sexta-feira, 16 de maio de 2014

As Mulheres no Blues

Algumas mulheres do Blues não só ajudaram a construir a história do gênero como também mudaram os rumos da indústria fonográfica que ainda engatinhava e não apostava tanto em música para as camadas mais humildes da sociedade. As gravadoras ganharam um bom dinheiro com os "race records" (discos direcionados para a população negra) e com isso, iniciaram algo muito comum no mundo da música: as turnês de divulgação do novo disco. Antes do primeiro Blues ser gravado (Crazy Blues na voz de Mamie Smith), as artistas já eram conhecidas em algumas cidades por fazerem parte dos Minstrels Shows (apresentações de música, dança e teatro que circulavam pelas cidades e improvisavam o espaço como um circo) desde a infância ou adolescência, onde cantavam, dançavam e até interpretavam personagens típicos da cultura negra. Com a gravação de “Crazy Blues” os Minstrels Shows diminuíam em troca de apresentações para divulgação do disco comercializado, rendendo até mais dinheiro e popularidade para as cantoras. Mamie Smith (1883-1946) que realizou a gravação do primeiro clássico, chegou a ganhar 2 mil dólares em uma apresentação (valor muito alto para a época), mas morreu pobre e foi enterrada como indigente. Vinte anos depois fãs e músicos arrecadaram dinheiro para colocar uma lápide no seu túmulo. 

Mamie Smith

Clara Smith (1894-1935) era ousada nos shows, fazendo provocações aos homens e mulheres presentes, gravou mais de 100 músicas e infelizmente não tem até hoje o reconhecimento merecido. Outra figura importante desse período foi Ida Cox (1886-1967). Cox ao contrário de todas suas contemporâneas, teve uma carreira mais duradoura apesar da crise de 1929 que devastou financeiramente os EUA, chegando até a se apresentar em 1939 no famoso espetáculo "Spirituals To Swing". Deu uma pausa na carreira em meados da década de 1940, retomando de forma modesta a sua carreira nos anos 50, vindo a falecer na década seguinte.

Clara Smith


Ida Cox

“Ma” Rainey (1886-1939) foi outra cantora que se iniciou nos Minstrels Shows e se tornou uma grande artista nos discos do selo Paramount. Soube administrar o dinheiro que ganhou comprando dois teatros, que a sustentava nos períodos em que não gravava ou se apresentava. 

Ma Rainey

Victoria Spivey (1906-1976), também gravou muitos clássicos e foi uma grande aposta das gravadoras. Com a crise de 1929, Spivey se voltou a carreira cinematográfica. Abandonou o cinema para se dedicar a religião e com o “ressurgimento” do Blues nos anos 60, voltou aos palcos e lançou seu próprio selo, onde gravou artistas que estavam esquecidos. Uma dessas artistas era Sippie Wallace (1898-1986), uma texana de extrema importância no cenário do Blues, que havia gravado com King Oliver, Louis Armstrong e outros músicos famosos e registrou sua obra de várias formas: no típico Blues com piano, ou com uma pequena banda, bandas de Jazz e mesmo Jug bands. Nos anos 60 realizou ótimas gravações ao lado do lendário pianista de Chicago, Otis Spann. Em 1983, aos 85 anos, gravou um novo álbum e ganhou um Grammy, vindo a falecer 3 anos mais tarde. 

Victoria Spivey

Sippie Wallace

Com a mesma vitalidade de Wallace podemos citar Alberta Hunter (1895-1984). Alberta manteve sua carreira ativa até a morte de sua mãe, onde abandonou os palcos para seguir carreira de enfermeira. Quase vinte anos depois, em 1977, Alberta resolve brindar novamente o mundo com seu talento. Gravou discos excelentes e realizou apresentações lendárias com quase 90 anos de idade. Passou pelo Brasil pouco antes de morrer em 1984. Ela também tem papel importante na história das mulheres do Blues por ser a compositora de “Downhearted Blues” que não casou grande impacto até ser gravado por Bessie Smith em 1923. O disco vendeu muito e colocou Bessie no mais alto pedestal que uma cantora de Blues poderia atingir. Por isso, a próxima parte dessa história será especial para ela.

Alberta Hunter


Artigo publicado pelo site: http://bluesmasters.blogspot.com.br/2006/10/dont-mess-with-me-man-as-mulheres-no.html

quinta-feira, 15 de maio de 2014

"Jazz Ladies. A História de Uma Luta"

“Jazz Ladies – A história de uma luta” de Stéphane Koechlin é um registro marcante de, como o título indica um combate intenso, travado ao longo de anos, de emancipação da mulher, em especial da mulher negra. Esse livro conta a vida de mulheres excepcionais, que ficaram famosas e marcou essa história, como Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Memphis Minnie, Sarah Vaughan, Nina Simone, Dee Dee Bridgewater, além de tantas outras que não tiveram a mesma sorte. Essa obra apresenta a difícil batalha de mulheres que tentavam dar vazão à sua vocação artística, que perseguiam o sonho de serem cantoras e de ser reconhecidas como artistas, não apenas como rostos bonitos que adornam as bandas masculinas. Essa batalha foi ainda mais dura para as mulheres negras, maioria na história do jazz.










