terça-feira, 22 de março de 2016

Rosa Marya Colin

Oswaldo Faustino conta a história da cantora e atriz reconhecida internacionalmente Rosa Marya Colin

A cantora e atriz Rosa Marya Colin | Ilustração: Robério Gonçalves

A década era a de 1980. A palavra da moda era “importado”. Ser nacional fazia consumidores de todas as idades torcerem o nariz para qualquer tipo de produto. Talvez por isso a agência de publicidade tenha escolhido para a trilha sonora do comercial de uma das maiores redes de roupas do mundo, chegada ao Brasil em 1976, aquele sucesso do grupo The Mamas and the Papas, de 1965. A novidade, porém, era a intérprete, uma cantora e atriz mineira de Machado, chamada Rosa Maria. A partir daquela trilha, ela se revelou uma jazz singer reconhecida internacionalmente, com uma vendagem de 350 mil cópias de seu LP “California Dreaming”, produzido por Zé Rodrix.

A cantora e atriz mudou seu nome para Rosa Marya Colin. Em nossa memória ainda vibra sua imagem de cabelos black power, entre os jovens rebeldes na primeira montagem do espetáculo teatral Hair, no paulistano teatro Aquarius, em 1969, em plena ditadura militar. Uma constelação de três estrelas afro-brasileiras: Rosa, Sonia Braga e Neusa Borges. O que os anos não foram capazes de mudar foi seu sorriso constante, a simplicidade no convívio, o olhar sempre vivo e vibrante de menina, a fala doce num volume que revela uma calma permanente da garota que se apresentou em público pela primeira vez, em 1963, no programa Hoje é dia de Brotos, da rádio Tupi, do Rio de Janeiro.

Da Tupi para a Mayrink Veiga, e desta para a TV Rio, nos programas Festa do Bolinha, Rio Hit Parade, Flávio Cavalcante, Almoço com as estrelas e Embalo, do maestro Erlon Chaves. O primeiro convite para gravação foi participando do LP “S‘imbora”, de Wilson Simonal. Era menor de idade e teve de ser emancipada para participar dos shows de lançamento. Estava na hora do primeiro compacto duplo – um disquinho com quatro canções. O som era todo bossa nova, mas tinha um hit internacional: Hello Dolly. No ano seguinte, seu primeiro LP, “Uma Rosa com Bossa”, lhe rendeu o prêmio revelação de 1966.

Rosa Marya Colin brilhou também no cinema | FOTO: Digulgação

Estava na hora de se mudar para São Paulo. Como uma boa moça solteira daquela época, vivendo sozinha, foi morar num pensionato. Brilhou no Esta noite se improvisa da TV Record. E estreou no cinema em “Compasso de Espera”, de Antunes Filho, protagonizado pelo saudoso Zózimo Bulbul. As fronteiras brasileiras não poderiam conter uma pessoa como ela, que nasceu com a estrela do jazz a nortear-lhe o destino. Por isso, voou em 1971 para o México, onde permaneceu por um ano e de lá partiu para shows nos EUA e na Europa. Na volta, três anos depois, inaugurou o Club de Jazz Opus 2004, onde ficou em cartaz por quatro anos.

Rosa abriu a década de 1980 lançando o álbum “Céu Azul” e fazendo shows por todo o País. A turnê só foi interrompida pelos convites para se apresentar na Temporada de Jazz e Blues de Los Angeles e no Le Chansonier, de Paris. Na volta, já estava com tudo pronto para lançar “Vagando”, pelo selo Eldorado e, depois, “Garra”, pelo selo Pointer. Retornou à França para se apresentar no teatro L’Opera de Paris. Na volta, lançou “Cristal” e, no ano seguinte, “Sings the blues”. A saudade do palco teatral a faz aceitar o convite para estrelar o espetáculo musical “Noviças Rebeldes”. Só se afastou da montagem para participar do festival da canção em Buga, na Colômbia. Foi classificada com a interpretação à capela “Calix Bento”, uma adaptação de Tavinho Moura de uma canção de Folia de Reis. Venceu a final, com “Viagem”, de Taiguara, que encerra com “...o mundo inteiro vai ser teu, teu, teu”. Dama do disco e dos palcos, gravou “Rosa in Blues” e percorreu o País com o show homônimo. Depois vieram mais três discos: “Fever”, “Cores” e “Harlem”, este último, só com spirituals. Suas apresentações nos EUA arrebataram elogios de Stephen Holden, crítico do New York Times, que a comparou a cantoras como Tina Tuner e Chaka Khan. Na Globo, ela já foi Nossa Senhora Aparecida em “Hoje é dia de Maria 2”, Balbina em “Sinhá Moça”, Tia Nastácia em “Sítio do Pica Pau Amarelo”, Aurora em “Ciranda de Pedra”, Irmã Frida em “Xuxa e as Noviças”, mãe de santo em “Força-Tarefa”, Antônia em “Paraíso”, Irmã Calvário em “Ti ti ti”, Zilá em “Fina Estampa”, e Mãe Bia em “Subúrbia”. Mesmo no inverno, a carreira de Rosa Marya Colin estará sempre quente e segura, como profetizou a canção “California Dreaming”.

Rosa Marya cantando "Black Tie":




Fonte: http://racabrasil.uol.com.br/

terça-feira, 8 de março de 2016

Por que 8 de março é o Dia Internacional da Mulher?

Funcionárias do Instituto de Resseguros do Brasil, primeira empresa no Brasil a ter uma creche para filhos das funcionárias. Foto: Divulgação.

