quinta-feira, 16 de maio de 2013

Mulheres no Cinema

Breve História da Mulher no Cinema

Não faria sentido abordar o papel da Mulher no cinema sem, inicialmente, tratar da história do cinema. Como será bastante óbvio para a maioria, a mulher não influencia o surgimento da Sétima Arte; no entanto, seria incompreensível abordar tal tema sem referir os grandes feitos primordiais, atribuídos a homens, e percorrendo a evolução do papel da mulher ao longo da história do cinema.

Além da óbvia contextualização histórica que este capítulo trará, permitir-nos-á avaliar o impacto das primeiras manifestações femininas no mundo cinematográfico. Estas manifestações trabalham em dois sentidos: por um lado, um papel ou personagem influenciará as mentalidades da sociedade sua contemporânea; por outro, a própria sociedade será transportada para o grande ecrã, e permitirá a construção de personagens.

Primórdios, Primeiras Realizadoras, Marcos da História do Cinema

 A história do cinema inicia-se, naturalmente, com as experiências feitas ao longo de todo o século XIX. Estas eram, quase exclusivamente, jogos ópticos, e podemos falar de inventores como William George Horner, Willian Fitton, J. A. Ferdinand Plateau ou Émile Reynoud.

Em 1891, Thomas Edison inventou o cinétografo e, posteriormente, o cinetoscópio. Foi com base nestes que os irmãos Auguste e Louis Lumière construíram o cinematógrafo: aparelho portátil que realizava três funções, filmar, revelar e projectar. 

Em 1895 foi feita a primeira exibição pública paga de filmes e é, normalmente, esta, a data indicada como o nascimento do cinema.

Edison e Lumière foram, então, os primeiros realizadores e apresentaram, na altura, documentários que seriam o incentivo ao início do cinema amador: Sortie de l’usine Lumière à Lyon (1895) foi o primeiro documentário dos irmãos e Vitascope (1896), a primeira produção de Edison.

A impossibilidade, até ao final da década de 20 – mais precisamente, até 1927, com The Jazz Singer , de adicionar som às películas, fazia com que a projecção dos primeiros filmes fosse normalmente acompanhada de música ao vivo e era frequente a existência de diálogos escritos, projectados entre cenas.
 
Ao longo de toda a história do cinema, algumas atrizes são dignas de destaque, caracterizando a história contemporânea: Theda Bara é considerada a primeira “mulher fatal”, ainda na época do cinema mudo. Depois dela, várias se seguiram: Mary Pickford, Greta Garbo, Marlène Dietrich, Mae West, Ingrid Bergman, Ava Gardner, Rita Hayworth, Carmen Miranda, Marylin Monroe, Audrey Hepburn, Jane Fonda… são inúmeros os exemplos de divas e estrelas, reconhecidas por todos e produzidas pela indústria cinematográfica, que se continuam até aos dias de hoje. Julia Roberts ou Michelle Pfeiffer provam-no.
 
Ao mesmo tempo, não podemos negligenciar o papel das realizadoras, porque também as há!, e é fulcral mencionar alguns nomes. Embora, inicialmente, o papel da realização e produção estivesse totalmente entregue aos homens, ao longo dos tempos veio a dar-se uma abertura cada vez maior destes cargos a mulheres, como em tantos outros cargos tradicionalmente masculinos, o que é sintomático da própria evolução das mentalidades. Assim sendo, surgem nomes como Leni Riefenstahl, Jane Fonda, Jodie Foster, Mira Nair, Kathryn Bigelow, Sofia Coppola ou Teresa Villaverde. A própria história mundial foi construindo a história do cinema: é durante a I Guerra Mundial, e devido à situação de destruição na Europa, que a produção de filmes passa a concentrar-se em Hollywood. É esta situação que, potenciando a formação e desenvolvimento de grandes estúdios, leva ao surgimento do “Star System”, o “fabrico” de estrelas que encantam multidões: o caso de Mary Pickford, “a noivinha da América” e o de Theda Bara são óbvios.
 
Surge, também, pelos anos 20, o consolidar dos principais géneros cinematográficos – western, policial e comédia, sobretudo -, de que falaremos mais à frente.
 
A partir dos anos 30, e até à II Guerra Mundial, apesar de a produção continuar a concentrar-se principalmente em Hollywood, também a França, RDA e URSS produzem obras de destaque. No primeiro caso, é-nos fornecida uma perspectiva lírica da sociedade, através do realismo poético e de melodramas policiais. Na Alemanha nazi, o cinema é utilizado como propaganda do regime – exemplo disso é Triumph Des Willens (1935), de Leni Riefenstahl. Finalmente, na URSS, também são usadas obras cinematográficas como propaganda mas, neste caso, aos planos quinquenais impostos por Estaline. Esta época é também referida como “a época de ouro de Hollywood”, que surge após a Grande Depressão e que se baseia numa renovação da indústria. Ultrapassada a II Grande Guerra, realizadores e críticos italianos decidem assumir uma posição mais crítica em relação aos problemas sociais e a rebelarem-se contra os sistemas de produção tradicionais. Surge, então, a relativamente curta experiência do neo-realismo, que, mesmo assim, deixa marcas profundas no mundo cinematográfico, sobretudo ao nível da temática, linguagem e relação com o público. Também na Itália, algum tempo depois  (leia-se anos 50-60), surge uma grande preocupação com a investigação psicológica de uma sociedade em crise: é o tempo da discussão e da reflexão sobre a condição humana e sobre a sexualidade como meio de autoconhecimento e transformação.
 
No mesmo período, em França, persiste um cinema tradicional e quase exclusivamente académico; as obras são pessimistas e exageradamente politizadas ou reagem ao materialismo e existencialismo. Jacques Tati renova a comédia com Mon Oncle (1958). Em 1957, surge, num entanto, um movimento contra o academismo vigente, e que privilegia o cinema de autor, rejeitando o cinema de estúdio e as regras narrativas. É a Nouvelle Vague.
 
A partir daqui, assistimos a um desenvolver das técnicas e dos procedimentos, a um aprofundamento de temas, linguagem, personagens, etc, que nos leva ao cinema que conhecemos hoje em dia. O papel da mulher, diminuto no início da história do cinema, adquire um papel fulcral – e, muitas vezes, principal – no mundo do cinema, e não pode ser desprezado.
 
É, assim, desde já notório o impacto das primeiras manifestações femininas neste mundo – embora não devam ser retiradas do contexto histórico em que estão inseridas -, que ajudaram na libertação da mulher e na abertura do seu papel social, sendo uma óbvia arma para o triunfo (maior ou menor) do feminismo no mundo.

Artigo publicado pelo site: http://mulheresecinema.blogs.sapo.pt/6967.html
 
 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Bidu Sayão

Balduína de Oliveira Sayão, mais conhecida como Bidu Sayão, (Itaguaí, 11 de maio de 1902 — Rockport, Maine, 13 de março de 1999) foi uma célebre intérprete lírica brasileira.

Biografia

Bidu Sayão começou estudando canto com Elena Teodorini, uma romena que então vivia no Brasil. Elena a levou para a Romênia, onde continuou seus estudos. Mais tarde, foi para Nice, na França, onde foi aluna de Jean de Reszke, um tenor polonês que a ajudou a consolidar sua técnica vocal. Bidu estreou em 1926 no Teatro Costanzi de Roma, no papel de Rosina em O Barbeiro de Sevilha, de Rossini. Sua estreia no Metropolitan Opera House de Nova Iorque se deu em 1937 no papel de Manon na ópera de Massenet.



Bidu Sayão


Foi parte do elenco do Metropolitan durante muitos anos. Arturo Toscanini era seu admirador, referindo-se a ela como la piccola brasiliana (traduzido do italiano, significa "a pequena brasileira"). Em fevereiro de 1938, cantou para o casal Roosevelt na Casa Branca. Roosevelt lhe ofereceu a cidadania estadunidense, mas ela recusou. De acordo com ela mesma, "no Brasil eu nasci e no Brasil morrerei". Entretanto, ela morreu de pneumonia nos Estados Unidos em 1999, antes de completar 97 anos, sem realizar um de seus desejos: rever a Baía de Guanabara.

Havia uma viagem agendada para este propósito no ano de seu centenário, mas a soprano faleceu antes disso. Ao morrer, morava na cidade de Lincolnsville, no estado americano do Maine, onde residiu grande parte de sua vida.

Decepção

Consta que Bidu Sayão se apresentou pela última vez no Rio de Janeiro em 1937, bem antes do término de sua carreira, porque ali foi vaiada durante a apresentação ao cantar Pelléas et Mélisande no Municipal do Rio. Diz-se que a vaia teria sido organizada pela claque da meio-soprano Gabriella Besanzoni Lage, cujo sucesso na Carmen eles não desejavam que fosse empanado pela carioca que vinha dos Estados Unidos coberta de louros. Entretanto neste mesmo ano, 1937, arrebatou a platéia do Metropolitan de Nova Iorque com a sua interpretação da Manon de Jules Massenet. A amargura talvez só tenha sido abrandada na comovente homenagem que no Brasil recebeu em 1995.


Bidu Sayão

Graça e delicadeza

Além da baixa estatura, Bidu Sayão tinha uma voz que a tornava mais adequada para os papéis femininos mais delicados e graciosos. Entre os papéis nos quais ela mais se destacou, podemos mencionar Mimì em La Bohème de Puccini, Susanna em As Bodas de Fígaro de Mozart, Zerlina em Don Giovanni, Violetta em La Traviata de Verdi, Gilda em Rigoletto, Zerbinetta em Ariadne auf Naxos de Richard Strauss, e os papéis femininos principais em Roméo et Juliette de Gounod e Pelléas et Mélisande, a única ópera de Debussy.
 
 
BIDU SAYÃO - O MIO BABBINO CARO


Homenagem popular

Bidu Sayão foi homenageada pela escola de Samba G.R.E.S. Beija-flor de Nilópolis em 1995. Ela veio no último carro alegórico, O Cisne Negro, sentada num trono cuidadosamente preparado para ela.


Bidu Sayão


Artigo publicado pelo site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bidu_Say%C3%A3o

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Montserrat Caballe

Maria de Montserrat Viviana Concepción Caballé i Folc mais conhecida como Montserrat Caballé (Barcelona, 12 de abril de 1933) é uma famosa cantora lírica espanhola com voz de soprano.

Biografia

De origem humilde, necessitou de grandes esforços para concluir seu curso de canto no Conservatório Superior de Liceu e completar logo seus estudos com Eugênia Kemeny e Conchita Badía.
 
 Montserrat Caballe ainda criança

Carreira artística

O início de sua carreira foi também muito modesto até que decidiu ir para Suíça, de onde fez parte da Ópera de Basileia entre 1957 e 1959, estreou com um repertório pouco frequente para as cantoras espanholas, que incluía Mozart e Strauss, o que serviu para sua seguinte etapa profissional na companhia permanente da Ópera de Bremen (1959-1962).
 