Cantoras de Jazz da atualidade

Aqui estou trazendo uma lista de cantoras de jazz contemporâneas, vencedoras de vários prêmios, algumas delas se tornaram fenômenos mundiais fazendo um jazz moderno, agradando ao novo público e também ao público antigo. Sem sombras de dúvidas, grandes revelações dos tempos atuais. 


Diana Jean Krall - (Nanaimo, 16 de novembro de 1964) é uma popular cantora e pianista canadense de jazz.



Krall nasceu na Colúmbia Britânica numa família musical. Ela começou a tocar piano aos quatro anos, e durante a sua juventude a família mudou-se para Vancouver. No colegial, ela começou a tocar num pequeno grupo de jazz. Aos quinze anos, ela passou a se apresentar regularmente em diversos restaurantes de Nanaimo.



A sua técnica chamou a atenção do baixista Ray Brown, que a apresentou a diversos professores e produtores. Aos 17 anos, Krall ganhou uma bolsa para estudar no Berklee College Of Music em Boston, Massachusetts. Passado algum tempo ela mudou-se para Los Angeles, Califórnia, passando a estudar com Jimmy Rowles, com quem ela começaria a cantar. Em 1990, Krall foi para Nova York, gravando alguns álbuns e finalmente alcançando sucesso internacional. Ela e o músico britânico Elvis Costello casaram-se em dezembro de 2003. Diana engravidou de Elvis em 2006 e os gêmeos Dexter Henry Lorcan e Frank Harlan James nasceram em 6 de dezembro de 2006, em Nova Iorque capital.



Em 1993, Krall lançou seu primeiro álbum Stepping Out juntamente com John Clayton e Jeff Hamilton. Este álbum acabou chamando a atenção de Tommy Li Puma, que produziu seu segundo álbum Only Trust Your Heart (1995). Seu terceiro álbum All For You – Dedication to Nat King Cole Trio (1996) foi indicado para o Grammy e permaneceu na lista da Bilboard (revista norte-americana dedicada à música) durante 70 semanas. Em seguida foi lançado Love Scenes (1997) que se tornou rapidamente um sucesso de vendas com seu trio Krall, Russel Malone (violão) e Christian McBride (baixo).


Em agosto de 2000, Diana juntou-se com Tony Bennett para uma tour. Com arranjos orquestrais por Johnny Mandel, Diana lançou outro álbum intitulado When I Look In Your Eyes (1999). Este recebeu mais nomeações ao Grammy e venceu na categoria de Melhor Músico de Jazz do Ano. A sua banda continuou com essa mistura de arranjos no álbum The Look Of Love (2001), desta vez criados por Claus Ogerman. Esta gravação alcançou o CD de Platina e entrou para o Top 10 da Bilboard 200. The Look Of Love foi o considerado o Número 1 na lista canadiana além de ser quatro vezes Platina.

Em setembro de 2001, Diana realizou uma turnê pelo mundo e o seu concerto no Paris Olympia foi gravado e lançado como a sua primeira gravação ao vivo Diana Krall – Live in Paris que chegou ao topo da lista de Jazz da Bilboard além de permanecer no Top 20 e Top 200 da Bilboard. Neste ela teve como convidado o percussionista brasileiro Paulinho da Costa. Nessa mesma época ela esteve no Top 5 do Canadá, ganhou o Juno Award (prêmio canadiano) e ganhou o seu segundo Grammy, desta vez como Melhor Gravação de Jazz (Best Vocal Jazz Record) and a Juno Award. Este álbum incluiu dois famosos covers: Just The Way You Are – Billy Joe’l e A Case Of You – Joni Mitchell.

Mais tarde, com seu casamento com músico Elvis Costello, ela lançou-se como compositora, o que resultou no álbum The Girl In The Other Room (2004). Seu álbum rapidamente alcançou o Top 5 do Reino Unido e esteve na lista dos 40 melhores na Austrália. Ela também fez uma participação no álbum Genius Loves Company (2004) do aclamado músico Ray Charles com a música You Don't Know Me.