As histórias que remetem à criação do Dia Internacional da Mulher alimentam o imaginário de que a data teria surgido a partir de um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas. Sem dúvida, o incidente ocorrido em 25 de março daquele ano marcou a trajetória das lutas feministas ao longo do século 20, mas os eventos que levaram à criação da data são bem anteriores a este acontecimento.

Desde o final do século 19, organizações femininas oriundas de movimentos operários protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução Industrial levaram as mulheres a greves para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim do trabalho infantil, comum nas fábricas durante o período.

O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos, quando cerca de 1500 mulheres aderiram a uma manifestação em prol da igualdade econômica e política no país. No ano seguinte, o Partido Socialista dos EUA oficializou a data como sendo 28 de fevereiro, com um protesto que reuniu mais de 3 mil pessoas no centro de Nova York e culminou, em novembro de 1909, em uma longa greve têxtil que fechou quase 500 fábricas americanas.

Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca, uma resolução para a criação de uma data anual para a celebração dos direitos da mulher foi aprovada por mais de cem representantes de 17 países. O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter suporte para instituir o sufrágio universal em diversas nações.

Com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) eclodiram ainda mais protestos em todo o mundo. Mas foi em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro no calendário Juliano, adotado pela Rússia até então), quando aproximadamente 90 mil operárias manifestaram-se contra o Czar Nicolau II, as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra - em um protesto conhecido como "Pão e Paz" - que a data consagrou-se, embora tenha sido oficializada como Dia Internacional da Mulher, apenas em 1921.

Somente mais de 20 anos depois, em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o "8 de março" foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

"O 8 de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países", explica a professora Maria Célia Orlato Selem, mestre em Estudos Feministas pela Universidade de Brasília e doutoranda em História Cultural pela Universidade de Campinas (Unicamp).

No Brasil, as movimentações em prol dos direitos da mulher surgiram em meio aos grupos anarquistas do início do século 20, que buscavam, assim como nos demais países, melhores condições de trabalho e qualidade de vida. A luta feminina ganhou força com o movimento das sufragistas, nas décadas de 1920 e 30, que conseguiram o direito ao voto em 1932, na Constituição promulgada por Getúlio Vargas. A partir dos anos 1970 emergiram no país organizações que passaram a incluir na pauta das discussões a igualdade entre os gêneros, a sexualidade e a saúde da mulher. Em 1982, o feminismo passou a manter um diálogo importante com o Estado, com a criação do Conselho Estadual da Condição Feminina em São Paulo, e em 1985, com o aparecimento da primeira Delegacia Especializada da Mulher.

Por Paula Nadal

quinta-feira, 3 de março de 2016

Quase 16 milhões de meninas entre 6 e 11 anos nunca irão à escola

O número é duas vezes maior que o de meninos.


Quase 16 milhões de meninas entre 6 e 11 anos nunca irão à escola, de acordo com levantamento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O número é duas vezes maior que o de meninos. Entre eles, no mundo, 8 milhões nunca frequentarão as salas de aula.

Os números estão no Atlas de Desigualdade de Gênero na Educação, disponível na internet, divulgado pela Unesco em razão do Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março.

De acordo com a Unesco, as meninas são as primeiras a ter negado o direito à educação. A desigualdade segue principalmente nos Estados Árabes, na África Subsaariana e na Ásia Meridional e Ocidental. Na África Subsaariana, 9,5 milhões de meninas nunca entrarão em uma sala de aula. No caso dos meninos, serão 5 milhões.

Na Ásia, 80% das meninas que estão atualmente fora da escola nunca receberão educação formal, o que equivale a 4 milhões. Entre os meninos, menos de 1 milhão nunca receberá educação formal, o que equivale a 16% daqueles que estão hoje fora da escola.

Em relação aos Estados Árabes, a Unesco diz que as meninas são a maioria das milhões de crianças fora da escola, mas não é possível precisar quantas, devido aos conflitos na região, que dificultam a elaboração de estatísticas exatas.

O Brasil aparece no Atlas como um país sem dados estatísticos específicos sobre gênero na educação básica.

As informações são do Instituto de Estatística da Unesco. Anualmente o instituto faz um levantamento do número de crianças fora da escola e calcula as probabilidades futuras de terem acesso às salas de aula, caso as circunstâncias atuais sejam mantidas. As projeções podem variar ano a ano.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Eliminar as desigualdades de gênero no acesso à escola é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que devem ser cumpridos até 2030. Atualmente, uma em cada oito crianças entre 6 e 15 anos está fora da escola e as meninas são as primeiras a serem excluídas. Mais de 63 milhões de meninas no mundo inteiro não recebem educação formal.

"Nunca alcançaremos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável se não conseguirmos vencer a discriminação e a pobreza que paralisam  a vida das meninas e das mulheres de geração a geração", diz a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, em nota divulgada nessa quarta-feira (2). "Devemos trabalhar em todos os níveis, desde a base social até os dirigentes mundiais, para fazer da equidade e integração os eixos de toda política, de forma que todas as meninas, sejam quais forem as suas circunstâncias, vão à escola, prossigam os estudos e cheguem a ser cidadãs emancipadas".

Os ODS são uma agenda global que tem a finalidade de promover o desenvolvimento social, a proteção ambiental e a prosperidade econômica em todo o mundo. Os objetivos começaram a valer este ano. Ao todo, são 17 objetivos e 169 metas que foram acordados pelos países-membros em setembro de 2015, em Nova York, na Cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.