Montserrat Caballe

 Mas sua verdadeira estreia mundial se deu na noite de 20 de abril de 1965 no Carneggie Hall, quando teve que substituir imprevisivelmente a Marilyn Horne na ópera Lucrezia Borgia de Donizetti: sua actuação lhe rendeu 25 minutos de aplausos ao término de uma representação e um dos mais importantes críticos nova-iorquinos titulou ao dia seguinte "Callas + Tebaldi = Caballé". A partir desse momento, Caballé ficou conhecida como uma das grandes divas da ópera mundial a fama lhe gerou vários anos de teatros lotados para assistir suas apresentações. Hoje tem em discos uma variedade enorme em estilo e repertório que estão em mais de 130 gravações, abrangendo papéis tão díspares quanto a Salome de Richard Strauss, Fiordiligi da ópera Così fan tutte de Mozart, Norma de Bellini e Mimì da ópera La Bohème de Puccini. Em 1988 junto com Freddie Mercury, do grupo de rock britânico Queen, grava o álbum Barcelona, considerado um mito na união de uma cantora de ópera com um cantor de rock, sendo considerado um dos melhores trabalhos de ambos, logo após, saíram numa pequena turnê que foi registrada em vídeo em Ibiza. Em 1992 cantou na abertura dos jogos olímpicos de Barcelona, sem a presença de Freddie Mercury, que faleceu no ano anterior ao evento, mas ela fez um dueto virtual com este, fato que a emocionou muito. Este dueto virtual se repetiu em 1999, antes da final da UEFA Champions League, entre Manchester United e Bayern de Munique, que foi vencida pela equipe inglesa de Manchester. Ela fez um tributo ao Freddie Mercury cantando Bohemian Rhapsody junto a outro grande vocalista de heavy metal, Bruce Dickinson, vocalista da banda Iron Maiden, considerado por muitos como um dos melhores vocalistas de todos os tempos. Essa versão é uma versão mais operística, por parte de Montserrat, e forte, por causa de Dickinson, que interpretou muito bem a música. Esse tributo pode ser encontrado no álbum "Montserrat Friends for Life". Atualmente vive em Barcelona, sua cidade.
 
 
Freddie Mercury and Monserrat Caballe - How Can I Go On Live

Curiosidades
 
Na familia dela há 3 Monserrat: ela mesma; a filha dela, chamada Monsita; e a filha caçula do irmão Carlos, chamada Montse.
 
Montserrat fala perfeitamente Castelhano e Catalão como Línguas maternas e também Alemão, Francês, Inglês, Português e Italiano.
 
Artigo publicado pelo site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Montserrat_Caball%C3%A9


Leontyne Price

Mary Violet Leontyne Price (10 de Fevereiro de 1927) é uma soprano estadunidense. Ela foi muito conhecida por causa da personagem-título Aida, de Verdi . Sua fama começou nas décadas de 1950 e 1960 e foi a primeira afro-estadunidense a se tornar a prima donna no Metropolitan Opera, em Nova Iorque.

A voz de Price foi conhecida pelos brilhantes registros superiores, médios e baixo, fluidos fraseas e uma vasta dinâmica. Ela é uma soprano lírico spinto, ótimas para os papéis das obras de Giuseppe Verdi e Giacomo Puccini, como para óperas de Mozart.


Leontyne Price em 1951

Após se retirar de óperas, em 1985, ela realizou muitos recitais, por doze anos.

Ela também foi condecorada com muitas honras, como a Medalha Presidencial da Liberdade (Presidential Medal of Freedom) em 1965, o Centro de Honras Kennedy (Kennedy Center Honors) em 1985, numerosas graduações honorárias e dezenove Grammys.

Vida e carreira

Leontyne Price nasceu em um bairro negro de Laurel, Mississippi. Seu pai trabalhou em uma fábrica de madeira e sua mãe era uma parteira que cantou no coro da igrega. Eles esperaram treze anos por uma criança e Leontyne se tornou o foco de intenso amor e orgulho. Ela ganhou um piano de brinquedo aos três anos e teve aulas de piano com um professor local.

Nos seus treze anos, Price entrou para o segundo coral da Igreja Metodista St. Paul enquanto cantava no coro negro da escola.

Price teve uma educação musical em um programa de apenas membros negros no Wilberforce College em Wilberforce, Ohio. Ela teve muito sucessos em clubes, onde cantava solo e foi encorajada a continuar seus estudos de voz. Com a ajuda de Chisholm e do famoso baixo Paul Robeson, quem fez um concerto beneficente por ela, ela entrou na Escola Juilliard em Nova Iorque, onde estudou com Florence Page Kimball.
Leontyne Price 

Sua primeira performance importante aconteceu em 1952 em uma produção estudantil de Falstaff, de Verdi. Depois dessa apresentação, Virgil Thomson a contradou para sua ópera totalmente negra Four Saints in Three Acts. Depois de duas semanas na Broadway, Saints foi para Paris. Em Paris, ela foi chamada para fazer a personagem Bess de Porgy and Bess, uma obra de George Gershwin e retornou para os Estados Unidos para uma turnê. A turnê visitou Chicago, Pittsburgh e Washington. Visitou também Viena, Berlim, Londres e Paris. A companhia retornou para Nova Iorque, no Theater Ziegfield da Broadway.

Enquanto fazia sua turnê europeia, Price casou-se com o interprete de Porgy, o notável baixo-barítono William Warfield na Abyssinian Baptist Church em Harlem, com algumas pessoas da produção como testemunhas. Este casamento durou até 1967, quando eles se separaram. E divorciaram-se no ano de 1973, não tendo nenhum filho.

Primeiramente, Price planejou ter uma carreira baseada em recitais, como faziam Marian Anderson (contralto), Roland Hayes (tenor) e seu ex-marido Warfield e outro cantores de concerto negros. Ocasionalmente ela começou a ganhar novos trabalhos de compositores estadunidenses, incluindo Lou Harrison, John La Montaine e Samuel Barber.

Como Bess, ela mostrou que tinha talento e instinto para a carreira operística e o Metropolitan Opera House confirmou isso, convidando-a para cantar Summertime no Met Jamboree, em 6 de Abril de 1953 na Broadway. Price foi a primeira afro-estadunidense a cantar com o Met, se não a primeira a cantar no Met.

Em Novembro de 1954, Price fez sua estréia no Town Hall em Nova Iorque, com um programa que continha a estréia Nova Iorquina de Hermit Song, de Samuel Barber, com o próprio compositor no piano. Em 1955 ela cantou o papel-título, Tosca, de Puccini para a NBC-TV Opera, com o diretor musical Peter Herman Adler e tornou-se a primeira negra a aparecer em uma ópera televisionada, mostrando um estilo jovem natural, uma ótima pronuncia e uma fácil e brilhantes notas altas.

Na mesma primavera, no Carnegie Hall, ela foi audicionada pelo maestro Herbert von Karajan. Ele acabou declarando "Uma artista do futuro", ele o convidou para cantar Salome, no La Scala, convite que ela recusou. Em 1956 e 1957, Price fez recitais nos Estados Unidos, Índia e Austrália.

Sua estréia em uma casa de ópera foi em São Francisco em 20 de Setembro de 1957, como Madame Lidoine, na estréia estadunidense de Dialogues des Carmélites, de Francis Poulenc. Poucas semanas depois, quando a soprano italiana Antonietta Stella sofreu de apendicíte, Price foi chamada para cantar Aida (papel que a imortalizou). No ano seguinte ela foi convidada, novamente, por Karajan, desta vez para fazer sua estréia européia, cantando Aida na Ópera do Estado de Viena (Vienna Staatsoper) em 24 de Maio de 1958. No ano seguinte ela retornou a Viena, novamente com Aida, mas desta vez, cantando também na obra Die Zauberflöte, de Mozart.

Na década seguinte, Karajan conduziu Price em alguns das suas melhores performances. Em casas de óperas foram Don Giovanni de Mozart, Il Trovatore de Verdi e Tosca de Puccini. Em salas de concerto foram: Missa de Bach, Missa Solemnis de Beethoven, Te Deum de Bruckner e Requiem de Verdi e Mozart. Em estúdio foram Tosca, A Christmass Offering e Carmen, de Bizet.

Em 1958, Price apareceu como Aida na sua estréia no Royal Opera House, Convent Garden e na Arena de Verona. No dia 21 de Maio de 1960 ela apareceu no La Scala, novamente com Aida. Foi a primeira afroestadunidense a ter um papel principal em uma companhia de ópera italiana. (Mattiwilda Dobbs cantou no La Scala em 1953, mas como seconda donna no papel de Elvira, em L'italiana in Algeri de Rossini).
 Leontyne Price "O patria mia" 1962
Carreira no Met

Depois de ouvir a performance de Il Trovatore em 1959 em Verona, Sir Rudolf Bing ofereceu outra chance dela se apresentar no Metropolitan. No dia 27 de Janeiro de 1961 Price se apresentou no Met com Franco Corelli, em Il Trovatore, de Verdi.

A performance foi um sucesso, tendo uma ovação de quarenta e dois minutos, certamente uma das mais longas da história do Met.

Nas próximas semanas, Price cantou quatro outros papéis de mesmo sucesso: Aida, Cio-Cio-San de Madama Butterfly (Puccini), Donna Anna de Don Giovanni (Mozart) e Liù de Turandot (Puccini). Foram sucessos, e ela apareceu na revista Time, com o título "Cantora do Ano".

Leontyne Price foi uma das cinco afroestadunidenses a cantar no Met. Em 1964, de acordo com os arquivos do Met, Price foi paga com US$2.750 por performance, como Joan Sutherland, Maria Callas e Renata Tebaldi. (A única que que recebeu mais foi Birgit Nilsson, que ganhava US$3.000 por performance).

Em setembro de 1961 ea abriu a temporada do Met como Minnie em La Fanciulla del West. A segunda performance foi terrível, Price sofreu de uma rara crise vocal: ela perdeu sua voz e teve que falar suas falas até o fim da cena. Soprano Dorothy Kirsten foi chamada para cantar o terceiro ato. Os jornais reportaram que Price teve um vírus, mas Price disse que foi por causa da pressão psicológica, do tamanho sucesso em pouco tempo. Depois disso ela cancelou suas apresentações por três meses, e descançou em Roma. Na primavera seguinte, ela retornou ao Met cantando Tosca.

Na década de 1960 ela cantou sete outro papéis no Met, que são eles em ordem cronológica: Elvira da ópera Ernani (Verdi); Pamina de Die Zauberflöte (Mozart); Fiordiligi de Così fan Tutte (Mozart); Tatyana de Eugene Onegin (Tchaikovsky); Cleopatra de Antony and Cleopatra (Barber); Amelia de Un Ballo in Maschera (Verdi) e Leonora de La Forza del Destino (Verdi).

No fim da década de 1960, Price voltou a fazer recitais e concertos. ela estava cansada e frustrada com o número e a qualidade das novas produções no Met.