Em 2006, Krall lançou seu álbum From This Moment On (2006) onde interpreta nomes famosos do jazz, como Irving Berlin, Cole Porter, Richard Rodgers, Lorenz Hart, entre outros. O trabalho contou com a produção de Tommy LiPuma. Destaque para "How Insensitive", ou Insensatez, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, com letra em inglês de Norman Gimbel. No último maio/2007, Krall se apresentou em uma campanha da Lexus (Indústria automobilística japonesa). Ela também cantou a música "Dream a Little Dream of Me" com acompanhamento no piano do lendário pianista Hank Jones. Ainda em 2007 Diana Krall lançou o The Very Best Of Diana Krall (2007), uma edição de luxo, que vem com CD e DVD numa mesma embalagem, e reúne os maiores sucessos.

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Stacey Kent - (27 de março de 1968, South Orange, Nova Jersey, EUA) é uma cantora de jazz americana. Foi indicada ao Grammy por sua performance no álbum "Breakfast On The Morning Tram" de 2007.

Kent graduou-se em literatura comparada no Sarah Lawrence College em Nova Iorque, e mudou-se para Inglaterra após sua graduação para estudar na Guildhall School of Music and Drama, em Londres. Nesta cidade conheceu o saxofonista, Jim Tomlinson, com quem casou em Agosto de 1991.

Seu primeiro álbum, Close Your Eyes, foi lançado em 1997. Lançou outros cinco álbuns desde então, e participou nos álbuns de Tomlinson, cujo The Lyric (2005), recebeu o prêmio de álbum do ano no BBC Jazz Awards, 2006.

Stacey recebeu o prêmio de melhor vocalista no British Jazz Award (2001) e BBC Jazz Award (2002).

Seu álbum The Boy Next Door foi disco de ouro na França em setembro de 2006. O álbum Breakfast On The Morning Tram, conquistou o disco de ouro três meses após seu lançamento na França.

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Madeleine Peyroux - (Athens, 1974) é uma cantora de jazz americana, que escreve e interpreta suas proprias composições e letras. É especialmente lembrada por seu estilo vocal, que em muito lembra o estilo da cantora Billie Holiday.

Peyroux nasceu no estado da Geórgia, no Sul dos Estados Unidos, mas viveu também na Califórnia, na cidade de Nova Iorque e em Paris. O seu pai era um aspirante de actor que "ouvia música a toda a hora" e a sua mãe era uma professora de francês. Peyroux, que já classificou os seus pais como "educadores excêntricos" e "hippies", aprendeu a tocar o ukelele da sua mãe quando ainda era criança. Numa entrevista que deu no programa "Live From Abbey Road", disse que a música era a forma de estarem todos juntos e um local "especial e escondido" da casa.

Começou a cantar com quinze anos de idade, quando descobriu os artistas de rua do boêmio Quartier Latin, em Paris. Ela integrou o grupo The Riverboat Shufflers, primeiro passando o chapéu, e então, depois, cantando. Aos 16 anos, passou a fazer parte da The Lost Wandering Blues and Jazz Band, grupo com o qual passou dois anos em turnê pela Europa, interpretando canções de estrelas do Jazz como Fats Waller, Billie Holiday,Ella Fitzgerald e Bessie Smith, entre outros, dando base ao reportório do seu primeiro álbum, Dreamland. Estas experiências foram decisivas na carreira de Peyroux, que, em todos os álbuns, tem canções que realçam as vantagens de uma vida simples e sem complicações ("(Getting Some) Fun Out of Life"; "Always a Use"; "This is Heaven To Me"; "A Little Bit" e, talvez mais notoriamente, em "Homeless Happiness").

Dreamland foi lançado em 1996, e logo ganhou expressiva atenção. Com três canções originais (" Hey Sweet Man", "Always a Use" e "Dreamland", que deu título ao álbum), e covers de Patsy Cline,Holiday e Smith, Peyroux recebeu a alcunha de "Billie Holiday do século XXI. A revista Time chegou a classificar o álbum como "a mais excitante, envolvente performance vocal feita por uma nova cantora no ano". Peyroux logo se viu abrindo concertos para Sarah McLachlan e Cesaria Evora, além realizar diversas aparições em conceituados festivais de Jazz, como o festival de Montreal, em 1997.

Depois do lançamento e promoção do álbum, em 1997, Peyroux começou as gravações de um segundo disco. No entanto, foi diagnosticada ocm problemas nas cordas vocais e, alegadamento, teve problemas com a sua editora. Segundo disse numa entrevista, "começava as músicas mas não as acabava". A cantora acabou por desistir de lançar este álbum e voltou às suas raízes, a dar concertos na ruas de Paris e em cafés nos Estados Unidos.

Vivendo uma vida anônima, ela continuou a contribuir com o trabalho de outros artistas, mas raramente se apresentava em clubes com seu verdadeiro nome. Em 2002,Peyroux conheceu William Galison e começaram a actuar juntos. Gravaram um EP, "Got You on My Mind", que vendiam nos seus concertos e pela internet.