Por: Agência Brasil

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Amy Winehouse

Amy Jade Winehouse (Londres, 14 de setembro de 1983 — Londres, 23 de julho de 2011) foi uma cantora e compositora britânica conhecida por seu poderoso e profundo contralto vocal e sua mistura eclética de gêneros musicais, incluindo soul, jazz e R&B. Ingressou na carreira musical ainda na adolescência, apresentando-se em pequenos clubes de jazz em Londres. No fim de 1999, assinou o seu primeiro contrato com uma editora discográfica, a EMI Music, mas, após ter sido descoberta por Darcus Breeze, em 2001, assinou contrato com a Island Records.


Amy Winehouse


A sua primeira aparição no cenário musical britânico foi em 2003, com o seu álbum de estreia, Frank. O disco foi bem recebido pela crítica especialista, mas, inicialmente, não obteve sucesso comercial apesar de ter produzido quatro singles, todos sem êxito. Foi em 2006, com o lançamento do seu segundo álbum de estúdio, Back to Black, que Amy Winehouse ganhou proeminência como uma artista. Esse obteve sucesso crítico e comercial e alcançou as posições mais elevadas no ranking internacional, tendo atingido o número um em 23 países, incluindo Reino Unido, Áustria, Alemanha, Dinamarca e Irlanda, enquanto nos Estados Unidos chegou à sua posição máxima como número dois.


Desse trabalho, foram retirados seis singles, sendo "Rehab" o mais bem-sucedido. Back to Black vendeu seis milhões de cópias e foi o disco mais vendido de 2007. No ano seguinte, o álbum foi indicado em seis categorias à 50.ª edição dos Grammy Awards, das quais venceu cinco, o que fez de Winehouse a artista feminina britânica que mais foi premiada em apenas uma edição.

Considerada a desencadeadora da nova Invasão Britânica, Amy Winehouse é referida como a revolucionária da música soul pela crítica especialista. Ela é citada como influência musical por vários cantores, incluindo Adele, Duffy, Bruno Mars e Lady Gaga, e foi a intérprete que mais vendeu em nível digital no Reino Unido, em 2007, sendo posicionada no número dez na Lista dos Ricos do jornal inglês Sunday Times, com uma renda total de dez milhões de libras. Foi, ainda, eleita a "heroína suprema" dos britânicos pelo canal de televisão Sky News, com base em uma pesquisa realizada entre pessoas com menos de 25 anos de idade, em 2008, e na lista elaborada pela revista Veja, em 2009, das cantoras internacionais que mais venderam em solo brasileiro no ano anterior, ficou na primeira posição com mais de 500 mil álbuns vendidos, o que fez dela uma das recordistas de vendas no país. Ao longo de sua carreira, Winehouse vendeu um número estimado de trinta milhões de CDs e DVDs em todo o mundo, tornando-se uma das artistas que mais venderam em nível global. As suas conquistas incluem três prêmios Ivor Novello Awards e um total de seis Grammy Awards.

Capa da Rolling Stone


No entanto, apesar de bem-sucedida, a sua carreira foi muitas vezes ofuscada por seus problemas pessoais, principalmente pelo seu casamento conturbado com o ex-assistente de vídeo Blake Fielder-Civil, uma vez que as brigas do casal foram diariamente comentadas pela imprensa. Além disso, o seu envolvimento com álcool e drogas e a sua luta para superá-lo também prejudicou a sua imagem pública.

Amy Winehouse foi encontrada morta em sua casa em Londres, em 23 de julho de 2011. A causa da morte foi intoxicação por álcool. Após o falecimento da cantora, Back to Black tornou-se o disco mais vendido do século XXI no Reino Unido. Posteriormente, foi lançada a compilação póstuma Lioness: Hidden Treasures, que recebeu análises positivas da mídia especializada e teve um desempenho comercial favorável. Nesse mesmo ano, o periódico sueco Metro International concedeu à cantora o título de Celebridade do Ano, enquanto o canal VH1 colocou-a na 26.ª posição em sua lista das 100 Grandes Mulheres na Música, em 2012.

Infância e adolescência

Amy Winehouse nasceu em Southgate, ao norte de Londres, em 14 de setembro de 1983. O seu pai, Mitchell Winehouse, era motorista de táxi e cantor amador e a sua mãe, Janis, farmacêutica. Descendente de judeus, ela tinha um irmão mais velho, Alex Winehouse, nascido em 1979. Educou-se na escola Osidge Primary School, onde se matriculou em aulas de balé. Quando criança, costumava ouvir músicos de jazz, como Frank Sinatra, Dinah Washington e Ella Fitzgerald, que exerceram fortes influências em suas primeiras composições.


Amy  nos braços de sua mãe, Janis, seu irmão, Alex (centro),
 e o pai, Mitchell (à esquerda).


Aos cinco anos de idade.



Amy Winehouse aos seis anos de idade.


Winehouse passou boa parte de sua infância e adolescência presenciando a infidelidade conjugal do seu pai. Em entrevista a uma rede de televisão inglesa, o pai da cantora revelou que, em 1983, iniciou um caso amoroso com uma colega de trabalho, que se tornou sua esposa em 1996. Ele disse: "Amy e o seu irmão sabiam disso e presenciavam o sofrimento da mãe. Eles chamavam-na de a mulher do papai no trabalho". Os seus pais se divorciaram em 1992, depois disso Winehouse e o seu irmão ficaram sob a custódia da mãe e cresceram em Southgate.


