fernanda Görtz (Rio de Janeiro, 1984) é uma militar brasileira. Com a patente de tenente aviadora da Força Aérea Brasileira (FAB), primeira mulher a realizar um voo solo em uma aeronave militar das Forças Armadas do Brasil .



Formada oficial, é líder de Esquadrilha de Caça no 3º/3º Grupo de Aviação, sediado na Base Aérea de Campo Grande.

O dia 26 de março de 2004 foi histórico para a Força Aérea Brasileira e para as mulheres do Brasil. Às 11h de uma sexta-feira, realizaram voos solos dois integrantes do 2º Esquadrão do Corpo de Cadetes da Academia da Força Aérea (AFA), denominado Esquadrão Therion. Um deles foi o do Cadete Ydehara, primeiro colocado da turma, e o outro foi o da Cadete Fernanda Görtz, a primeira mulher brasileira a voar sozinha em uma aeronave militar da FAB, o T-25 Universal.

Logo após o pouso, para surpresa da Cadete Fernanda, os controladores de tráfego aéreo lhe transmitiram a seguinte mensagem: “Cadete Fernanda Görtz, Léo uno/dois - Em nome dos Controladores de Voo da Academia da Força Aérea, parabenizo a primeira Cadete a voar solo em aeronave militar de instrução desta Academia, fato histórico na Força Aérea Brasileira e marco destinado às páginas gloriosas de sua carreira. Sucessos Léo uno/dois”.

Ao estacionar o avião, a Cadete foi inicialmente recepcionada pelo Comandante da AFA, o Brig-do-Ar Marco Aurélio Gonçalves Mendes, e por todo o Corpo de Cadetes. Após cumprimentar os presentes, cumpriu as tradições inerentes ao primeiro passo na carreira de piloto militar: o banho comemorativo ao voo solo. Em seguida ficou à disposição da imprensa para divulgar a inédita e histórica experiência. A façanha foi divulgada em cadeia nacional circulando inclusive em veículos televisivos como o telejornal "Fantástico", na época a comando de Glória Maria.

Créditos da imagem:

Fernanda Gortz, feita em 2008 no CIAAR-Bhte, Mg
Foto: Roberto Valadares Caiafa



Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org/