Entretanto, em 2003, Peyroux entrou em contacto com a editora Rounder, e apresentou o EP que tinha gravado com Galison como demo, apesar de já estarem separados. Então, em 2004,  depois do seu primeiro trabalho, foi lançado "Careless Love (album)| Careless Love]], que se a trouxe novamente para a ribalta. Neste album, Peyroux trabalhou com Larry Klein, com quem viria a trabalhar nos seus discos seguintes. Uma das suas adapatações mais conhecidas, "Dance Me To The End of Love", de Leonard Cohen, foi lançada pela primeira vez nesta gravação. Outras covers do disco eram "Between the Bars" (Elliot Smith), "You're Gonna Make Me Lonesome When You Go" (Bob Dylan) e "Weary Blues", de Hank Williams; sendo o úncio tema original "Don't Wait Too Long".

Em Agosto de 2005, sua gravadora, preocupada com a possibilidade de que a cantora desaparecesse novamente, alertou a mídia e contratou um detetive particular. Constrangedoramente, a cantora logo foi encontrada com seu agente em Nova Iorque.

Depois do sucesso de "Careless Love", Madeleine Peyroux voltou ao estúdio e gravou "Half of The Perfect World", lançado em 2006. Desta feita, o álbum tinha quatro temas originais, novas covers de Leonard Cohen ("Blue Alert";"Half the Perfect World"), Tom Waits e Serge Gainsburg.

Em Março de 2009, Peyroux lanço um álbum totalmente composto por originais, Bare Bones.

Peyroux e sua gravadora foram processados por William Galison em 2004. De acordo com a gravadora, a Rounder Records', Peyroux e seu agente apresentaram o EP Got You On My Mind a eles como a demo da cantora, exclusivamente, concordando ainda em comercializá-lo apenas depois do lançamento de Careless Love. De acordo com Peyroux e seus advogados, ela contou à gravadora Rounder que Galison era o co-autor da gravação. Gallison lançou o álbum por um selo próprio, em 2004, e juntou-lhe mais quatro faixas compostas por si.

Madeleine Peyroux já deu diversos concertos no Brasil e América Latina, tendo sido convidada no Programa do Jô por duas vezes. Em Portugal, Madeleine Peyroux atuou duas vezes, em 18 de Novembro de 2006 e em 7 de Julho de 2011.

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Jane Monheit - (Oakdale, Long Island, 3 de novembro de 1977) é uma cantora estadunidense.


Pertencente a uma família musical, estudou clarinete e teoria enquanto atuava e cantava em produções teatrais locais. Ela tinha 17 anos quando começou formalmente seu treinamento vocal com Peter Eldridge, na Manhattan School of Music. Em 1998, com 20 anos, ficou em segundo lugar entre vocalistas na Thelonious Monk International Jazz Competition - diante de um júri composto por Dee Dee Bridgewater, Nnenna Freelon, Diana Krall, Dianne Reeves e Joe Williams.

Em 2000, Jane lançou seu primeiro álbum, Never Never Land. Estava acompanhada por notáveis, como o pianista Kenny Barron, o baixista Ron Carter e o saxofonista David "Fathead" Newman. Never Never Land ficou na Billboard Jazz chart por quase um ano, e foi votado o Best Debut Recording do ano por membros da Jazz Journalists Association.

A cantora lançou em 2007 um novo álbum, chamado Surrender, com forte influência da música brasileira.

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Norah Jones - (Brooklyn, 30 de Março de 1979) é uma pianista, cantora e compositora estadunidense. Nascida Geetali Norah Jones Shankar, mudou oficialmente seu nome aos dezesseis anos.

Norah nasceu na cidade de Nova Iorque, filha do falecido tocador de sitar indiano Ravi Shankar, tendo vivido sua infância com sua mãe, Sue Jones, que se mudou para Dallas, Texas, quando Norah tinha quatro anos. Jones estudou no Booker T. Washington High School for the Performing and Visual Arts e na University of North Texas, onde formou-se em jazz piano. Em 1999, após dois anos no programa, Norah voltou para Nova Iorque, onde toca com sua banda, Wax Poetic.

Norah é uma artista premiada (multi-Grammy Award) cuja carreira foi impulsionada em 2002 com seu álbum de estreia Come Away With Me, um álbum jazz piano com um toque de soul/folk, que obteve um grande êxito vendendo vinte e três milhões de cópias em todo mundo. Norah Jones obteve oito premiações nos Grammy Awards de 2003, incluindo o de "Best New Artist". Seu álbum Feels Like Home lançado em 9 de Fevereiro de 2004, foi mais influenciado pela música country ao invés de repetir o estilo suave de Come Away With Me. Com uma semana de lançamento, Feels Like Home havia vendido um milhão de cópias. Naquele mesmo ano, a revista TIME listou Jones entre as "pessoas mais influentes de 2004". Jones recebeu três prêmios nos Grammy Awards de 2005, dois para "Record of the Year" pela sua colaboração com Ray Charles na música Here We Go Again.