Aos nove anos de idade, ela foi incentivada pela sua avó Cynthia a se matricular em uma escola de artes particular para promover a sua educação vocal. Ela foi então matriculada na escola Susi Earnshaw Theatre School. Aos dez anos de idade, fundou uma banda de rap amadora chamada Sweet 'n' Sour. Em 1996, conseguiu uma bolsa de estudos e começou a frequentar o colégio Sylvia Young Theatre School, mas foi expulsa após um ano por indisciplina. Aos catorze anos, ela foi matriculada na escola Brit Performing Arts and Technology School. Na mesma idade, começou a usar drogas. Aos quinze anos de idade, compôs as suas primeiras canções e começou a se apresentar em pequenos clubes de jazz em Londres.


Amy Winehouse

Em 1999, ela ingressou como vocalista de uma pequena banda local, chamada National Youth Jazz Orchestra, e gravou uma fita demo com o cantor Tyler James, que a enviou aos gerentes da agência A&R. Em seguida, a cantora assinou um contrato com a editora discográfica EMI Music, mas foi mantida em segredo da indústria fonográfica. Darcus Breeze ouviu um dos demos da cantora quando um dos seus gerentes foi lhe mostrar algumas das canções em que estava trabalhando e, acidentalmente, tocou uma das canções de Winehouse. Quando Breeze perguntou quem estava cantando, o gerente disse que não estava autorizado a responder. Após ter decidido que queria contratá-la, Breeze levou cerca de seis meses para conseguir encontrar a cantora. Apenas em 2001 ela foi convidada a fazer um teste vocacional para a Island Records e, posteriormente, assinou contrato com a gravadora, passando a produzir o seu álbum de estreia.

Frank

Em 2002, Amy Winehouse mudou-se para Camden Town, para finalizar o seu trabalho de estreia. Salaam Remi, Gordon Williams, Jimmy Hogarth e Matt Rowe participaram da elaboração do material como produtores e todas as composições foram creditadas à cantora. A sua primeira canção lançada como single, "Stronger Than Me", saiu em 6 de outubro de 2003 e debutou na 71.ª posição da tabela musical UK Singles Chart. Pouco tempo depois, em 20 de outubro, o seu álbum de estreia, intitulado Frank, foi lançado, sendo distribuído pela Island Records.

Frank debutou na 60.ª posição da parada musical UK Albums Chart. Em seguida, subiu para a 47.ª e mais tarde chegou à sua posição mais elevada, o número treze. Três meses depois, Winehouse liberou o seu segundo single, "Take the Box", que obteve a 57.ª posição da parada nacional. Mais tarde, o álbum acabou por ser certificado com disco de ouro pela Indústria Fonográfica Britânica, por ter vendido cem mil cópias no Reino Unido. O seu terceiro single, o duplo "In My Bed"/"You Sent Me Flying", foi lançado em abril de 2004 e alcançou o número 60 na tabela musical, enquanto a sua última música lançada como single, "Pumps"/"Help Yourself", debutou na 65.ª posição. Nos Estados Unidos, o álbum foi lançado apenas em 20 de novembro de 2007 através da editora discográfica Universal Music Group. A obra vendeu 307 mil cópias e alcançou a 61.ª posição da parada de álbuns do país, a Billboard 200.


Capa do primeiro disco intitulado 'Frank'.


O disco recebeu comentários favoráveis da crítica contemporânea, conseguindo 78 pontos numa escala de 100 com a agregação de críticos do portal Metacritic, mas não obteve destaque comercial e vendeu apenas trezentas mil cópias no Reino Unido em 2004. Porém, foi certificado com dois discos de platina em 2007, por vendas superiores a seiscentas mil cópias, e com mais três em dezembro do ano seguinte, totalizando novecentas mil cópias distribuídas em solo britânico. Vendeu ainda dois milhões de unidades na Europa, ganhando duas certificações de platina da Federação Internacional da Indústria Fonográfica, e mais de três milhões em todo o mundo.

No ano de 2004, a cantora recebeu duas indicações ao prêmio BRIT Awards nas categorias Artista Solo Feminina Britânica e Ato Urbano. Além disso, venceu um prêmio Ivor Novello Awards com a canção "Stronger Than Me", enquanto Frank foi incluído no livro de referência musical 1001 Albums You Must Hear Before You Die (2005) e recebeu uma indicação ao Mercury Prize Awards de Álbum do Ano. Após finalizar os seus projetos com o álbum, ela desapareceu da atenção da imprensa e ficou cerca de dezoito meses sem realizar nenhum empreendimento musical.

 Back to Black

Amy Winehouse voltou à atenção da imprensa britânica em 2006, devido à sua drástica perda de peso e ao seu consumo excessivo de álcool e drogas. Nesse período, ela também chamou atenção para a sua imagem, que ficou caracterizada pela sua maquiagem e por um penteado inspirado pela moda das décadas de 1950 e 1960. Além disso, o seu relacionamento conturbado com o então assistente de vídeo Blake Fielder-Civil foi muitas vezes comentado nos tabloides. Resultante dessa relação, Back to Black foi lançado como o segundo álbum de estúdio da cantora. As canções incluídas nesse trabalho foram fortemente influenciadas pela música soul da década de 1960, pelo R&B contemporâneo e o ska. Ademais, descreviam a sua vida pessoal. Mark Ronson e Salaam Remi são citados nas notas da obra como produtores, enquanto as composições ficaram a cargo de Amy Winehouse, Paul O'Duffy, Richard e Robert Poindexter, Nick Ashford e Valerie Simpson.


Capa do 'Back to Black'.