Depois de 1970, ela adicionou três personagem ao seu repertório, todos com sucesso limitado: Giorgetta de Il Tabarro (Puccini), Manon Lescaut (Puccini) e Ariadne de Ariadne auf Naxos (Richard Strauss). Em Janeiro de 1973 ela cantou "Onward, Christian Soldiers" no funeral federal do Presidente Lyndon Johnson. Em outubro, ela retornou ao Met em Madama Butterfly, cantando a personagem pela primeira vez na década e recebendo meia hora de ovação. Em 1976 ela interpretou Aida em uma nova performance, com James McCracken como Radamés e Marilyn Horne como Amneris, conduzido por John Dexter. No próximo ano, Karajan conduziu Price no Requiem de Brahms com a Filarmônica de Berlim no Carnegie Hall e Il Trovatore em Salzburgo e Viena.

Em 1977, Prince cantou sua última personagem, Ariadne de Strauss, em São Francisco. No Met, em 1979, quando iria se apresentar na mesma ópera, ela teve que cancelar pois sofreu de um virús infeccioso.

Ela teve um último triunfo em 1981 em São Francisco, quando ela substituiu a soprano Margaret Price como Aida, uma performance que ela não fazia desde 1976. Segundo o colunista Herbert Caen, ela inssistiu em receber US$1 a mais que o tenor, Luciano Pavarotti. Isto poderia ter acontecido, a tornando a cantora de ópera mais bem paga da história.

Aposentadoria das óperas

Price se aposentou das óperas oficialmente em 3 de Janeiro de 1985 em Aida, em uma transmissão televisionada do Met. PBS considerou isso, em 2007, o primeiro grande momento em trinta anos do Met televisionado.

Em 24 anos, Price fez 201 performances no Metropolitan Opera em 16 óperas distintas, na casa e em turnês, incluidos galas. (Ela se absteve em três temporadas, 1970-1971, 1977-1978 e 1980-1981 e cantou somente nas galas nos anos de 1972, 1973, 1979, 1980, 1982 e 1983.

Nos próximos doze anos, ela se apresentou em concertos e recitais. Seus recitais continham mélodies francesas, lieder alemão, spirituals, um ou duas árias e um grupo de músicas estadunidenses de Ned Rorem e lee Hoiby. Ela fez recitais em Viena, Hamburgo, Paris, Lucerne e também no Festival de Salzburg, nos anos de 1975, 1977, 1978, 1980, 1981 e 1984).

A voz de Price se tornou pesada e escura, mas ainda com registros altos. No dia 19 de Novembro de 1997, com seus setenta anos, ela cantou na Universidade da Carolina do Norte, no Chapel Hill em um recital.

No outubro de 2001, com setenta e quatro anos, ela cantou um concerto em memoria aos ataques de 11 de Setemrbo no Carnegie Hall. Com James Levine no piano, ela cantou sua favorita spiritual "This Little Light of Mine" seguida de "God Bless America".

Atualmente, Leontyne Price vive em Geenwich Village, em Nova Iorque.

Artigo publicado pelo site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Leontyne_Price

Maria Callas

Maria Callas (Nova Iorque, 2 de dezembro de 1923 — Paris, 16 de setembro de 1977) foi uma cantora lírica americana de ascendência grega, considerada a maior celebridade da Ópera no século XX e a maior soprano e cantora de todos os tempos. Apesar de também famosa pela sua vida pessoal, o seu legado mais duradouro deve-se ao impulso a um novo estilo de atuação nas produções operísticas, à raridade e distintividade de seu tipo de voz e ao resgate de óperas há muito esquecidas do bel canto, estreladas por ela.

Maria Callas

Biografia

Nascida Maria Cecilia Sofia Anna Kalogeropoulou (em grego Μαρία Καικιλία Σοφία Άννα Καλογεροπούλου), Callas era filha de imigrantes gregos e, devido a dificuldades econômicas, teve que regressar à Grécia com sua mãe em 1937. Estudou canto no Conservatório de Atenas, com a soprano coloratura Elvira de Hidalgo.

Existem diferentes versões sobre sua estreia. Alguns situam-na em 1937, como Santuzza em uma montagem estudantil da Cavalleria Rusticana, de Mascagni; outros, à Tosca (Puccini) de 1941, na Ópera de Atenas. De todo modo, seu primeiro papel na Itália teve lugar em 1947, na Arena de Verona, com a ópera La Gioconda, de Ponchielli, sob a direção de Tullio Serafin, que logo se tornaria seu "mentor".


Callas começou a despontar no cenário lírico em 1948, com uma interpretação bastante notável para a protagonista da ópera Norma, de Bellini, em Florença. Todavia, sua carreira só viria a projetar-se em escala mundial no ano seguinte, quando a cantora surpreendeu crítica e público ao alternar, na mesma semana, récitas de I Puritani, de Bellini, e Die Walküre, de Wagner. Ela preparara o papel de Elvira para a primeira ópera em apenas dois dias, a convite de Serafin, para substituir quem realmente faria aquele papel. Para se ter ideia do seu feito, é o mesmo que pedir para Birgit Nilsson, famosa soprano dramático para cantar Violetta em La Traviata, e como Callas não teve tempo para aprender o libretto completo, apenas a música, tanto que o ponto lhe soprou o texto.


Maria Callas interpreta Violetta em la traviata

A partir dos anos 1950, Callas começou a apresentar-se regularmente nas mais importantes casas de espetáculo dedicadas à ópera, tais como La Scala, Covent Garden e Metropolitan. São os anos áureos, e ao passo de sua fama como cantora internacional, também vai sua fama de tigresa, muitas vezes considerada temperamental pelo seu perfeccionismo. Famosa foi sua rivalidade com Renata Tebaldi e as brigas públicas, através de declarações para jornais, várias vezes lhe renderam a primeira página, assim como seus triunfos operísticos. Era uma figura extremamente pública e contribuiu para reacender o estrelismo do gênero ópera e de seus intérpretes. Alguns críticos inclusive afirmam que até nas gravadoras havia uma divisão, para acirrar as disputas entre Callas e Tebaldi, e para influenciar as comparações entre gravações feitas por Tebaldi ao lado do tenor Del Monaco, e Callas ao lado de Di Stefano. Sua voz começou a apresentar sinais de declínio no final dessa década, e a cantora diminuiu consideravelmente suas participações em montagens de óperas completas, limitando sua carreira a recitais e noites de gala e terminando por abandonar os palcos em 1965. Seu abandono deveu-se em grande parte ao desequilíbrio emocional da cantora, que ao conhecer o magnata grego Aristóteles Onassis, dedica-se integralmente ao seu amado, afirmando ter começado ali sua vida de verdade. Foi quando ela parou de ensaiar, adiou e cancelou apresentações, se tornou figura constante em noites de festa, bebendo inclusive, coisas que contribuíram para o declínio de sua voz e o fim da carreira. Em 1964, encorajada pelo cineasta italiano Franco Zefirelli, volta aos palcos em sua maior criação, Tosca, no Convent Garden, tendo como seu parceiro o amigo de longa data Tito Gobbi. Essa Tosca se encontra disponível em DVD (apenas o segundo ato) e em CD (completa) e entrou para a história do mundo operístico. Sua última apresentação em uma ópera completa foi como Norma e Paris, 1965, e devido à sua saúde vocal debilitada não aguentou ir até o fim, desmaiando ao cair da cortina no fim da terceira parte.

No início dos anos 1970, passou a dedicar-se ao ensino de música na Juilliard School. Em 1974, entretanto, retornou aos palcos para realizar uma série de concertos pela Europa, Estados Unidos e Extremo Oriente ao lado do tenor Giuseppe di Stefano. Sucesso de público, o programa foi todavia massacrado pela crítica especializada. A voz já não era a mesma, mas o que mantinha o público firme nas apresentações era o amor. Sua atuação foi prejudicada, pois uma vez que tinha que fazer muito mais esforço para manter a afinação, a entrega à interpretação não foi tão sutil como no passado.

Maria Callas Painting, Portrait, Oil, Canvas, 30x40cm, 2012

Cantou em público pela última vez a 11 de Novembro de 1974 no Japão.

Maria Callas no Japão em seu último concerto com som original.
Suicídio, La Gioconda


Onassis, então casado com Mrs. Kennedy, tem sérios problemas de saúde e vem a falecer. Callas começa agora um período de claustro e, isolada do mundo, passa a viver na Avenue Georges Mandel, em Paris, com a companhia da governanta, Bruna, e do motorista, Ferruccio. Uma possível volta é ensaiada e entusiasmada pelo cineasta Franco Zefirelli, mas Callas não tem mais a segurança do passado. Faltava vontade. Tenta realmente outras funções, como professora, diretora artística, mestre de coral, mas nada lhe satisfazia. Não sabia sequer como deslocar um coro. Começa a impor exigências absurdas para que aconteçam as apresentações. Essa é agora sua maneira de dizer não, exigindo o impossível. Uma gravação da Traviata, com o tenor em ascensão Luciano Pavarotti é estudada, mas o projeto logo é abandonado por Maria. Amigos ainda a visitam com frequência. Giulini (maestro), o crítico John Ardoin, mas Callas ja está "morta" há muito tempo, e em 16 de setembro de 1977, ela simplesmente deixa de existir, pouco antes de completar 54 anos, no seu apartamento em Paris em decorrência de um ataque cardíaco.

Suas cinzas são jogadas no Mar Egeu, como era de sua vontade.

Túmulo de Maria Callas



Vida pessoal

Maria Callas foi a mais controversa e possivelmente a mais dedicada intérprete lírica. Com uma voz de considerável alcance, Callas encantou nos teatros mundiais de maior destaque. Esta intérprete, senhora de raros dotes vocais e interpretativos, revolucionou o mundo da Ópera, trazendo-a novamente às origens. Para Maria Callas a expressão vocal era primordial, em detrimento dos exageros vocais injustificados - tudo na Ópera tem que fazer sentido visando a dar ao público algo que o mova, algo credível.

Esta foi a mais destacada e famosa cantora lírica, e fez jus à sua fama, pois interpretou várias dezenas de Óperas de diversíssimos estilos. Callas perpetuou-se em papéis como Medea, Norma, Tosca, Violetta, Lucia, Gioconda, Amina, entre outros, continuando, nestes papéis, a não existir nenhuma artista que lhe faça sombra.
Um dos aspectos que certamente contribuiu para a lenda que se formou em torno de Maria Callas diz respeito a sua conturbada vida pessoal. Dona de um temperamento forte, que parecia o correlato perfeito para a intensa carga dramática com que costumava abordar suas personagens no palco (veja abaixo), tornou-se famosa por indispor-se com maestros e colegas em nome de suas crenças estéticas.

Em 1958, após, doente, ter abandonado uma récita de Norma na Ópera de Roma, foi fortemente atacada pela imprensa italiana, que julgou que a soprano queria ofender o presidente italiano, presente na plateia. O escândalo comprometeu sua carreira na Itália e, no mesmo ano, ela entrou em disputa com Antonio Ghiringhelli, dirigente do La Scala, que não mais a queria no teatro. Somente voltou a apresentar-se no La Scala em 1960, na ópera Poliuto de Donizetti; ainda em 1958, foi sumariamente demitida do Metropolitan por Rudolf Bing, que desejava que ela alternasse apresentações de La Traviata e Macbeth, óperas de Verdi com exigências vocais muito distintas para a soprano. À exigência de Bing, Callas celebremente respondeu que sua voz não era um elevador.