O álbum Not Too Late de 2007, conta 13 canções originais de autoria ou co-autoria de Norah com produção de Lee Alexander, há muito tempo seu parceiro de composição e baixista. Destaques para "Sinkin´ Soon", com os vocais do cantor-compositor M. Ward, e "Thinking About You", que Norah compôs com o líder da Wax Poetic, Ilhan Ersahin, em 1999.

Jones namorou seu baixista Lee Alexander por muito tempo, porém eles terminaram a relação em janeiro de 2008.

Em 2007, Norah teve sua estreia como atriz e protagonista em "My Blueberry Nights" - Um Beijo Roubado, filme de Wong Kar-wai.1 O filme abriu o festival de Cannes. Norah já havia participado em especiais como na Vila Sesamo Apresenta, cantando "Don't Know Why".

Em 2009 lança o álbum The Fall1 e em 2010 uma coletânea ...Featuring com colaborações e parcerias de vários cantores famosos incluindo Ray Charles.

Seu mais recente trabalho, lançado em 1º de Maio de 2012, é ...Little Broken Hearts, produzido por Danger Mouse. Neste trabalho, a cantora mostra um novo estilo musical, com um som bem diferente de seus outros álbuns. Segundo o Guia de CD da Rolling Stone, "todas as canções têm um clima tristonho e contemplativo, algo meio suspenso em algum lugar enevoado da década de 1970, entre o campo e a cidade".


Em 2003, formou The Little Willies, que conta com Norah no piano e voz, Richard Julian nos vocais, Lee Alexander no baixo, Jim Campilongo nas guitarras, e Dan Rieser na bateria. O primeiro álbum lançado pela banda (The Little Willies, de 2006) traz regravações de canções de Willie Nelson, Hank Williams, Fred Rose, Townes Van Zandt e Kris Kristofferson. Em novembro de 2011 foi divulgado o lançamento do segundo álbum "For the Good Times" para o início de 2012.

Norah Jones que já se apresentou no Brasil em 2004 na turnê do primeiro álbum, retornou em 2010 divulgando o álbum The Fall nas seguintes cidades: (São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba). Sua apresentação em São Paulo rendeu um público de 40 mil pessoas, sendo que 18 mil ficaram nas ruas e calçadas ao redor do Parque da Independência porque chegaram tarde demais e pela super lotação, segundo a Polícia Militar. A artista cantou quase todas as faixas de The Fall sem esquecer das músicas antigas. A apresentação durou 1h30 dentro de 22 músicas e em algumas falas com o público deixou a timidez e em alguns momentos ria com o público sem esquecer do ótimo sotaque português ali dito: "Obrigada por virem, acho que esse é o maior público que já cantei. Vocês ali no fundo, balance os braços", diz a cantora se referindo às pessoas que não conseguiram entrar.

A cantora voltaria ao Brasil no final de 2012 para realizar shows em Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, porém a morte de seu pai, o músico Ravi Shankar, fez com que ela cancelasse-os, a artista pediu desculpas aos fãs. As apresentações fariam parte da turnê "Little Broken Hearts", e contariam com a presença do músico novaiorquino Jesse Harris, que foi o autor da música "Don't Know Why".

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Esperanza Spalding - (Portland, 8 de outubro de 1984) é uma contrabaixista e cantora de jazz estadunidense.

Foi criada sozinha pela mãe, que a influenciou grandemente e que a apoiou totalmente quando decidiu-se pelo mundo da música. Aos 4 anos depois de assistir uma apresentação do violoncelista Yo-Yo Ma apaixonou-se pela música. Depois de um ano, já tocava violino - instrumento que estudou com dedicação total até os quinze anos. Nessa época assumiu como primeira violinista de uma orquestra comunitária no Oregon, "The Chamber Music Society Of Oregon".

Esperanza canta em inglês, espanhol e português. Tocou acompanhada por grandes nomes do jazz, como Pat Metheny, Joe Lovano, Michel Camilo, Donald Harrinson e Milton Nascimento. Foi mencionada pela revista Down Beat como "a melhor baixista em ascensão". Compõe e leciona no Berklee College Of Music em Boston, sendo a mais jovem professora da instituição.

Esteve no Brasil em 2006, acompanhada pelo pianista cubano Roberto Fonseca. Também gravou com a cantora e compositora Ana Carolina, na música Traição.

Em 2011 ganhou o Grammy na categoria de Artista Revelação, derrotando Justin Bieber, o principal candidato. Esta derrota levou à fúria dos fãs de cantor, que atacaram com insultos páginas na internet referentes a Esperanza.