A divulgação da obra começou no site oficial da cantora em setembro de 2006, com o anúncio do lançamento de seu novo álbum e do single de avanço "Rehab". Liberada em 23 de outubro, a canção foi bem elogiada pelos críticos de música contemporânea, que deram ênfase ao seu etilo Motown e à sua letra autobiográfica. O single fez a sua estreia na 19.ª colocação da UK Singles Chart, chegando à sua posição mais elevada como número sete, atingindo o primeiro lugar na Hungria e Noruega. Passada uma semana, Back to Black também foi liberado, recebendo análises positivas dos críticos musicais. Comercialmente, o disco também foi bem recebido, tendo vendido 43 mil cópias na sua primeira semana de distribuição, o que resultou na sua entrada na terceira posição da parada de álbuns do Reino Unido, a UK Albums Chart, na edição de 5 de novembro, alcançando a primeira posição após onze semanas na tabela. Dando continuidade à divulgação do disco, a cantora lançou o seu segundo single, "You Know I'm No Good", que obteve a 18.ª posição da tabela nacional e a primeira nas rádios da Polônia.

Em 13 de março de 2007, Back to Black foi lançado nos Estados Unidos através da editora discográfica Universal Music Group. Estreou na sétima posição da parada oficial do país, a Billboard 200, com mais de 51 mil cópias vendidas na sua primeira semana, estabelecendo o recorde de maior estreia alcançada por uma artista feminina britânica na época, e chegou à sua posição máxima como número dois, recebendo, dois meses depois, o certificado de ouro da Associação da Indústria de Gravação da América, que lhe atribuiu mais tarde dois discos de platina.


Amy Winehouse, melhor cantora contemporânea de 2007, Londres.


Após a sua chegada no Estados Unidos, Winehouse deu início à divulgação dos seus singles nas rádios norte-americanas e, ainda em março, fez a sua primeira aparição em uma rede de televisão estadunidense no programa Late Show, da CBS, fazendo a sua estreia nos palcos no festival Joe's Pub, em Nova York. Além disso, foi convidada musical na cerimônia MTV Movie Awards de 2007, na Califórnia, cuja performance obteve críticas positivas por parte dos analistas e do público.


Prêmio MTV Movie Awards


Aproximadamente um mês depois, ela liberou como terceiro single a faixa homônima, que teve como melhor posição o número 25 na tabela britânica, ficando no pódio das paradas da Grécia e Polônia. Nas paradas dos Estados Unidos, "Rehab" chegou à 9.ª posição na Billboard Hot 100, à 13.ª na Pop Songs, à 14.ª na Adult Pop Songs e à 7.ª posição na Radio Songs, sendo certificada com platina por ter vendido mais de 1.700 milhões de downloads. Além de "Rehab", a sua única canção que conseguiu entrar na tabela musical do país foi "You Know I'm No Good", posicionada no número 77 no Hot 100 da Billboard. Como quarta faixa do álbum, a intérprete lançou a canção "Tears Dry on Their Own", atingindo o número dezesseis no Reino Unido.

Back to Black chegou à liderança nos mercados musicais de 23 países, incluindo Áustria, Espanha, Portugal e França. Alcançou ainda os dez primeiros lugares das paradas musicais de outros doze países. No Brasil, o disco chegou à segunda colocação e recebeu o certificado de diamante da Associação Brasileira dos Produtores de Discos por mais de 250 mil unidades vendidas.

Em função de promover o disco, a cantora embarcou em sua primeira digressão musical pela Europa e América, com a banda The Dap-Kings, apresentando-se em festivais como Eurockéennes, Glastonbury, V Festival, Lollapalooza e Coachella, mas muitos dos seus concertos foram prejudicados pelo seu envolvimento com álcool e drogas, sendo parte da turnê pela América do Norte cancelada devido aos seus problemas de saúde.

Em 5 de novembro de 2007, ela lançou Back to Black: Deluxe Edition, reedição que apresenta o disco de estúdio original, oito faixas novas e gravações demos. Simultaneamente com a versão deluxe, a artista lançou o seu primeiro DVD, I Told You I Was Trouble: Live in London, que atingiu a primeira posição nos Países Baixos. A sua primeira canção lançada como single da versão especial foi "Valerie", que conseguiu alcançar a segunda posição da UK Singles Chart,89 recebendo mais tarde uma indicação ao BRIT Awards na categoria Melhor single Britânico. A segunda, "Cupid", chegou à 49.ª posição na Suíça. Como o seu último lançamento do ano da versão-padrão, Amy Winehouse liberou "Love is a Losing Game", que chegou à 46.ª posição na tabela musical.


Deluxe Edition


No final de 2007, Back to Black foi condecorado com seis discos de platina no Reino Unido por um total de dois milhões de cópias distribuídas em território britânico, tornando-se o disco mais vendido do ano. Também ficou entre os dez discos mais comercializados do ano na Finlândia, Bélgica, Irlanda, Dinamarca e França. Nos Estados Unidos, foi o 24.º álbum mais vendido do país com mais de 1.500 milhões de unidades vendidas.


Back To Black clip.


No ano de 2008, Amy Winehouse participou da 50.ª edição dos Grammy Awards, onde venceu cinco das seis categorias em que estava concorrendo: Canção do Ano, Gravação do Ano, Melhor Performance Vocal Pop Feminina, Artista Revelação e Melhor Álbum Vocal Pop. Por esse feito, a cantora entrou para o livro The Guinness Book of World Records como a artista feminina britânica que mais foi premiada em apenas uma edição dos Grammy Awards.