Em 1959, rompeu um casamento de dez anos com seu empresário, G. B. Meneghini, muito mais velho do que ela. Manteve, em seguida, uma tórrida relação com o milionário grego Aristoteles Onassis, com quem não foi feliz e que rendeu variado material para tablóides sensacionalistas.

Trabalhava intensamente e em mais de uma ocasião subiu aos palcos contra a recomendação de seus médicos. Com um forte resfriado, escapou em 2 de janeiro de 1958 da Ópera de Roma pela porta dos fundos após um primeiro ato sofrível de Norma, de Bellini, em uma récita prestigiada pelo então presidente da Itália, Giovanni Gronchi, o que gerou o escândalo acima referido. Em 29 de maio de 1965, ao concluir a primeira cena do segundo ato de Norma, Callas desfaleceu e a apresentação foi interrompida. Depois disso, ela só cantaria em ópera mais uma vez, numa última apresentação de Tosca no Covent Garden de Londres, ao lado de Tito Gobbi.

Poucos sopranos podem rivalizar com Callas no que diz respeito à capacidade de despertar reações intensas entre seus admiradores e detratores. Elevada à categoria de "mito" e conhecida mesmo fora do círculo de amantes de ópera, ela criou em torno de si uma legião de entusiastas capazes de defender a todo custo os méritos da cantora. Apesar da mútua amizade, as disputas entre seus fãs e os de Renata Tebaldi tornaram-se célebres, chegando mesmo em alguns casos às vias de fato.

Características

Callas possuía uma voz poderosa possuía amplitude fora do comum. Isto permitia à cantora abordar papéis desde o alcance do mezzo-soprano até o do soprano coloratura. Com domínio perfeito das técnicas do canto lírico, possuía um repertório incrivelmente versátil, que incluía obras do bel canto (Lucia di Lammermoor, Anna Bolena, Norma), de Verdi (Un ballo in maschera, Macbeth, (La Traviata) e do verismo italiano (Tosca), e até mesmo Wagner (Tristan und Isolde, Die Walküre).

Apesar destas características, Callas entrou para a história da ópera por suas inigualáveis habilidades cênicas. Levando à perfeição a habilidade de alterar a "cor" da voz com o objetivo de expressar emoções, e explorando cada oportunidade de representar no palco as minúcias psicológicas de suas personagens, Callas mostrou que era possível imprimir dramaticidade mesmo em papéis que exigiam grande virtuosismo vocal por parte do intérprete - o que usualmente significava, entre as grandes divas da época, privilegiar o canto em detrimento da cena.

Muitos consideram que seu estilo de interpretação imprimiu uma revolução sem precedentes na ópera. Segundo este ponto de vista, Callas seria tributária da importância que assumiram contemporaneamente os aspectos cênicos das montagens. Em particular, é claramente perceptível desde a segunda metade do século XX uma tendência entre os cantores em favor da valorização de sua formação dramatúrgica e de sua figura cênica - que se traduz, por exemplo, na constante preocupação em manter a forma física. Em última análise, esta tendência foi responsável pelo surgimento de toda uma geração de sopranos que, graças às suas habilidades de palco, poderiam ser considerados legítimos herdeiros de Callas, tais como Joan Sutherland ou Renata Scotto.


Em Portugal

Maria Callas cantou no Teatro Nacional de São Carlos em 27 de Março de 1958 a ópera La Traviata, com cenários de Alfredo Furiga.

Dois meses antes de vir a Lisboa, a soprano causara escândalo ao abandonar em Roma uma récita da "Norma" no primeiro acto.

O tenor Alfredo Kraus interpretou o principal papel masculino.


Cinema


"Callas Forever" - Callas Forever é um filme França-Itália de 2002 sobre a história da cantora lírica Maria Callas, dirigido por Franco Zeffirelli.


Sinopse

Aos 53 anos Maria Callas (Fanny Ardant) vive reclusa em seu apartamento, em nada lembrando a grande cantora que encantou público e crítica no passado. Após grande insistência, seu amigo Larry Kelly (Jeremy Irons) consegue vê-la. Achando-a muito abatida, Larry faz a Callas um convite inusitado: que seja a estrela de um especial para a TV, interpretando uma de suas famosas peças. Por causa do desgaste de sua voz atual Larry quer que Callas seja dublada no especial, o que faz com a cantora revisite sua carreira em busca do trabalho ideal para seu retorno.


Callas Forever - (Trailer)

Elenco

Fanny Ardant .... Maria Callas
Jeremy Irons .... Larry Kelly
Joan Plowright .... Sarah Keller
Jay Rodan .... Michael
Gabriel Garko .... Marco
Manuel de Blas .... Esteban Gomez
Justino Díaz .... Scarpia
Jean Dalric .... Gérard
Stephen Billington .... Brendan
Anna Lelio .... Bruna
Alessandro Bertolucci .... Marcello
Olivier Galfione .... Thierry
Roberto Sanchez .... Escamillo
Achille Brugnini .... Ferruccio

Prêmios

Prêmio Goya

Recebeu uma indicação, na categoria de Melhor Figurino.


Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Callas

Renata Tebaldi

Renata Tebaldi (Pesaro, 1 de fevereiro de 1922 — São Marinho, 19 de dezembro de 2004) foi uma soprano lírico spinto italiana, considerada uma das grandes da ópera italiana e uma das melhores sopranos de todos os tempos.

Juventude e anos iniciais da carreira

Renata Tebaldi, com a tenra idade de três anos, sofreu de poliomielite, mas conseguiu curar-se completamente. Ela foi criada, durante a maior parte do tempo, em Langhirano, próximo a Parma, pela sua mãe, já que o seu pai não era exactamente um esposo exemplar e um pai admirável. Ainda muito cedo, interessou-se pelo canto, e precisou mentir sua idade, ainda de dezesseis anos, para entrar no Conservatório Arrigo Boito, que só permitia alunas acima dos dezoito anos. Em 1940, Tebaldi voltou a Pesaro para estudar com a renomada soprano da Escola Verista Carmen Melis.

Renata Tebaldi 

Em 1944, Tebaldi debutou em Rovigo como Elena, em Mefistofele, de Arrigo Boito. Em 1945, ela debutou em dois dos seus maiores papéis: Mimì, de La Bohème, e Desdêmona, de Otello. Após o fim da Segunda Guerra Mundial, o Teatro alla Scala foi reaberto, e ela foi convidada por Arturo Toscanini para cantar no concerto de abertura a preghiera (pregação) de Mosè in Egitto, de Gioacchino Rossini, e o Te Deum, de Giuseppe Verdi. A reputação de Renata Tebaldi cresceu rapidamente, e logo ela se tornou a maior promessa do canto na Itália. Foi nessa ocasião que surgiu o famoso apelido La Voce d'Angelo (a voz de anjo), pelo qual Tebaldi se tornou conhecida até hoje.

 Renata Tebaldi  interpreta Desdêmona

Após esse debute no La Scala, Tebaldi passou a cantar Mimì, Desdêmona, Maddalena (de Andrea Chénier), Aida, Tosca e Violetta (de La Traviata), além de alguns papéis wagnerianos (em italiano): Elsa, de Lohengrin, Eva, de Os Mestres Cantores de Nuremberg e Elisabeth, de Tannhäuser. Entre 1951 e 1952, Tebaldi também resgastou algumas óperas do Bel Canto, embora ela não fosse ficar muito associada a esse repertório futuramente: O Sítio de Corinto e Guillaume Tell, ambas de Rossini; Olimpia e Fernand Cortez, de Spontini.

Em 1950, Tebaldi viajou com a companhia do La Scala para cantar no Festival de Edimburgo e no famoso Covent Garden, em Londres, e impressionou as platéias com sua Desdêmona e sua interpretação no Requiem de Giuseppe Verdi. No mesmo ano, Tebaldi teve grande sucesso com seu debute norte-americano em San Francisco, onde cantou Desdêmona e Aida. A partir de então, sua fama internacional alastrou-se rapidamente, e ela se tornou uma das maiores divas da nova geração.

Os anos de estrelato

O apogeu da carreira de Tebaldi se deu nos anos 1950 e 60. Nesse período, não só ela ficou famosa pelo seu timbre único e pela sua maestria nos papéis verdianos e veristas, como ficou conhecida pela rivalidade existente entre ela e Callas. Esta irrompeu, em 1951, durante a temporada do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e continuou por longos anos, até terminar definitivamente em 1968, quando Callas e Tebaldi se abraçaram após uma performance da diva italiana na ópera Adriana Lecouvreur.

Renata Tebaldi 

Durante seu período de estrelato, Tebaldi reinou em papéis como Leonora (La Forza del Destino), Cio-Cio-San (Madama Butterfly), Adriana Lecouvreur, Tosca, La Wally, Manon Lescaut e Maddalena (Andrea Chénier). Em janeiro de 1955, ela fez seu debute no Metropolitan Opera, de Nova York, como Desdêmona, e desde então se tornou uma das mais ouvidas e amadas sopranos do teatro.

Em 1963, Renata Tebaldi enfrentou um período de crise vocal, e parou durante um tempo para descansar e reeducar novamente sua voz. Voltando em 1964, Tebaldi apareceu com uma voz mais segura e de grande beleza, embora tenha adquirido um relativo peso, que antes não existia e os seus agudos tenham adquirido uma qualidade relativamente estridente. No entanto, continuou a cantar, com maestria total, muitos de seus papéis anteriores. Devido às suas novas condições vocais, ela pôde adicionar ao seu repertório o dramático papel de La Gioconda, da ópera homônima de Amilcare Ponchielli, com o qual obteve o maior sucesso da temporada de abertura do novo prédio do Metropolitan Opera House. Nessa nova fase da carreira, Tebaldi praticamente abandonou a Europa e passou a apresentar-se basicamente na América do Norte.

Anos pós-estrelato

Renata Tebaldi fez sua última aparição no Metropolitan Opera em 1972, como Desdêmona, ao lado do tenor James MacCracken. Em 1973, ela saiu definitivamente dos palcos, mas continuou cantando até o dia 23 de maio de 1976, quando se despediu do La Scala para sempre. Após o fim da carreira, Tebaldi auxiliou vários cantores jovens, como a norte-americana Aprile Millo, mas se recusou a trabalhar oficialmente como professora de canto. Durante as últimas décadas de sua vida, viveu entre Milão e San Marino e continuou a receber e a responder com carinho cartas e telefonemas de seus fãs.

 
Renata Tebaldi "The willow song" Otello 
Berlin Opera. September 1, 1962

Tebaldi recebeu vários prêmios durante sua vida e morreu em 19 de dezembro de 2004.