Esperanza esteve presente no Rock in Rio realizado em 2011 no Rio de Janeiro. Seu show no Palco Sunset contou com a participação do cantor Milton Nascimento, com repertório baseado principalmente em música popular brasileira.

Artigos publicados pelo site: http://pt.wikipedia.org/

Etta James

Etta James, nascida Jamesetta Hawkins, (Los Angeles, 25 de janeiro de 1938 — Riverside, 20 de janeiro de 2012) foi uma cantora norte-americana de blues, R&B, jazz e música gospel, vulgarmente apelidada de Miss Peaches.

Antes da fama

Etta James nasceu na Califórnia, filha de Dorothy Hawkins, uma afro-americana, mãe solteira, de 16 anos. Filha de pai branco, Etta procurou saber quem era seu progenitor, desconhecido até então, e que sua mãe diz ser Minnesota Fats, do qual ela recebia uma pensão na condição de manter segredo sobre sua paternidade.

Etta James

Ela teve o seu primeiro contacto com a música aos 5 anos de idade, tendo aulas com James Earle Hines, director musical da escola Echoes of Eden da Igreja Batista de St. Paul, em Los Angeles.

Sua família mudou-se para São Francisco, Califórnia, em 1950, e, em 1952, Etta e mais duas amigas formaram o trio (As Creolettes), o qual viria a chamar a atenção de Johnny Otis. Otis inverteu as sílabas do seu nome para lhe dar uma melhor sonoridade assim surgindo o seu nome artístico. A partir daí Otis investiu na garota começando a gravar os seus primeiros temas.

Etta James em 1973


Começo da fama e carreira

Sua primeira gravação, e seu primeiro êxito R&B, foi de sua própria autoria, "The Wallflower (Dance with Me, Henry)", uma música-resposta para a música de Hank Ballard, "Work with Me, Annie". Em 1954, Etta gravou juntamente com a banda de Otis e com Richard Berry, o qual cantava a segunda voz. A canção, que não estava totalmente boa, foi re-escrita por Georgia Gibbs, ganhando o título de "Dance with Me, Henry". Também gravou momentaneamente com a banda intitulada Etta James & the Peaches, com diversos hits, sendo contratada mais tarde pela Chess Records, em 1960.

Saiu em turnê com Johnny "Guitar" Watson juntamente com Otis nos anos '50 e foi referida por Watson como a penúltima influência em seu estilo.

Etta James e Chuck Berry em 1987 - St. Louis

Ela lançou vários duetos com Harvey Fuqua (dos The Moonglows), dos quais surgiu o seu maior sucesso já gravado, a belíssima e clássica "At Last". A canção, que apareceu juntamente com outros êxitos como "All I Could Do Was Cry" e "Trust in Me", foi incluída no seu álbum de estreia, "At Last!".

Etta James em 2006

Etta James teve um sério problema de drogas e romances mal sucedidos, que interferiram em sua carreira. Posteriormente ela tem problemas com a obesidade (chegando a ter quase 200 kg), que levaram-na a fazer uma cirurgia gástrica em 2003, fazendo-a perder quase 100kgs. Em 2003 Etta James recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Etta fez tours pela América junto com seus dois filhos, Donto e Sametto. Em 2011, com uma participação não-creditada (porém autorizada), cantou com o rapper Flo Rida, na música Good Feeling.  Cinco dias antes de fazer 74 anos, no dia 20 de Janeiro de 2012, ela finalmente sucumbiu à leucemia e a outras doenças, no Riverside Community Hospital, na cidade de Riverside, na Califórnia.3 Ela foi diagnosticada com a doença em janeiro de 2011. Foi sepultada no Inglewood Park Cemetery, Inglewood, Califórnia no Estados Unidos.

Esta canção que trago a seguir é o maior sucesso da cantora, impossível já não ter ouvido em algum lugar:

Etta James - At Last 


Artigo publicado pelo site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Etta_James

Nina Simone

Eunice Kathleen Waymon mais conhecida pelo seu nome artístico, Nina Simone (Tryon, 21 de fevereiro de 1933 – Carry-le-Rouet, 21 de abril de 2003) foi uma grande pianista, cantora e compositora americana. O nome artístico foi adotado aos 20 anos, para que pudesse cantar Blues, nos cabarés de Nova Iorque, Filadélfia e Atlantic City, escondida de seus pais( a mãe ministra metodista e o pai barbeiro). "Nina" veio de pequena ("little one") e "Simone" foi uma homenagem à grande atriz do cinema francês Simone Signoret, sua preferida.