Back to Black obteve um bom desempenho comercial. Foi o álbum mais vendido do mundo em 2007, com um total de seis milhões de cópias comercializadas, e o segundo mais vendido de 2008, com outras 5.100 milhões. No Reino Unido, foi o disco mais vendido de 2007, o terceiro mais vendido da década de 2000 e atualmente encontra-se na 11.ª posição na lista dos álbuns mais vendidos da história do país.100 Em agosto de 2011, Back to Black tornou-se o disco mais vendido do século XXI, com mais de mais de 3.300 milhões de cópias distribuídas, passando a ocupar em dezembro o segundo lugar, atrás apenas de 21 da inglesa Adele. Na Europa, as suas vendas ultrapassam a marca de oito milhões de unidades, enquanto nos Estados Unidos chegam a mais de 2.700 milhões, segundo o sistema de informação Nielsen SoundScan. Mundialmente, a obra havia vendido mais de vinte milhões de cópias até 2012, o que o fez entrar para a lista dos álbuns mais vendidos do mundo.


Morte

Por volta das 15h54min de 23 de julho de 2011 (horário de verão britânico, UTC+1), duas ambulâncias foram chamadas para a casa de Winehouse em Camden, Londres, devido a um telefonema à polícia britânica para atender uma mulher desfalecida.

Pouco tempo depois, as autoridades metropolitanas haviam confirmado a morte da cantora. Posteriormente, foi aberta uma investigação a fim de determinar a causa da morte de Amy Winehouse, porém os primeiros resultados não foram conclusivos e uma análise toxicológica foi necessária. Apenas em 26 de outubro do mesmo ano, os relatórios finais puderam indicar que a causa da morte decorreu de um consumo abusivo de álcool após um período de abstinência, que mantivera até o dia 22 do mesmo mês. Suzanne Greenaway, médica legista, disse que a quantidade de álcool encontrado no sangue da artista era de 4,16 g/L, cinco vezes maior que o suportável.


Os pais de Amy choram a morte da cantora.

No dia da morte, a editora discográfica Universal Music Group emitiu um comunicado expressando seu pesar pela morte inesperada da cantora. Além disso, artistas como U2, Lady Gaga, Nicki Minaj, Bruno Mars, Rihanna, George Michael, Adele, Kelly Clarkson e Courtney Love fizeram tributos a Amy Winehouse. Diversos fãs também prestaram homenagens a ela, deixando garrafas de bebidas alcoólicas, taças, cigarros e diversas fotos da cantora em frente à sua casa em Camden Town. A sua morte também trouxe de volta os seus materiais discográficos aos rankings ao redor do mundo.


Homenagem dos fãs.

A cerimônia fúnebre ocorreu no dia 26 de julho de 2011, terça-feira, no cemitério Edgwarebury, em Londres. A família e os amigos mais íntimos de Winehouse, além de algumas celebridades, como Mark Ronson, Kelly Osbourne e Bryan Adams, participaram da cerimônia, que seguiu os preceitos da religião judaica. O corpo da artista foi cremado e suas cinzas foram misturadas com as de sua avó, Cynthia. Com a conclusão do funeral, os seus pais declararam sua intenção de criar uma fundação para ajudar jovens viciados em drogas.

Em 17 de dezembro de 2012, as autoridades britânicas decidiram reabrir o inquérito para confirmar a causa da morte de Amy Winehouse e, apenas em 8 de janeiro de 2013, os relatórios confirmaram que a cantora morreu devido a uma intoxicação alcoólica.

Influências

As principais influências musicais de Amy Winehouse eram cantores de soul e jazz das décadas de 1940 e 1960, como Ella Fitzgerald e Sarah Vaughan. Porém, alguns artistas de música gospel, como Mahalia Jackson e Aretha Franklin, também exerceram certa influência na artista. Durante a sua infância, a inglesa costumava ouvir músicos como Dinah Washington, Billie Holiday e Frank Sinatra, que exerceram fortes influências nas composições e estilo musical do seu álbum de estreia, Frank, incorporando em suas canções elementos de jazz e R&B.


Billie Holiday, uma das maiores influências da Amy.


No entanto, durante o desenvolvimento do seu segundo álbum de estúdio, Back to Black, Winehouse citou como principais influências os grupos femininos dos anos 1950 e 1960, comentando: "Andara escutando um monte de grupos femininos dos anos 1950 e 1960. Gostava da simplicidade deles. Vão direto ao assunto. Então comecei a pensar em escrever canções daquela maneira". A principal dessas bandas foi The Shangri-Las, a qual ela citou como sua inspiração. Numa entrevista dada pela cantora à emissora de televisão BBC Music, gravada no festival Other Voices, na Irlanda, ela revelou que a sua canção preferida das garotas era "I Can Never Go Home Anymore". "Quando eu e o meu namorado terminamos, eu passei a ouvir aquela canção repetidamente enquanto estava sentada no chão da minha cozinha com uma garrafa de Jack Daniels", disse ela. Outro grupo que exerceu influência notável na artista foi The Ronettes, já que o penteado usado por ela nesse período, chamado beehive, foi inspirado no mesmo que as garotas usavam na época.


The Shangri-las, outra grande influência.

Além desses artistas, ela também teve como influência os seguintes cantores e bandas: Marvin Gaye, The Specials, Ray Charles, Donny Hathaway, The Shirelles, The Zutons, Salt-n-Pepa, TLC e Sam Cooke.