Características vocais

Renata Tebaldi possuía uma belíssima voz de soprano lírico-spinto, uma das mais volumosas vozes dos últimos tempos - generosa no registro médio, e grave e curta, mas possante, no registro agudo. Apesar da amplidão da voz, sempre a moldava com extrema sensibilidade e técnica. Os maiores trunfos do canto da soprano italiana estavam no legato, na respiração e no fraseado. Com essas grandes qualidades, Tebaldi conseguia imprimir grande expressividade às suas personagens, embora, no palco, nem sempre fosse a mais intensa das artistas quanto aos gestos e às expressões faciais. Sua arte era extremamente refinada e vinda diretamente das escolas de canto mais antigas, das quais ela foi uma das últimas representantes. Seu legado foi particularmente importante nas óperas de Giacomo Puccini e Giuseppe Verdi.

Artigo publicado pelo site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Renata_Tebaldi

domingo, 31 de março de 2013

Mulheres na Ópera


Francesca Cuzzoni - Francesca Cuzzoni (Parma, 2 de abril de 1696 – Bologna, 19 de junho de 1778) foi uma afamada soprano da Itália.
Estudou com seu pai Angelo Cuzzoni, um violinista, e com Francesco Lanzi. Iniciou sua carreira em Roma em 1714 e cantou em várias cidades italianas. Viajou para a Inglaterra em 1722 e cantou em várias óperas de Händel, com enorme sucesso. Depois mudou-se para Viena em 1728, e em seguida voltou à Itália. Em 1733 retornou à Inglaterra cantando em óperas de Porpora, Hasse, Veracini e outros compositores. Poucos anos depois estava outra vez no continente, viajando por várias cidades. Em 1750 cantou em Londres pela última vez e foi presa por dívidas. Seus anos finais são obscuros e foram passados no continente. Enquanto esteve em seu apogeu foi uma das melhores cantoras da Europa.


Faustina Bordoni - Faustina Bordoni (Veneza, 30 de março de 1697 – 4 de novembro de 1781) foi uma célebre mezzo-soprano do período barroco, tendo sido considerada uma das maiores divas da música operística de seu tempo.

Estudou com Alessandro Marcello, Benedetto Marcello e Michelangelo Gasparini. Fez sua estreia em Veneza em 1716 atuando na ópera Ariodante de Carlo Francesco Pollarolo. Permaneceu residindo em Veneza até 1725 mas, a partir de 1720, fez várias viagens breves a outros centros operísticos como Nápoles, Milão, Modena, Viena, Munique e Florença. Em 1726 foi contratada por Händel e viajou para Londres. Em 1730, de volta a Veneza, casou-se com Johann Adolf Hasse, um dos compositores de ópera mais célebres de sua geração. O casal partiu em seguida para a corte de Dresden, onde ela recebeu calorosa acolhida, cantando em mais de quinze óperas de seu marido. Ao mesmo tempo, fazia viagens à Itália para se apresentar em várias cidades. Retirou-se dos palcos em 1751, passando a viver em Viena por um curto período. Voltou a viver em Veneza com Hasse e duas filhas, também cantoras, a partir de 1773 e aí permaneceu até o fim de sua vida.


Margherita Durastanti - Margherita Durastanti (ativa entre 1700–1734) foi uma célebre soprano italiana do século XVIII. Iniciou sua carreira em Mântua, e se tornou mais conhecida em associação com o compositor Händel, que a contratou para cantar em várias de suas óperas na Inglaterra. No final de sua carreira passou para a tessitura de mezzo-soprano.








Luísa Todi - Luísa Rosa de Aguiar (Setúbal, Nossa Senhora da Anunciada, 9 de Janeiro de 1753 - Lisboa, Encarnação, 1 de Outubro de 1833), Luísa Rosa de Aguiar Todi pelo casamento, foi uma cantora lírica portuguesa.

Luísa começou a sua carreira pelo teatro musical, aos catorze anos, no Teatro do Conde de Soure, no Tartufo, de Molière. Com a sua irmã mais velha, Cecília Rosa de Aguiar (23 de Agosto de 1746 - ?), cantou em óperas cômicas.

Casou em Lisboa, Mercês, 28 de Julho de 1769, com o violinista napolitano e seu grande admirador, Francesco Saverio Todi, filho de Niccolò Todi e de sua mulher Mariana e viúvo de Teresa (? - Lisboa, Mercês, 1769), que lhe deu o apelido e a fez aprender canto com o compositor David Perez, muito conceituado mestre de capela da corte portuguesa. Ao marido deveu o aperfeiçoamento e a dimensão internacional que a levariam a todas as cortes da Europa, como cantora lírica.

Estreou-se em 1771 na corte portuguesa da futura D. Maria I e cantou no Porto entre 1772 e 1777. Durante esse período aí nasceram o seu primeiro filho João Todi em 1772, e, em 1773, a sua primeira filha Ana José Todi. Em 1775 nasceria em Guimarães a sua filha Maria Clara Todi e, em 1777, em Aranjuez, o seu filho Francisco Xavier Todi, mais tarde casado com Maria Amália das Neves, filha de João das Neves Pereira e de sua mulher Maria Rosa das Neves, neta paterna de Caetano das Neves e de sua mulher Teresa Maria Clara e neta materna de Bernardo José e de sua mulher Joana Maria.

Luísa Todi, que tinha a capacidade invulgar de cantar com a maior perfeição e expressão em francês, inglês, italiano e alemão, é considerada a meio-soprano portuguesa mais célebre de todos os tempos.

No seu Tratado da Melodia, Anton Reicha, considera Luísa Todi como "a cantora de todas as centúrias" melhor dizendo "uma cantora para a eternidade".

Setúbal não a esqueceu tendo-lhe erigido um monumento com a sua efígie e dado o seu nome a uma das principais artérias da cidade, a Avenida Luísa Todi.




Maria Malibran - Maria Malibran, nascida María Felicia García Sitches (Paris, 24 de março de 1808 – Manchester, 23 de setembro de 1836) foi uma cantora lírica (mezzosoprano) francesa, mas de ascendência espanhola, que se tornou a diva mais famosa, ainda atualmente, da primeira metade do século XIX e pertencia à talentosa família musical dos García, da qual fez parte a também célebre cantora - e sua irmã - Pauline Viardot-García.

Durante os seus anos de fama, Malibran conquistou a admiração de diversos compositores, como Gaetano Donizetti, Vincenzo Bellini, Felix Mendelssohn, Frédéric Chopin e Franz Liszt. Donizetti escreveu para ela sua Maria Stuarda; Bellini para ela compôs uma nova versão de I Puritani e de La Sonnambula, adaptada à tessitura mais grave da artista, e Mendelssohn, a ária de concerto Infelice! com acompanhamento de violino para ela e seu amante Charles de Bériot. O antigo Teatro di San Giovanni Crisostomo, em Veneza, foi rebatizado como Teatro Malibran em sua homenagem.

Malibran é mais estreitamente associada com as óperas de Rossini - ela cantou, entre outros, Tancredi (papel-título), Otello (ambos Desdêmona e papel-título), Il Turco in Italia, La Cenerentola, e Semiramide (ambos Arsace e papel-título), mas Também cantou em crociato Meyerbeer Il em Egitto e alcançou grande sucesso nas óperas de Bellini Norma, La Sonnambula e I Capuleti ei Montecchi (Romeo). Além de Romeu Bellini, ela também apresentou o mesmo personagem em duas outras óperas então famoso: Giulietta e Romeo por Zingarelli e Giulietta e Romeo por Vaccai. Bellini escreveu uma nova versão de seu I Puritani a adaptá-la à sua voz, até prometeu escrever uma nova ópera especialmente para ela, mas ele morreu antes que ele fosse capaz. O intervalo Malibran de conforto vocal foi extremamente amplo, a partir de G abaixo de C médio para E-agudo (G3 - E6), e sua extrema variedade alargada de D3 - G6 em Altissimo, que lhe permitiu facilmente cantar papéis para contralto, bem como soprano coloratura. Seus contemporâneos admiravam intensidade emocional Malibran no palco. Rossini, Donizetti, Chopin, Mendelssohn e Liszt estava entre seus fãs. O pintor Eugène Delacroix, porém, acusou-a de falta de refinamento e classe, e de tentar "apelo às massas que não têm gosto artístico." Descrevendo a sua voz e técnica, o crítico francês Castil-Blaze escreve: "A voz Malibran foi vibrante, cheia de brilho e vigor. Sem nunca perder seu timbre lisonjeiro, esse veludo que, dada sua sedução tanto em árias de concurso e apaixonada. [...] Vivacidade, a precisão, subindo cromatismo é executado, arpejos, linhas vocais gritantes de força, graça ou faceirice..."

Em 2007, a mezzo-soprano italiana Cecilia Bartoli lançou um novo álbum, intitulado Maria, em homenagem à diva franco-espanhola, iniciando também uma turnê em vários locais do mundo acompanhada de um museu móvel com pertences de Maria Malibran e informações sobre ela, o que atraiu nova atenção para essa legendária diva.



Jenny Lind - Johanna Maria Lind (6 de outubro de 1820 - 2 de novembro de 1887), mais conhecida como Jenny Lind, foi uma soprano sueca, também conhecida como "Rouxinol Sueca". Uma das mais famosas cantoras do século XIX, ela ficou conhecida por suas performances como soprano em óperas por toda a Europa e por uma turnê de concertos extraordinariamente popular na América em 1850. Ela foi membro da Academia de Música Real Sueca, a partir de 1840.

Lind tornou se famosa após sua performance de Der Freischütz de Carl Maria von Weber em (1838). Em poucos anos, ela teve um prejuízo vocal, mas o professor de canto Manuel García 'salvou' sua voz. Ela cantou um grande número de papéis na Suécia e norte da Europa durante a década de 1840, tornando-se a protegida de Felix Mendelssohn. Após duas temporadas aclamadas em Londres, ela anunciou sua aposentadoria da ópera, aos vinte e nove anos.

Em 1850, Lind foi para a América. Ela realizou 93 grandes concertos, sob a produção de seu empresário P. T. Barnum e outras por conta própria. Ela ganhou mais de US$350 mil nesses concertos, doando para caridades, principalmente para escolas na Suécia. Com seu marido, Otto Goldschmidt, ela retornou a Europa em 1852, onde ela teve três filhos e apresentou-se em concertos ocasionais por duas décadas, fixando-se na Inglaterra em 1855. A partir de 1882, por alguns anos, ela foi professora de canto no Colégio Real de Música em Londres.



Pauline Viardot - Pauline Viardot-García (18 de Julho de 1821 - 18 de Maio de 1910) foi uma mezzo-soprano e compositora franco-espanhola, irmã 13 anos mais jovem da lendária mezzo Maria Malibran, a "Feiticeira das Nações".

Michelle Pauline Ferdinande García nasceu em Paris. Seus padrinhos foram Ferdinando Paer (1771-1839) compositor italiano, e a princesa Pauline Galitsin, que ofereceu-lhe seu nome do meio. O seu nome aparece em várias formas, simplesmente "Pauline Viardot", que aparece mais comumente em associação com o seu nome de solteira García. Este nome, por vezes, precede Viardot e às vezes se lhe segue. Ela alcançou a fama inicial como "Pauline García". Após o seu casamento, ela se refere a si mesma simplesmente como "a sra. Viardot".