Nina Simone

Nina Simone, quando jovem foi impedida a ingressar em um conservatório de música na Filadélfia, mesmo tendo afrontado o racismo e cursado piano clássico na severa Juilliard School, em Nova York. Também se destacou e foi perseguida por abraçar publicamente todo tipo de combate ao racismo. Seu envolvimento era tal, que chegou a cantar no enterro do pacifista Martin Luther King. Casada com um policial nova-iorquino, Nina também sofreu com a violência do marido, que a espancava. E tudo isso, dizia ela, que tinha acontecido, as portas tinham se fechado, por ser negra.

Nina Simone

Depois de fracassar na tentativa de ser uma grande concertista através do conservatório, Nina ficou algum tempo em Nova Yorque até ir para Atlantic City, e lá trabalhando como pianista em um bar foi obrigada a cantar para não perder o emprego, e tocar piano era o que ela fazia. Então se tornou Nina Simone, como se batizou naquela ocasião. Cantou músicas clássicas e imortalizou hits como "Feeling Good", "Aint Got No - I Got Life", "I Wish I Know How It Would Feel To Be Free", e "Here Comes The Sun", além de "My Baby Just Cares For Me" que gravou e apareceu numa propaganda de perfume frances.

Nina Simone

Em um breve contato com sua obra, aqueles que não conhecem percebem logo a diversidade de estilos pelos quais Nina Simone se aventurou, desde o gospel, passando pelo soul, blues, folk e jazz. Foi uma das primeiras artistas negras a ingressar na renomada Juilliard School of Music, em Nova Iorque. Sua canção “Mississippi Goddamn” tornou-se um hino ativista da causa negra, e fala sobre o assassinato de quatro crianças negras numa igreja de Birmingham em 1963. Ao se apresentar num evento militar em Forte Dix, New Jersey, em 1971, em plena Guerra do Vietnã, Nina Simone deu voz àqueles que eram contrários ao conflito ao soltar a portentosa voz num poema em que Deus é chamado de assassino,após 18 minutos poderosos de My Sweet Lord, de George Harrrison. Nina esteve duas vezes no Brasil, gravou com Maria Bethânia e seu último show ocorreu em 1997 no Metropolitan. Era uma intérprete visceral, compositora inspirada e tocava piano com energia e perfeição. Morreu enquanto dormia em Carry-le-Rouet em 2003.

Fiquem com um clássico dessa maravilhosa cantora de voz marcante: 

Nina Simone Feeling Good

Artigo publicado pelo site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nina_Simone

Dinah Washington

Dinah Washington, nome artístico de Ruth Lee Jones (Tuscaloosa, 29 de agosto de 1924 – Detroit, 14 de dezembro de 1963), foi uma cantora e pianista norte-americana, que tem sido considerada "a mais popular artista feminina negra dos anos 50". Essencialmente uma vocalista de jazz, ela se apresentou e gravou uma ampla variedade de estilos, incluindo R&B e música popular tradicional e blues que lhe rendeu o título de "Rainha do Blues". Dinah foi uma das homenageadas do Alabama Jazz Hall of Fame de 1986, e foi introduzida ao Rock and Roll Hall of Fame em 1993.

Dinah Washington


Início

Dinah nasceu Ruth Lee Jones em 29 de agosto de 1924, em Tuscaloosa, Alabama. Seu pai Ollie Jones, era um jogador de apostas profissional que raramente estava em casa, deixando sua mãe, Alice, para cuidar e criar quatro filhos. A família se mudou para Chicago quando Ruth tinha então quatro anos e já tocava piano e cantava na Igrja Batista de St. Luke com sua mãe, Aos quinze anos, ganhou o primeiro prêmio em uma competição de canto amador no Teatro Regal e no anos seguinte, a cantora Sallie Martin a contratou para cantar e tocar pianos para seu grupo, o Sallie Martin Colored Ladies Quartet.

Dinah Washington

Dois anos depois, Dinah voltou ao circuito de clubes noturnos tocando piano no Three Deuces, um clube de jazz onde Billie Holiday estava se apresentando, lá foi encontrada por Lionel Hampton que a sugeriu o nome artístico. Enquanto cantou com a banda de Hamptons, Dinah começou a grava blues, E, 1943, sua canções "Evil Gal Blues" e "Salty Papa Blues" tornaram-se hits entre o público afro-americano. Dois anos depois, "Blowton Blues", a única canções que gravou com Hampton, a tornou uma estrela do R&B.

Dinah Washington

Washington teve ao menos oito maridos e dois filhos. No final de sua carreira, tornou-se preocupada com seu peso, recém casada com o jogador de futebol Dick "Night Train" Lane, ela adotou dietas rígidas que tiveram um resultado fatal. Em 14 de dezembro de 1963, com então 39 anos, seu corpo foi encontrado em sua casa em Detroit, ela havia morrido de uma overdose de álcool, sedativos e pílulas para emagrecimento. Encontra-se sepultada no Burr Oak Cemetery, Alsip, Illinois no Estados Unidos.