Ao longo da sua carreira, Amy Winehouse também influenciou alguns artistas. A cantora galesa Duffy citou-a como uma de suas influências musicais e foi comparada a ela devido à semelhança do estilo musical das duas cantoras. O mesmo ocorreu com a britânica Adele que, além de ser denominada pela imprensa como A Nova Amy Winehouse, revelou que Winehouse é a sua inspiração. A também britânica Paloma Faith e a australiana Gabriella Cilmi também são comparadas à cantora por terem voz, visual e estilo musical influenciados por ela, porém esta última revelou não gostar dessas comparações devido à diferença das duas intérpretes. Ela também influenciou a cantora norte-americana Lady Gaga, que comentou: "Amy mudou a música pop para sempre. Terei para sempre um amor muito profundo por ela".

Outros artistas influenciados pela cantora são: Lily Allen, Florence Welch, Dionne Bromfield, Caro Emerald, Jesuton, Nina Zilli e Rebecca Ferguson.

Em 2010, o rapper Jay-Z disse em entrevista à rádio BBC que Amy Winehouse revigorou o cenário musical britânico, afirmando: "Há uma forte pressão vinda de Londres neste momento, o que é ótimo. Ela existe desde a época da Amy Winehouse, acho. Quer dizer, desde sempre mas eu acho que este novo ímpeto teria sido provocado por ela". Charles Aaron, editor da revista norte-americana Spin, comentando a influência exercida pela cantora sobre Adele, Corinne Bailey Rae, Eliza Doolittle, dentre outras artistas femininas britânicas, escreveu: "Amy Winehouse foi o momento Nirvana para toda estas mulheres. Todas fazem referência a ela [a Amy Winehouse] em termos de atitude, estilo musical ou moda". Jim Faber, numa matéria publicada pelo jornal americano New York Daily News, disse que Winehouse foi a desencadeadora da nova invasão britânica. Em 2011, Adrian Thrills, do jornal britânico Daily Mail, disse: "Sem a Amy não haveria Adele, Duffy e nem Lady Gaga", completando: "Mesmo agora, numa época em que o pop feminino domina as tabelas musicais, como Adele, Beyoncé, Katy Perry e Gaga, nada se aproxima da força emocional de Back to Black".

Amy Winehouse foi sem dúvidas uma das maiores revelações desta época, com seu jeito autêntico de ser e sua rebeldia aliadas às suas boas influências musicais, Amy conseguiu conquistar o público e críticos de todo o mundo.

Fiquem agora com o clipe de "Tears Dry On Their Own":



Artigo retirado do site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Amy_Winehouse


terça-feira, 7 de outubro de 2014

Ana Popovic

Ana Popović (nascida em 13 de maio de 1976 em Belgrado, Sérvia) é uma cantora e guitarrista de Blues.

Popovic nasceu em 1976, em Belgrado, Sérivia . Seu pai a apresentou para o blues e ela começou a tocar guitarra quando tinha quinze anos.

Ana Popovic


Ana Popovic


Ana Popovic


Em 1995, ela formou a banda Hush com Rade Popović (guitarra e vocal), Milan Saric (guitarra baixo) e Bojan Ivković (bateria). Hush realizava um rhythm and blues , mas também incorporou elementos de funk e soul em seu som . A banda teve sua primeira apresentação no clube Vox em Belgrado. Durante 1996, o Hush realizou através FR Iugoslávia , também atuando na Grécia . Graças ao seu desempenho no Marsoni Blues Festival, em Senta , Hush recebeu o convite para realizar na Fifth International Blues, Jazz, Rock e Festival Gastronômico na Hungria . A parte de seu desempenho foi lançado em um álbum ao vivo que contou com gravações do festival. Em 1996, Popović tocou slide guitar em Piloti álbum Dan koji prolazi zauvek ( The Day that Is Passing Forever). 

Ana Popovic


Ana Popovic

Ao longo de 1998, Hush teve mais de 100 apresentações, tocando em clubes de blues e festivais de blues. Durante o mesmo ano, eles lançaram seu álbum de estréia, Hometown , através PGP-RTS .  O álbum foi produzido por Aleksandar Radosavljević, e Vojno Dizdar ( piano elétrico e órgão Hammond ), Petar "Pera Joe" Miladinović ( gaita ), Aleksandar Tomić ( saxofone tenor ) e Predrag Krstić ( trompete ) como convidados.  Além de músicas próprias da banda, Hometown também contou com covers de clássicos do blues. 

Em 1998, Popović foi para Holanda para estudar jazz guitarra, e a Hush se dissolveu.

Em 1999, Ana Popovic partiu para carreira solo na Holanda. Em 2000, ela apareceu, ao lado de Eric Burdon , Taj Mahal , Buddy Miles , Double Trouble , Eric Gales e outros, em Jimi Hendrix álbum tributo Blue Haze: Songs of Jimi Hendrix  com um cover da música "Belly Button Window". Em 2001, ela lançou seu primeiro álbum solo, o Hush! , através da gravadora alemã Ruf Records . O álbum foi gravado em Memphis , com os membros da Ana Popovic Band, bem como músicos de estúdio. Foi produzido por Jim Gaines, que já trabalhou com Carlos Santana , John Lee Hooker , Alexis Korner e outros. O álbum contou com Bernard Allison como convidado. O álbum virou grande sucesso, por isso Popović deixou seus estudos de guitarra, e dedicou-se às apresentações.

Ana Popovic


Em 2003, Popovic lançou seu segundo álbum, Comfort to the Soul . O álbum, gravado em Memphis e produzido por Gaines, contou com uma fusão de blues, de rock , soul e jazz. Durante o mesmo ano, no Rhythm & Blues Festival na Bélgica , ela foi convidada por Solomon Burke para se juntar a ele no palco, depois que ela se juntou a ele no resto da turnê como convidado. Em 2005, Popović lançado álbum ao vivo e DVD intitulado Ana! , gravado em 30 de janeiro de 2005 em seu show em Amsterdam club Melkweg. 