Pauline começou a ter aulas de piano com seu pai, o tenor espanhol Manuel del Pópulo Vicente García, e criou muitas composições. Ela debutou ainda muito jovem - dezesseis anos de idade - na ópera Otello, de Rossini. Sua técnica de canto era assombrosa e surpreendente, de uma bela dramaticidade. Nesta ópera, ela interpretou o papel de Desdêmona. Na verdade, sua primeira aparição ao público foi em um concerto de piano. Tal fato de ter que substituir sua irmã a deixou muito desgostosa, já que preferia tocar piano e viajar ao lado da irmã do que cantar.

Ela queria tornar-se pianista profissional. Tinha feito aulas de piano com o jovem Franz Liszt e contraponto e harmonia com Anton Reicha, o professor de Liszt e Hector Berlioz, e amigo de Ludwig van Beethoven. Foi com grande pesar que ela abandonou sua forte vocação para o piano, o que fez só porque não se atreveu a desobedecer a vontade de sua mãe. Ela, no entanto, manteve-se pianista excepcional durante toda a vida, e muitas vezes tocando em dueto com seu amigo Frédéric Chopin. Após a morte de Malibran, em 1836, aos 28 anos, Pauline tornou-se cantora profissional, com um alcance vocal de C2 a F5. No entanto, sua estréia como músico profissional foi como pianista, acompanhando seu cunhado, o violinista Charles de Bériot.


Marietta Alboni - Marietta Alboni (06 de marco de 1826  - 23 de junho de 1894) foi um renomada cantora de ópera italiana. Juntamente com a carismático Maria Malibran , ela foi considerada a maior cantora de voz mais profunda feminina do século XIX. 

Albani nasceu em Città di Castello , na Úmbria . Ela se tornou uma aluna de Antonio Bagioli de Cesena , Emilia-Romagna, e mais tarde do compositor Gioachino Rossini .

Na tenra idade de 15 anos, ela fez sua estréia operística do Teatro Comunale di Bologna , como Orsini em Lucrezia Borgia , e seu sucesso levou a um compromisso no La Scala , de Milão. Em 1846/47, ela cantou em todas as principais cidades da Europa. Enquanto em Londres, ela apareceu no Covent Garden , em rivalidade com a soprano Jenny Lind , que foi a estrela no Teatro de Sua Majestade . Ela visitou os Estados Unidos em 1852/53, que aparece lá com Camilla Urso .

Em 1868, ela cantou um dueto com Adelina Patti , a principal soprano da época, no funeral de Rossini, em Paris.

Em passagens que exigem uma entrega sensível e semi-religiosa calma ela não tinha colegas, devido à qualidade comoventes de seu tom aveludado. Ela possuía vivacidade, graça e encanto como uma atriz do comediante tipo, mas ela não era natural trágica , e sua tentativa na parte fortemente dramática de Norma acabou por ser um fracasso histriônico.

Ela casou-se com um nobre, o conde Carlo Pepoli, dos Estados Pontifícios , mas manteve seu nome de solteira para o palco, executando na ópera de Munique tão tarde quanto 1872. Seu marido morreu em 1866, e em 1877 ela se casou novamente, com um oficial militar francês chamado Charles Zieger. Alboni cresceu extremamente robusta como ela envelheceu. Ela morreu em Ville-d'Avray , perto de Paris, e foi enterrada no cemitério de Père Lachaise .



Thérèse Tietjens - Thérèse Johanne Alexandra Tietjens (Hamburgo, 17 de julho de 1831 — Londres, 3 de outubro de 1877) foi uma soprano nascida alemã, mas húngara por naturalização. Ela fez sua carreira tomar força em Londres durante as décadas de 1860 e 1870, mas sua sequência de sucessos musicais foram interrompidos na capital britânica terminou prematuramente por câncer. Muitos historiadores de ópera afirmam que ela foi a melhor soprano dramática da segunda metade do século XIX.

Thérèse Tietjens recebeu aulas de canto em Hamburgo e Viena. Ela estudou com Heinrich Proch, que também foi professor de Peschka-Leutner e de outras prime donne. Ela fez uma bem sucedida estréia em Hamburgo em 1849 como Lucrezia Borgia, ópera de Gaetano Donizetti, uma óbra com quem ela teve uma associação particular durante toda sua carreira. Ela cantou em Frankfurt de 1850 até 1856 e em Viena de 1856 até 1859.

Tietjens fez sua primeira aparição em Londres em 1858 como Valentine em Les Huguenots de Giacomo Meyerbeer. Londres tornou-se sua casa e ela continuou a cantar ópera regularmente no Teatro Sua Majestade, no Drury Lane e no Covent Garden até sua morte em 1877. Ela foi igualmente perfeita em oratórios e tornou-se a soprano dramática líder na Inglaterra durante as décadas de 1860 e 1870. A primeira parte de sua carreira em Londres coincidiu com o apogeu do tenor Antonio Giuglini (1827-1865), um estudante de Cellini, que fez sua estreia no Sua Majestade em 1857 como Fernando em La Favorita de Gaetano Donizetti.

Nessa época, a soprano Giulia Grisi estava cantando em Londres: Tietjens então herdou partes do repertório de Grisi e da grandiosa Giuditta Pasta. Em 1860, E.T. Smith, administrador do Teatro Sua Majestade, atendeu a necessidade do mercado da ópera Inglesa e Italiana e começou produções italianas, começando com Il trovatore de Giuseppe Verdi e Don Giovanni, enquanto também produziu a première da ópera inglesa Robin Hood de George Macfarren com Sims Reeves. No dia 15 de junho de 1861, Tietjens foi a primeira Amelia londrina, ao lado de Antonio Giuglini como Riccardo e ao lado de Enrico Delle Sedie em Un ballo in maschera de Verdi.

O ano de 1863 viu a primeira performance de Fausto de Charles Gounod na Inglaterra, novamente no Teatro Sua Majestade. Essa produção fez tanto sucesso que foi transferida para o Covent Garden, onde foi apresentada em toda temporada, até 1911. Outras premières que contaram com a interpretação de Tietjens foram: Die lustigen Weiber von Windsor de Otto Nicolai em 1876 e Mireille de Charles Gounod em 1664. Tietjens e outros cantores apresentaram-se no Palácio de Buckingham para a Rainha Vitória do Reino Unido em maio de 1864, cantando Amide de Christoph Willibald Gluck, I Puritani de Vincenzo Bellini, Robert le Diable de Gioacchino Rossini e Giacomo Meyerbeer.

Tietjens cantou novamente com a Sociedade Filarmônica Real em 1868. No ano seguinte, a temporada italiana da companhia Covent Garden abriu com Norma. Ela também trabalhou com Reeves na première de The Prodigal Son de Arthur Sullivan em 1869. Em 1870 Tietjens cantou a première inglesa de Messe Solennelle de Gioacchino Rossini e no ano seguinte recebeu a Medalha de Ouro da Sociedade Filarmônica.

No fim de sua vida, Tietjens desenvolveu câncer, que a causou muita dor e ela morreu, com apenas 46 anos.



Adelina Patti  -  Adelina Patti (Madrid, 19 de fevereiro de 1843 — Craig-y-Nos, 27 de setembro de 1919) foi uma aclamada soprano do século XIX, sendo exaltada nas maiores capitais musicais da Europa e das Américas no auge da sua carreira. Sua primeira apresentação pública aconteceu quando criança, no ano de 1851 e sua última performance pública aconteceu em 1914. Juntamente com suas contemporâneas Jenny Lind e Thérèse Tietjens, Patti tornou-se uma das mais famosas sopranos da história da música erudita, tanto pela pureza e beleza da sua voz lírica, como também pela sua técnica do bel canto.

O compositor Giuseppe Verdi, escreveu em 1877, descrevendo-a como a melhor cantora que ele já viveu e uma "artista estupenda". A admiração de Verdi por Patti pode ser encontrada em numerosas críticas musicais e comentários sociais da época.

Adelina Patti nasceu Adela Juana Maria Patti, a última criança do tenor Salvatore Patti (1800-1869) e da soprano Caterina Barilli (morta em 1870). Seus pais italianos trabalhavam em Madri, Espanha na época do seu nascimento. Como seu pai veio da Sicília, Parri nasceu com o apelido de Rainha das Duas Sicílias. Ela, mais tarde, retirou o passaporte francês, já que seus dois maridos eram franceses.

Suas irmãs, Amalia e Carlotta Patti, também foram cantoras. Em sua infância, a família mudou-se para a cidade de Nova Iorque. Patti cresceu em Wakefield, parte do Bronx. Desde criança Patti já cantava profissionalmente e desenvolveu a voz soprano de coloratura com registros vocais equalizados perfeitamente e surpreendentemente emotivo. Acredita-se que Patti aprendeu muito do que sabia sobre técnicas de canto com seu meio-irmão Maurice Strakosch, um músico e empresário  Posteriormente, Patti, como outros grandes cantores com egos consideráveis, comentou que tudo o que sabia, havia aprendido por conta própria.


Emma Albani - Dame Emma Albani, DBE (Chambly, Quebec, 1 de novembro de 1847 – Londres, 3 de abril de 1930) foi uma cantora lírica soprano canadense do século XIX e início do XX, e a primeira cantora canadense a se tornar uma estrela internacional. O seu repertório, focado em óperas de Mozart, Rossini, Donizetti e Bellini, expandiu-se mais tarde em sua vida para incluir Wagner. Albani apresentou-se por toda a Europa e América do Norte, para plateias tão prestigiosas como: a Rainha Vitória, o Kaiser Guilherme I e o Czar Alexandre II.

Albani recebeu a medalha de ouro da Sociedade Filarmônica Real, em 1897, também conhecida como "Beethovan Medal".

O personagem da Madame Selitsky, a prima donna que aparece no romance Anne of Green Gables de L. M. Montgomery (1908), foi inspirado em Albani. Montgomery mais tarde escreveu um perfil da cantora para Courageous Women (1934), uma obra de não-ficção.
Em 1925, Albani recebeu o título de Dama Comendadora da Ordem do Império Britânico pelo Rei Jorge V.

A comissão canadense de monumentos históricos inaugurou uma placa em sua terra natal, em 1939, que foi substituída por uma Estela em 1977.

Duas ruas de Montreal receberam o nome de Albani. A primeira foi dedicada na década de 1930, mas foi removida mais tarde quando a rodovia fundiu-se com outra rua. A segunda, Rue Albani foi assim denominada em 1969.

O Correio do Canadá encomendou um selo postal em sua homenagem por ocasião do 50º aniversário da sua morte. O selo foi desenhado pelo artista Huntley Brown e lançado em 4 de julho de 1980. Onze milhões e setecentos mil exemplares do selo foram impressos.

Ela está representada em um vitral da estação de metrô Place-des-Arts em Montreal.



Nellie Melba - Dama Nellie Melba GBE (19 de maio de 1861 - 23 de fevereiro de 1931), nascida Helen "Nelie" Porter Mitchell, foi uma soprano operística australiana. Ela tornou-se uma das mais famosas cantoras do fim da Era vitoriana e do início do século XIX. Ela foi a primeira australiana a receber reconhecimento internacional como uma musicista clássica.