Dinah Washington - What Difference A Day Makes

Artigo publicado pelo site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dinah_Washington


Sarah Vaughan

Sarah Lois Vaughan (Newark, 27 de março de 1924 — Los Angeles, 03 de abril de 1990) foi uma cantora estadunidense de jazz, descrita por Scott Yanow como "uma das vozes mais maravilhosas do século 20".

Sarah Vaughan em 1946

Apelidada "Sailor" (por seu discurso salgado), "Sassy" e "A Divina", Sarah Vaughan foi ganhadora do Grammy e do NEA Jazz Masters, o "mais alta honra no jazz", atribuído pela National Endowment for the Arts em 1989.


A voz de Vaughan caracterizava-se por sua tonalidade grave, por sua enorme versatilidade e por seu controle do vibrato. Sarah Vaughan foi uma das primeiras vocalistas a incorporar o fraseio do bebop.

Sarah Vaughan

Ainda muito menina, Sarah Vaughan começou a cantar no coral gospel da igreja que freqüentava com os pais, ambos músicos. Seu pai era guitarrista e sua mão era lavadeira e tocava piano na mesma igreja. Aos treze anos, com o que sua mãe havia lhe ensinado, foi para trás do orgão, acompanhando o coro.

Sarah abandonou a escola e passou a participar de concursos para músicos amadores, até que ganhou o primeiro prêmio na pioneira casa de espetáculos Apollo Theatre, o que lhe abriu muitas portas no meio musical e dentro de pouco tempo foi convidada a integrar a banda de Earl Hines a convite de seu cantor Billy Eckstine que ficou simplesmente estarrecido com a perfomance da garota.

Sarah Vaughan

Adquirida sua confiança ao trabalhar com nomes com o próprio Eckstine e Earl Hines, Sarah Vaughan decidiu tentar a carreira solo. Seus primeiros álbuns ao lado de Tadd Dameron eram um dos mais cults da época, fato que a levou a se unir com os músicos revolucionários do bepbop como Charlie Parker e Dizzy Gillespie, com quem havia trabalhado anos antes na banda de Earl Hines.

Em 1944, Sarah gravou o tema famoso de Dizzy Gillespie, Night in Tunisia, então entitulada Interlude e gravou ainda, ao lado do pai do bebop, Lover Man, tornando a gravação um clássico.

Com sua contratação pela Columbia Records, Sarah Vaughan tornou-se uma estrela internacional, gravando discos mais comerciais e frequentemente acompanhada de cordas, embora tenha gravado com um octeto, 1950, que incluía o trompetista Miles Davis.

Sarah Vaughan

Depois de quase uma década sem gravar, Sarah voltou aos estúdios, em 1971, a convite do produtor Norman Granz, dono do selo Pablo. Com ele gravou dois songbooks de Duke Ellington. Gravou ainda com Count Basie e Oscar Peterson, aventurando-se também por rítmos africanos e latinos, gravando um álbum com Milton Nascimento.

Sarah Vaughan era dona de uma impressionante tecitura, tinha pleno domínio de seu instrumento, com o qual improvisava de maneira magistral (scat singing) e sua voz elegante parecia sair sem nenhum esforço. Com sua morte em 1990, Sarah Vaughan passou a fazer parte do trinvirato composto por Ella Fitzgerald e Billie Holiday.

Joe Louis Kisses e Sarah Vaughan - Jet Magazine, 10 de abril de 1952

Em 1989, a saúde de Vaughan começou a declinar, embora ela raramente revela as dicas em suas performances. Ela cancelou uma série de compromissos na Europa, em 1989, citando a necessidade de buscar tratamento para a artrite na mão, embora ela foi capaz de completar uma série de performances mais tarde no Japão. Durante uma corrida em Nova York Blue Note Jazz Club em 1989, Vaughan recebeu um diagnóstico de câncer de pulmão e estava muito doente para terminar o dia final do que viria a ser sua última série de apresentações públicas. Vaughan voltou para sua casa na Califórnia para começar a quimioterapia e passou seus últimos meses alternando estadias no hospital e em casa. Vaughan ficaram cansados ​​da luta e pediu para ser levado para casa, onde morreu na noite de 3 de abril de 1990, enquanto assistia a um filme de televisão, com sua filha, uma semana depois de seu 66 º aniversário. O funeral de Vaughan foi realizada no Monte Zion Baptist Church na 208 Broadway, em Newark, New Jersey, que era a mesma congregação, ela cresceu dentro. Após a cerimônia, uma carruagem puxada por cavalos transportado o corpo dela para o seu lugar de descanso final em Glendale Cemetery, Bloomfield em Nova Jersey.

Sarah Vaughan "Misty" Live 1964


Artigos publicados pelos sites:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sarah_Vaughan
http://www.ejazz.com.br/detalhes-artistas.asp?cd=229