Em 2007, lançou o álbum Popovic, Ainda Fazendo História através da gravadora americana Eclecto Groove Records . Em 2009, ela lançou o álbum  Blind for Love , e em 2011 o álbum Unconditional  através da mesma gravadora. Ambos ainda está fazendo História e Unconditional  alcançou o número um em Estados Unidos da Billboard Chart Blues.

Ana Popovic "Unconditional"

Em 2012, mudou-se para Memphis, Tennessee . Seu nono álbum de estúdio intitulado Can You Stand the Heat  é anunciado para ser lançado através da gravadora ArtisteXclusive em abril de 2013, O álbum, produzido por Tony Coleman, foi gravado com John Williams no baixo, Harold Smith na guitarra base, Frank Ray Jr. no órgão e Tony Coleman na bateria. 

Popovic apareceu em 2013 no New Orleans Jazz & Heritage Festival, onde ela apresentou um novo projeto: uma banda de nove elementos com o nome de Ana Popovic & Mo' Better Love.

Ana Popovic e banda

Em setembro de 2013, Popovic assinou com Monterey International booking agency. Monterey é exclusivamente representante de Ana Popovic na América do Norte, Canadá, Ásia e Austrália. Popovic compartilha a lista com Buddy Guy, Bonnie Raitt, Dr. John, Jonny Lang, Keb 'Mo', Robert Randolph, Taj Mahal e Tedeschi Trucks Band.

Ana Popovic no Salmon Arm's Roots & Blues Festival


Em 2014, ela foi nomeada  para o Blues Music Award no 'blues contemporâneo Artista Feminina do Ano "da categoria.

Vamos ficar com o vídeo de "Wrong Woman" ao vivo:



Fonte de pesquisa: http://en.wikipedia.org/wiki/Ana_Popovic

Beth Hart

Beth Hart (Los Angeles-CA, 24 de Janeiro de 1972) é uma cantora estadunidense.



Beth Hart


Ela tornou-se famosa após sua canção “LA Song (Out of This Town)”, tornar-se trilha-sonora de um episódio da 10ª temporada do seriado “Beverly Hills. Seus estilos de músicas são rock'n roll, blues e gospel.



Beth Hart se apresentando em San Diego Indie Music Fest, 20 de março de 2008.


Beth Hart


Beth Hart


O single foi hit número um na Nova Zelândia , bem como alcançar top 5 nos EUA Adult Contemporary e número 7 no Billboard Adult Top 40 Chart. A canção também foi ao ar durante o Episódio 17 da temporada 10 e final da Beverly Hills, 90210 .  Beth também entregou a música para o fim-cena do último episódio de "Californication" 6 ª temporada, com "My California",  álbuns subsequentes ou seja, "Seesaw" e "Live In Amsterdam" por Beth Hart & Joe Bonamassa, alcançou o status de número 1 na parada Billboard Blues Album. O último álbum de Beth "Bang Bang Boom Boom" subiu para o número 3 na Billboard Blues Album , assim como o álbum "Don't Explain" por Beth Hart e Joe Bonamassa. O álbum "gangorra" subiu para o número 8 na parada Billboard Top Independent Album. Beth Hart teve dois singles em número 1 na Dinamarca "As Good As It Gets" e "Learning to Live", bem como uma venda álbum de platina "Leave the light on". O primeiro álbum de Beth com Joe Bonamassa: "Don't Explain", ganhou disco de ouro na Holanda. Beth em 2014 foi nomeada para um Grammy com o álbum "Seesaw" e ela também foi indicada para o Prêmio de Música de blues na categoria de Melhor Artista Feminina de Blues Contemporâneo.


Beth Hart e Joe Bonamassa


Beth Hart



Agora vamos curtir um blues, fiquem com Beth Hart e Joe Bonamassa em  "I'll Take Care of You" ao vivo em New York:





Fonte de pesquisa: http://en.wikipedia.org/wiki/Beth_Hart

Sue Foley

Sue Foley (nascida em 29 de março de 1968, Ottawa , Ontario , Canadá )  é uma cantora e guitarrista de blues. 


Sue Foley


Nascida em uma família de classe operária, Foley cresceu ouvindo seu pai tocar e cantar canções folclóricas irlandesas. Depois de ver James Cotton tocar quando ela tinha 15 anos, ela tomou a decisão de tocar blues. Aos 16 anos, Foley começou a tocar profissionalmente em torno de Ottawa com  bandas de blues locais. Aos 21 anos, ela estava morando em Austin, Texas e gravando. Seu primeiro disco de blues rapidamente estabeleceu seu talento único como um guitarrista de blues e compositora. Ao longo da década de 90, ela foi para a estrada com sua Telecaster paisley e aperfeiçoou seu trabalho artesanal / dividindo o palco com artistas como BB King, Buddy Guy, Lucinda Williams e Tom Petty. Em 1997, ela se mudou de volta para o Canadá para criar seu filho. Em 2000, seu país de origem a honrou com seu primeiro Juno Award (premiação premier de música do Canadá): Melhor Álbum de Blues por seu CD Love Comin 'Down . Sue também recebeu uma indicação para o prestigiado WC Handy Award para melhor artista feminina contemporânea em 2003.

Sue Foley no Hillside Festival palco principal, julho de 2008.


Assistam agora ao vídeo de "Hooked On Love" ao vivo na Alemanha em 2005.



Fonte de pesquisa: http://en.wikipedia.org/wiki/Sue_Foley