Melba estudou canto em Melbourne e fez um modesto sucesso em performances lá. Após um breve e infeliz casamento, ela mudou-se para a Europa a procura de sua carreira no canto. Não encontrando trabalhos em Londres em 1886, ela estudou em Paris e logo fez um grande sucesso em Bruxélas. Retornando à Londres ela rapidamente estabeleceu-se como uma soprano lírica no Covent Garden, a partir de 1888. Ela logo alcançou o sucesso em Paris e em toda a Europa e por último no Metropolitan Opera House, Nova Iorque, debutando lá em 1893. Seu repertório foi pequeno: em toda sua carreira ela não cantou mais que 25 papéis e ficou lembrada com apenas dez. Ela foi conhecida por suas performances nas óperas francesas e italianas, mas também cantou ópera alemã.

Durante a Primeira Guerra Mundial, Melba começou seu trabalhos de caridade. Ela retornou a Austrália frequentemente durante o século XX, cantando em óperas e concertos e construiu uma casa para ela perto de Melbourne.



Luisa Tetrazzini - Luisa Tetrazzini (Florença, 29 de junho de 1871 — Milão, 28 de Abril de 1941) foi um soprano leggero coloratura italiana.

Começou a cantar com três anos de idade. Sua primeira professora de canto foi sua irmã mais velha, Eva, que também foi uma cantora bem sucedida. Tetrazzini depois estudou no Instituto Musicale em Florence. Ela fez sua estréia na ópera em 1890 como Inez em L'Africaine de Meyerbeer; quando o soprano programado cancelou em um anuncio curto. A primeira parte de sua carreira foi passada principalmente nos provinciais teatros italianos e viajando na Rússia, Espanha e América do Sul. Seu repertório consistia primariamente de partes lírico-coloratura como Violetta, Philine, Oscar, Gilda e Lucia. Tetrazzini fez sua estréia nos Estados Unidos em San Francisco em 1905. O diretor do Metropolitan Opera Heinrich Conried aceitou uma opção em seus serviços naquele tempo, mas inexplicavelmente falhou para contratá-la. Uma famosa história sobre Tetrazzini ocorreu em San Francisco, onde ela cantou primeiramente em 1905. Após grande sucesso, ela veio para Nova Iorque onde ela foi uma sensação, eventualmente trabalhando sob contrato com Oscar Hammerstein. Após algumas dificuldades legais que a proibia de atuar, ela manteve uma conferencia com a imprensa e declarou, “Eu cantarei em San Francisco se eu tiver que cantar nas ruas, por que eu sei que as ruas de San Francisco são livres”. Estas linhas tem tornado ela famosa. Ela venceu seu caso legal, e seu agente anunciou que ela cantaria nas ruas de San Francisco.

Em 1907 Tetrazzini fez estreia como Violetta em La Traviata no Covent Garden em Londres, onde ela era completamente desconhecida, e deste ponto em que ela foi uma super estrela da ópera internacional, ordenando os mais altos honorários e vendendo nas casas de óperas e salas de concertos onde ela se apresentava. Em 1908 Tetrazzini finalmente apresentou-se em Nova Iorque, não no Metropolitan, mas no Oscar Hammerstein's Manhattan Opera House, outra vez como Violetta e novamente com grande sucesso. Ela permaneceu leal ao Hammerstein e apresentou-se no Met para somente uma estação, em 1911-1912.

Tetrazzini possuía uma técnica vocal que permitia sua superação de todo desafio vocal com quase insolente facilidade. Ela tinha um completo domínio de rápidos, trillos, staccati e ornamentos vocais de todo tipo. Ela também tinha um brilhante registro agudo, estendendo a um mi 5 acima do dó 5. Diferente de muitas outras sopranos de coloratura daquele tempo, tais como Amelita Galli-Curci, as notas agudas de Tetrazzini não eram claras e delicadas, mas cheia e timbrada. Em débito o lado da leitura vocal de Tetrazzini seus registros vocais não eram bem integrados e poderia haver mudanças audíveis em movimento quando ela subia ou descia a escala. Seu registro grave era forte, mas o registro central era débil e mal desenvolvido, com uma qualidade que alguns críticos descrevia como "infantil" e o tenor John McCormack comparado para "o soar de um enfado infantil."

Tetrazzini era baixa e corpulenta e ela não tinha muito de uma atriz. Mas ela era uma boa musicista e tinha uma considerável personalidade, qualidades que são evidentes nas diversas gravações que ela fez. Ela gravou extensivamente para Victor e HMV. Suas melhores gravações incluem uma interpretação de "Io son Titania" em Mignon, de Ambroise Thomas e "Saper vorreste" em Un ballo in maschera, de Verdi em qual a personalidade virtuosistica de Tetrazzini salta aos ouvintes. Em uma diferente nota, sua gravação de "Addio del passato" de La Traviata é muito movente e também demonstra seu fino legato. Sua ária "Una voce poco fa," feita pela Victor Label, mantém, após todos estes anos, insuperável para esta verdadeira joia e ornamentação.

Tetrazzini teve uma muito amarga inimizade com Nellie Melba, mas era geralmente bem vista por seus colegas, incluindo Enrico Caruso e Frieda Hempel. Adelina Patti, o primeiro soprano da antiga geração, e não conhecida por generosidade para com outros cantores, era uma fã de Tetrazzini cantando.

Após a Primeira Guerra Mundial, Tetrazzini abandonou principalmente os palcos de óperas para os palcos de concertos. Ela foi pouco feliz em seus casamentos (três deles) então em sua carreira, e seu terceiro marido dissipou a considerável fortuna que ela tinha acumulado, forçando-se para continuar a dar longos concertos depois sua voz tinha ido. Seus últimos anos foram passando em dificuldades financeiras e declínio físico. Embora, o soprano permanecia contente e agradável, a pesar dela reduzir em circunstâncias. Ela dizia frequentemente, "Eu estou velha, eu estou gorda, mas eu ainda sou Tetrazzini." Em 1932, quando ela se retirou, ela foi filmada ouvindo uma gravação da redenção de Caruso "M'appari, Tutt'Amor," e começou a cantar junto com a gravação mostrando que sua voz ainda tinha plenitude de poder, Tetrazzini faleceu em Milão em 28 de Abril de 1941. O estado pagou por seu funeral.



Lina Cavalieri  -  Lina Cavalieri (Viterbo, 25 de dezembro de 1874 — Florença, 7 de fevereiro de 1944) foi uma cantora de ópera italiana, da belle epoque. Muito bonita, dela se enamorou o príncipe russo Sergei, que lhe custeou os estudos.

Seu nome de batismo era Natalina Cavalieri. Ficou órfã aos 15 anos, passando à custódia do estado, sendo enviada para viver num orfanato católico. Jovem inquieta e ativa, sentindo-se infeliz sob a guarda de freiras, fugiu junto a um grupo teatral ambulante.

Possuidora de bela voz, a jovem foi a Paris onde as portas se lhe abriram e passou a apresentar-se por toda a Europa. Desenvolvendo o canto para a ópera, Lina tornou-se uma das maiores soprano de sua época. Sua estréia como tal deu-se em Portugal, em 1900, mesmo ano em que se casou com seu primeiro marido, o príncipe russo Sergei Bariatonsky.

Em 1904 cantou na Ópera de Monte Carlo e, em 1905, apresentou-se no Sarah Bernhardt Theatre, em Paris, ao lado de Enrico Caruso na ópera Fedora de Umberto Giordano. Dali, apresentaram-se, a 5 de dezembro de 1906 no Metropolitan Opera, de Nova York.

Permaneceu nos Estados Unidos nas duas temporadas seguintes, executando com Caruso, em 1907, a ópera de Puccini, Manon Lescaut.

Sua beleza era considerável para a época, sendo chamada com freqüência de "A mulher mais bonita do mundo", segundo os padrões de então, quando os espartilhos ditavam uma estética em que o corpo feminino assemelhava-se a uma ampulheta.

Durante a temporada de 1909-10, cantou na Manhattan Opera Company, de Oscar Hammerstein. Seu casamento chegou ao fim, casando-se com Robert Winthrop Chanler, proeminente membro da família Astor, de Nova York - um enlace que teve curta duração.

Voltando para a Europa, Cavalieri tornou-se estrela favorita na corte russa pré-revolucionária, em São Petersburgo.

Durante sua carreira, Cavalieri cantou com outros grades nomes da ópera, como o barítono italiano Titta Ruffo e o tenor francês Lucien Muratore, com quem ela se casou em 1913.

Depois dessa última temporada, Cavalieri montou uma loja em Paris. Em 1914, às vésperas dos seus 40 anos, e ainda conservando a beleza da juventude, escreveu uma coluna sobre beleza, numa revista feminina, e publicou o livro "Meus segredos de beleza".

Em 1915 voltou à Itália natal, onde realizou alguns filmes. Quando este país envolveu-se na I Guerra Mundial, foi para os Estados Unidos, onde protagonizou quatro filmes mudos. Seus três últimos filmes foram produzidos por seu amigo, o diretor belga Edward José.

Casando-se pela quarta vez com Paolo d'Arvanni, Cavalieri passou a morar com o esposo na Itália. Estava já com cerca de sessenta anos quando estoura a II Guerra Mundial, e ela ofereceu-se como enfermeira voluntária. Morreu em 1944, quando sua casa em Florença foi bombardeada pelas forças Aliadas.

Sua vida foi retratada no filme La donna più bella del mondo, sendo vivida por Gina Lollobrigida.



Amelita Galli-Curci - Amelita Galli-Curci (Milão, 18 de Novembro de 1882 — Chicago, 26 de Novembro de 1963) foi uma soprano leggero de coloratura italiana, considerada uma das melhores do século XX.

Nasceu numa família de classe média alta em Milão, onde ela estudou piano na sua juventude. Ela foi inspirada por sua avó a cantar. O compositor de óperas Pietro Mascagni também encorajou Galli-Curci na carreira de cantora. Por sua própria escolha, em grande parte Galli-Curci aprendeu sozinha a cantar, de ouvir outros sopranos, lendo livros antigos e cantando métodos, e praticando exercícios de piano com sua voz.

A estréia de Galli-Curci foi com o papel de Gilda em "Rigoletto" de Verdi, em 1906, após o que alcançou rapidamente a fama.

Em 1908, casou-se com o Marquês Luigi Curci e adicionou o último nome dele ao seu. Eles divorciaram-se e, em 1921, Galli-Curci casou com Homer Samuels, seu acompanhante.

Excursionou extensamente pela Europa e América do Sul. Em 1915 Galli-Curci cantou duas performances de "Lucia di Lammermoor" com Enrico Caruso em Buenos Aires. Aquela era para ser sua única aparição com o lendário tenor. Uma visita aos Estados Unidos em 1916 foi intencionada a ser breve, mas a aclamação que recebeu por suas performances como Gilda em "Rigoletto", em Illinois e Chicago, foi entusiástica e ela aceitou uma oferta da Companhia da Ópera de Chicago. Permaneceu com a companhia durante 1924. Também em 1916, Galli-Curci assinou um contrato de gravação com a Victor Talking Machine Company e gravou extensivamente para a companhia até 1930. Em 1921 Galli-Curci juntou-se ao elenco do Metropolitan Opera em Nova York, permanecendo nesta instituição até sua retirada da ópera em 1930.

Convencida que a ópera era uma arte em via de extinção, Galli-Curci retirou-se dos palcos em Janeiro de 1930 para concentrar-se preferivelmente em apresentações de concertos. Os problemas na garganta tinham-na flagelado por muitos anos e submeteu-se a uma cirurgia em 1935. No ano seguinte, fez seu mal sucedido retorno à ópera como Mimi em "La Bohème", em Chicago.



Mafalda Favero - Mafalda Favero (Portomaggiore, 6 de Janeiro de 1903 — Milão, 3 de Setembro de 1981) foi uma soprano italiana.

Mafalda Favero nasceu perto de Ferrara. Quando completou dezessete anos ela começou estudar com Alessandro Vezzani no Conservatório de Bologna. Ela começou sua carreira profissional no começo da década de 1920, em Cremona, quando se mudou para Parma. Fez sua estréia no La Scala de Milão cantando Eva de Die Meistersinger sob a batuta de Arturo Toscanini em 1929.

Ela se tornou cantora regular do La Scala até 190, cantando também em Londres, no Royal Opera House em 1937 e no Metropolitan Opera e na Ópera de São Francisco em 1938.

Ela tinha um extenso repertório, incluindo muitas obras contemporâneas. Cantou também nas óperas: L'ulitmo Lord de Alfano, Pinotta de Pietro Mascagni, Farsa Amorosa de Riccardo Zandonai e Il Campiello e La Dama Boba de Ermanno Wolf-Ferrari.



Maria Caniglia - Maria Caniglia (Nápoles, 5 de maio de 1905 – Roma, 16 de abril de 1979) foi uma das principais sopranos italianas das décadas de 1930 e de 1940.

Caniglia estudou no Conservatório de Música de Nápoles com Agostino Roche. Fez sua estreia profissional em Turim como Chrysothemis na ópera Elektra em 1930. No mesmo ano fez Magda em La campana sommersa, de Ottorino Respighi em Gênova e Lohengrin em Roma. Sua estreia no teatro La Scala de Milão foi como Maria, em Lo straniero, de Ildebrando Pizzetti. Ela cantou com regularidade no La Scala até 1951 nos papéis principais de soprano na época, tais como Un ballo in maschera, La forza del destino, Aida, Andrea Chénier, Tosca, [Adriana Lecouvreur, etc. Ela teve especial sucesso com papéis da parte final do Verismo.

Na cena internacional, Maria Caniglia apresentou-se em lugares como a Ópera de Paris, Covent Garden e o Teatro Colón. Sua estreia no Metropolitan Opera of New York foi em 21 de novembro de 1938, como Desdêmona em Otello.

Caniglia participou da "exumação" de ópera há muito esquecidas, tais como Poliuto, de Donizetti e Oberto, de Verdi. Ela também participou da criação de muitos trabalhos contemporâneos: Manuela em La notte di Zoraima, de Italo Montemezzi's (Milão, 1931), Rosanna em Cyrano di Bergerac, de Franco Alfano (Roma, 1936), e o papel principal em Lucrezia, de Respighi (Roma, 1937).
Caniglia trabalhou com regularidade com os maiores maestros e cantores, deixando gravações de suas atuações principais, notavelmente Un ballo in maschera e Aida (regidas por Tullio Serafin), Andrea Chénier e Tosca (regidas por Oliviero De Fabritiis), todas com o tenor Beniamino Gigli; La forza del destino (regente Gino Marinuzzi), Don Carlo, Fedora e Francesca da Rimini, de Zandonai, esta última regida por Antonio Guarnieri.

Caniglia casou-se em 1939 com o compositor italiano Pino Donati (1907-1975), que foi diretor musical da Arena de Verona, do Teatro Comunal de Bolonha e da Ópera Lírica de Chicago.
  

Jarmila Novotná (Praga, 23 de Setembro de 1907 — 9 de Fevereiro de 1994) foi uma celebrada soprano checa e, de 1940 até 1956, foi a estrela do Metropolitan Opera de Nova Iorque.

Jarmila Novotná foi aluna de Emmy Destinn. Novotná fez sua estréia operística na Casa de Ópera de Praga, no dia 28 de Junho de 1925, como Marenka de The Bartered Bride de Bedřich Smetana. Seis dias depois, ela cantou como Violetta de La Traviata de Giuseppe Verdi. Em 1928 ela estrelou no Teatro de Verona como Gilda, ao lado de Giacomo Lauri-Volpi na ópera Rigoletto (Verdi) e no Teatro Nacional de São Carlos em Nápoles como Adina ao lado de Tito Schipa em L'Elisir D'Amore de Donizetti. Em 1929 ela trabalhou na Ópera Kroll de Berlim, onde ela cnatou como Violetta, como também o papel título de Manon Lescaut e Madama Butterfly.

Em 1934 ela mudou-se de Berlim para Viena, onde ela interpretou o papel título de Giuditta em Lehár. Seu imenso sucesso no papel fez com que ela assinasse um contrato com a Ópera Estatal de Viena, onde ela foi nomeada Kammersängerin. Ela apareceu como Pamina na ópera Die Zauberflöte de Wolfgang Amadeus Mozart no Festival e Salzburgo, conduzido por Arturo Toscanini. No dia 5 de Janeiro de 1940, Novotná fez sua estréia no Metropolitan Opera como Mimí em La Bohème de Puccini. Ela também apareceu em doze outros papéis no Metropoitan, como Euridice, Violetta, Cherubino, Manon, Marenka, Donna Elvira, Pamina, Octavian, Antonia, Freia, Mélisande e Count Orlofsky. Das suas duzentas e oito apresentações, apenas cento e três foram com os papéis de Count Orlofsky, Cherubino e Octavian. 

 

Diva Pieranti (1930 - Rio de Janeiro, 27 de outubro de 2012) foi uma cantora lírica brasileira.

Considerada uma das maiores sopranos brasileira de sua geração, iniciou seus estudos na adolescência e neste período, chegou a participar do Maggio Musicale Fiorentino, sendo apontada como uma revelação. Aos 17 anos de idade, estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, palco este que lhe concedeu uma medalha de ouro em 2009 por ser uma das artistas que mais se apresentaram no Municipal.

Diva cantou ao lado de personalidades, como Maria Callas, Renata Tebaldi, Boris Christoff, entre outros. Faleceu aos 82 anos de idade após um procedimento cirúrgico.





Mirella Freni -  Mirella Freni (27 de Fevereiro de 1935) é uma soprano italiana muito admirada pela qualidade de sua voz, sua ótima dicção e interpretações no palco. Seu repertório é formado por aproximadamente quarenta papéis, de compositores como Verdi, Puccini, Mozart e Tchaikovsky. Freni foi casada por vinte e seis anos com o baixo búlgaro Nicolai Ghiaurov.

Mirella Freni nasceu em uma família da classe trabalhadora em Modena, sua mãe e a mãe de Luciano Pavarotti trabalharam juntas em uma fábrica de fumo na cidade. Ela, aos dez anos de idade, venceu uma competição de uma rádio, cantando "Un bel dì vedremo". O mundialmente famoso e celebrado tenor Beniamino Gigli ajudou-a a aperfeiçoar sua voz e deu conselhos a ela até ficar mais velha. Mirella fez sua estréia operistica em Modena em 1955, aos dezenove anos de idade, como Micaëla na ópera Carmen (Bizet). Nesse período ela cantou muitas outras vezes na cidade e casou-se com o maestro Leone Magiera, com quem teve um filho.

Em 1958 ela alavancou sua carreira, vencendo uma competição e cantando o papel deMimì da ópera La Bohème no Teatro Regio em Torino. Ela então cantou com a Ópera Holandesa durante as temporadas de 1959 e 1960. Ela ficou mundialmente conhecida quando executou Adina da ópera L'Elisir D'Amore (Donizetti) em uma produção de Franco Zeffirelli no Glyndebourne, onde ela também cantou os papéis de Susanna e Zerlina de Mozart, nas temporadas de 1960 e 1962. Em 1961 Freni fez sua estréia Royal Opera House como Nannetta da ópera Falstaff de Giuseppe Verdi. Em 1963 ela fez sua estréia no La Scala de Milão, em uma produção de Zeffirelli e regência de Herbert von Karajan (Freni acabou se tornando uma das cantoras favoritas de Karajan, e fez colatura com ele em diversas óperas e concertos). Em 1965, Freni fez sua estréia no Metropolitan Opera como Mimì e posteriormente apareceu em Tosca (Puccini), Faust e Roméo et Juliette.

Do início da década de 1970 até 1980, Freni começou a cantar papéis mais difíceis de Verdi, como Elisabetta da ópera Don Carlo, Desdemona de Otello (que cantou ao lado de Jon Vickers), Elvira de Ernani, Leonora de La Forza del Destino, Aida da ópera homônima e Amelia de Simon Boccanegra. Ela também interpretou heroínas puccinianas Manon Lescaut e Tosca, e gravou Madama Butterfly e Il Trittico. Em 1981 ela casou-se com Nicolai Ghiaurov, um dos mais celebrados baixos de sua época. Juntos eles ajudaram a estabalecer o Centro Universitário do Bel Canto, onde eles começaram a dar master classes em 2002.

Freni publicou suas memórias em 1990 e também recebeu a condecoração de Cavaleira da Grande Cruz da República Italiana e a Honra de Legião Francesa, em Março de 1993.

Na década de 1990, Freni adicionou ao seu repertório, papéis de óperas veristas, como Adriana Lecouvreur (Cilea), cantando em Paris, Milão, Barcelona e Nova Iorque e Fedora (Umberto Giordano) cantando em Londres, Milão, Nova Iorque, Tornio, Barcelona e Zurique. Em 1998 ela apareceu em papéis de óperas de Tchaikovsky, como nas óperas Eugene Onegin, Queen of Spades e Orleanskaya Deva. Em 2005 o Metropolitan Opera celebrou com um concerto de gala, regido por James Levine, o quadragésimo aniversário da estréia dela na casa e seu quinquagésimo aniversário.
Mirella Freni encerrou sua carreira com Orleanskaya Deva na Ópera Nacional em Washington, dia 11 de Abril de 2005, aos setenta anos de idade.



Fiorenza Cossotto - Fiorenza Cossotto (22 de abril de 1935) é uma mezzo soprano italiana. Está considerada como uma das melhores mezzos do século XX.

Cossotto estudou na Academia de música de Turim, com Mercedes Llopart. Debutó em 1955 no La Scala de Milão. Recebeu um disco de ouro pela sua gravação de Macbeth.

Em 2005 celebrou os seus 70 anos com uma representação em Luttich, Bélgica.

Alguns dos seus papéis mais importantes: Amneris, Ulrica, Eboli, Santuzza, Azucena e Carmen.

Fontes de pesquisa: http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal

http://www.princeton.edu/~achaney/tmve/wiki100k/docs/Marietta_Alboni.html